XXIII Encontro de Combatentes da 2ª Guerra Mundial em POA

XXIII Encontro de Combatentes da 2ª Guerra Mundial em Porto Alegre

Todos os anos, no mês de novembro é realizado o Encontro Nacional de Combatentes da 2.ª Guerra Mundial, promovido pela Associação Nacional de Veteranos da FEB (ANVFEB), cuja sede central fica no Rio de Janeiro e hoje conta ainda com mais de 20 subseções, atuantes e espalhadas pelo território brasileiro.

Dos ideais de sua criação, em 1976, muitos permanecem inalterados e dizem respeito ao esforço permanente da luta pelo reconhecimento dos feitos em campo de batalha na Itália (1944-1945). Hoje, o espírito de confraternização e rememoração reúne combatentes octogenários, familiares, entusiastas e amigos. Uma nova modalidade faz parte desses encontros: os Painéis Literários, voltados para os historiadores, memorialistas e pesquisadores que elegeram os temas da FEB como foco de suas pesquisas.

Foto com 50 pracinhas que posaram para a posteridade, uma honenagem especial de todos nós.
Local: Circulo Militar de Porto Alegre (17 nov. de 2011). Foto: Dionisio Paramud

Neste ano, o XXIII Encontro, realizado de 15 a 20 de novembro em Porto Alegre, ocorreu com bastante tranquilidade, até em virtude da idade dos participantes. O que proporcionou aos visitantes momentos de grande prazer, inclusive para conhecer a cidade. Na programação foi bem proveitosa a visita ao Regimento Osório, com a tradição e a história sempre muito presentes. Imperdível também foi o show das boleadeiras no Galpão Crioulo, nas tradições gaúchas, proporcionado por jovens vestidos a caráter.

Nas surpresas do cotidiano desse encontro, não podemos nos esquecer dos locais visitados. Na Baía do Rio Guaíba, vimos o belo pôr do sol, um dos cartões de visita. Passamos ainda pelo bairro onde residiu Brizola, hoje resta apenas o muro da casa, e onde também está a antiga casa da presidenta Dilma Rousseff. Navegamos pelo Guaíba no “Cisne Branco”, a embarcação que faz o percurso pelo rio e, durante uma hora, surpreendemos pela admirável visão da cidade e as belas casas às suas margens.

Passamos pela Rua da Praia – tem esse nome, porém está a 100 quilômetros do mar. Segundo o guia, foi uma parte aterrada à margem da praia que seria do Rio Guaíba. Hoje o local constitui o Centro Histórico da cidade. Ali resistem construções do século passado, como a Casa de Cultura Mário Quintana. Maravilhados ficamos ainda com a beleza da Catedral Matriz da cidade e do Palácio Piratini, este sede central do governo, localizados na mesma praça. Realizamos ainda passeios tranquilos andando a pé pela cidade.

Com suas fachadas arquitetônicas preservadas, outras igrejas e prédios antigos nos levaram pela História de um passado recente. E mais, do hotel, no 16.º andar, éramos privilegiados todos os dias, durante o café da manhã, com a bela imagem da Baía do Rio Guaíba ao nascer do sol.

Porto Alegre com seus parques conduzem o turista por passeios memoráveis. No roteiro o Parque Farroupilha, no centro da cidade, é o local onde tudo acontece e que se constitui o ponto de encontro das famílias gaúchas, que se reúnem para passeios e compras. Ali, a Feira de Antiguidades, no domingo, é uma atração. Outro parque incrível é o Moinho dos Ventos, local dos antigos moinhos que possui uma área verde enorme convidando para boas caminhadas.

Como não podia deixar de ser, Porto Alegre, segundo os gaúchos, tem a “rua mais bonita do mundo”. Trata-se de uma alameda perfilada de ipês-amarelos, onde os moradores não se aborrecem com os turistas e visitantes, mas, na peculiar simpatia gaúcha, pacientemente abrem caminho para os fotógrafos de ocasião. Apreciamos também, em plena avenida, uma cavalgada de CTG: homens, mulheres e crianças, com belíssimos cavalos crioulos, davam show de regionalismo para nós forasteiros, com o maior respeito dos cidadãos, nem nenhum “buzinaço” se ouvia, em um motivo de orgulho para a população.

Visitar a capital gaúcha é conhecer um passado não longínquo, sede da efervescência da política; de momentos épicos da História; da luta pela preservação das nossas fronteiras; da politização dos homens e da desobediência civil se contrapondo a um contexto. Com certeza, marcas indeléveis da Revolução Farroupilha estão espalhadas pela cidade, como a marcar um tempo (1835-1845).

 

Carmen Lúcia Rigoni, historiadora,

é representante da seção da ANVEFEB de Curitiba.

Novembro de 2011.

clrigoni@terra.com.br


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2 comentários

  1. Maria do Socorro Sampaio M. de Barros /

    Essa foto em si diz muito da emoção que tivemos! O texto da professora Carmem revela a honra em participar de tal evento pois bastava olhar “os protagonistas” de tão significativa história e a alegria tomava conta de nossos corações.
    Foi a primeira vez que participei e hoje sinto não ter estado em outras vezes com minha mãe ,a Cap Enfermeira Aracy Arnaud Sampaio.

  2. PAULO JORGE /

    RIO, 06 DEZ 2011.

    PARABENIZO O PORTAL FEB, E A PROFESSORA Carmen Lúcia Rigoni, historiadora, QUE DESCREVEU BRILHANTEMENTE O XXIII ENCONTRO DE FEB – RGS – NOV/2011. EU ESTAVA PRESENTE COBRINDO DE FORMA PARTICULAR, O EVENTO COM VIDEOS, E FOTOS, QUE DISPONIBILIZEI NO SKYDRIVE DO MEU IMAIL pjdireito@hotmail.com – CASO ALGUEM ESTEJA INTERESSADO, É SÓ SOLICITAR O LINK DAS FOTOS AMADORAS. SAUDAÇOES AOS ORNIZADORES E PESQUISADORES DA NOSSA HISTORIA HEROICA. ESPERAMOS QUE EM 2012, TODOS ESTEJAM PRESENTES.

    FORTE ABRAÇO – PAULO JORGE – CONSELHEIRO – ANVFEB/RIO – pjdireito@hotmail

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