Sugestão de Leitura: Balduíno Celso – Um Expedicionário

balduinoUm livro de Salete Maria Fanin

Professora e Historiadora

Este livro é um convite a conhecer a trajetória de um gaúcho chamado BALDUINO CELSO, natural de Bento Gonçalves, mas que residia na época da Segunda Guerra em Sarandi, Rs, que ingressou no serviço militar obrigatório aos 21 anos de idade, servindo ao Exército no 6⁰ RI na cidade de Quaraí – Rs.
Após a prestação do serviço militar, Balduino foi enviado ao Rio de Janeiro e São João Del Rei para treinamentos militares. Retornando ao Rio de Janeiro, já compondo o segundo escalão da Força, Expedicionária Brasileira (FEB) embarcou juntamente com 25.000 soldados com destino a Nápoles na Itália.

Lá Balduino permaneceu por mais de um ano, participando de vários combates, e, ainda, encarando diversas dificuldades como: falta de agasalhos, falta de alimentos, problemas emocionais, e, sobretudo o precário treinamento do Exército aos soldados.

Com o final da guerra em 1946, os pracinhas da FEB que tiveram a felicidade de retornar para o Brasil, fizeram um desfile da “vitória” em São Paulo e no Rio de Janeiro. Mas, infelizmente, nem todos foram vitoriosos no decorrer da Guerra, porque na Itália morreram 460 homens da FEB e 22 pilotos da FAB.

De volta para sua terra natal como ex-combatente da Segunda Guerra Mundial, Balduino foi recebido pelo poder municipal de Sarandi/Rs, bem como pela sua família e a comunidade a qual pertencia.

À partir de então o heroico soldado brasileiro retomou sua vida. Em 1947, Balduino casou-se com a professora Theolinda Guindani Destri, também de Sarandi, trabalharam com casa de comércio, também na agricultura e suinocultura. Com o passar dos anos o casal Balduino e Theolinda foi abençoado cm 8 filhos. (7 mulheres e 1 homem).

Ao longo dos anos, Balduino recebeu algumas homenagens: foi agraciado com o título de Cidadão Rondaltense, Honra ao Mérito pela FEB, Medalha da Cruz de Combate da FEB, Menção Honrosa de 2⁰ Sargento da FEB.

Na época do lançamento o seu livro, (2009), Balduino tinha 89 anos de idade, vindo a falecer com 92 anos de idade.

Viveu bem? … Dentro de suas possibilidades viveram bem, priorizando sempre o estudo, a busca pelo conhecimento de seus filhos. O estado somente começou a pagar uma pensão, após ele ter sido considerado “incapaz” no ano de 1992. Através de uma lei que beneficiava os combatentes que estiveram no campo da guerra.

A obra descortina fatos que a História Oficial não menciona, desse modo acredito ser de grande relevância a (re)construção desse período da guerra para as futuras gerações, em especial para a autora e sua família.

Confira a obra completa AQUI

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