Série Heróis Esquecidos: Sg Max Wolf Filho – 11º RI

O Sargento Max Wolf Filho é um dos mais destacados heróis da FEB. Seu arrojo e bravura nos combates o tornou admirado pelos seus pares e superiores e respeitado pelos seus subordinados.

Filho de pai alemão, Wolf nasceu em Rio Negro (PR) em 29 de julho de 1911. Aos 18 anos de idade alistou-se no Exército em Curitiba, indo servir no 15º Batalhão de Caçadores, unidade extinta cujas instalações são hoje ocupadas na capital paranaense pelo 20º Batalhão de Infantaria Blindado (20º BIB). Na década de 30 muda-se com a família para o Rio de Janeiro e e ingressa na então Polícia Militar do Distrito Federal, onde chegou a graduação de 3º Sargento. Em 1944 apresenta-se como voluntário para integrar a Força Expedicionária Brasileira, tendo sido designado para o 11º Regimento de Infantaria (11º RI) de São João Del-Rei (MG).

Destacou-se por sua bravura no decorrer da guerra, tornando-se conhecido pelo seu destemor, intrepidez e abnegação. Apresentava-se sempre como voluntário para missões, não importando seu grau de perigo e dificuldade. Suas façanhas eram proclamadas pelas partes de combate e pelos correspondentes de guerra brasileiros e estrangeiros que também o admiravam. Sua coragem invulgar e seu excepcional senso de responsabilidade foram de fundamental importância para o êxito das incursões de patrulhas nos territórios ainda com presença do inimigo. Na conquista de Montese foi um destacado combatente. Sempre à frente do seu grupo aniquilou várias posições inimigas, contribuindo significativamente para aquela que foi uma das mais importantes e dramáticas vitórias da FEB. Participou também de todas as ações de seu Batalhão no ataque de 12 de dezembro de 1944 ao Monte Castelo.

A última missão deste bravo ocorreu em 12 de abril de 1945 nas imediações de Montese. O sargento Wolf foi voluntário para comandar uma patrulha de reconhecimento na região de Monte Forte e Biscaia, na chamada “terra de ninguém”. A patrulha foi constituída por 19 militares que se haviam destacado por competência e bravura em combates anteriores. Partiram por volta do meio-dia de Monteporte, passaram por Maiorani e prosseguiram. As casas em ruínas representavam um grande perigo, pois invariavelmente eram utilizadas como abrigo pelos alemães. E foi justamente isso que aconteceu. Abrigado em uma das casas em ruínas, o inimigo deixou que a patrulha brasileira chegasse bem perto, até quando não podiam mais errar. Eram 13:15 h do dia 12 abril de 1945 quando uma rajada de metralhadora cortou o peito de Wolf, que caiu ao solo morto. O soldado Alfredo da Silva que correu em seu socorro foi também atingido mortalmente e tombou ao lado de Wolf.

Terminava assim a trajetória gloriosa deste herói brasileiro. Seu corpo somente foi resgatado dias depois devido ao fogo inimigo que perdurou por mais algum tempo. No dia seguinte aconteceu a largada da grande ofensiva da primavera para varrer o que restava  do exército alemão na Itália.

Max Wolf Filho foi agraciado “post mortem” com com as medalhas de Campanha de Sangue e Cruz de Combate, do Brasil; e com a medalha Bronze Star dos Estados Unidos. Foi sepultado no Cemitério Militar Brasileiro, em Pistóia e seus restos mortais foram trasladados posteriormente para o Monumento aos Mortos da Segunda Guerra Mundial no Rio de Janeiro, onde jazem na quadra G, jazigo 32. Wolf é patrono da Escola de Sargentos das Armas (ESA). Em 2010, o Exército Brasileiro instituiu a Medalha Sargento Max Wolf Filho para ser conferida a subtenentes e sargentos em reconhecimento à dedicação e interesse pelo aprimoramento profissional e ao destacado desempenho profissional.

Colaborador: Marcus Vinicius de Lima Arantes
mv-arantes@uol.com.br

Fontes:     Coleção de Aventuras Nº 7 / Ed. Garimar
Wikipedia
Site da Escola de Sargentos das Armas (ESA)

 

Observações do autor do artigo em relação aos comentários do Prof. Dennison de Oliveira

1ª Observação
Onde se lê: Filho de pai alemão, leia-se “austríaco”.

Comentários:
Embora possa existir, não é de meu conhecimento nenhuma fonte que indique ser austríaco o pai do Sg. Wolf. As que conheço indicam sua nacionalidade como alemã
1ªFonte -  Wikipedia     (http://pt.wikipedia.org/wiki/Max_Wolf_Filho)
Filho de pai alemão, Wolf alistou-se em Curitiba, aos 18 anos, no 15º Batalhão de Caçadores, unidade extinta cujas instalações são hoje ocupadas pelo 20º Batalhão de Infantaria Blindado (20º BIB), em Curitiba (PR). Na década de 1930 muda-se coma família para a cidade do Rio de Janeiro, então capital federal, e ingressa em sua Polícia Militar. No ano de 1944, como 3º Sargento daquela Corporação, apresenta-se voluntariamente para compor a Força Expedicionária Brasileira, integrando a então 1ª Companhia do 11º Regimento de Infantaria (11º RI), em São João del-Rei (MG).

2ª Fonte -  Certidão de nascimento de Max Wolf Filho –  Está contida no site Wikipedia, no mesmo endereço acima. A certidão dá o pai como alemão. Trata-se de documento de “fé pública”, incontestável


2ª Observação
Onde se lê: Na conquista de Montese, leia-se “nas operações anteriores à conquista de Montese”.

Comentários:
É uma questão de semântica. Referi-me à Montese em um contexto geral, que engloba todas as operações, sejam elas anteriores, posteriores, etc, etc.
Entretanto, na história quadrinizada sobre o Sg. Wolf em  COLEÇÔES DE AVENTURAS Nº 7 (E. G. Garimar, 1957) lê-se na página 2 (O negrito e grifo no texto abaixo são meus):
“O Sargento Max Wolf teve seu batismo de fogo no ataque a Montese. Desde o início da ação o seu ímpeto, o seu entusiasmo, a sua agressividade foram por todos reconhecidos e a sua capacidade de comando à frente de patrulhas foi um dos fatores incontestes da magnífica atuação dos homens sob o seu comando”
Na mesma publicação na página 4, está o seguinte (O negrito e grifo no texto abaixo são meus):
“Max ia sempre à frente. Num dos ataques a Montese destruiu inúmeras posições inimigas e conseguiu preciosas informações que muito serviram ao então Major Mamede, oficial de operações do Regimento”
Acrescento que todos os relatos publicados em COLEÇÃO DE AVENTURAS  tem como fonte o Soldado Paulo Vidal (1G 148962)

3ª Observação
Onde se lê: O soldado Alfredo da Silva que correu em seu socorro, leia-se “João Estevão da Silva”

Comentários:
O nome do soldado está correto. Para ser mais preciso, é Alfredo Estevão da Silva.
1ª Fonte – http://luarhistoria.spaceblog.com.br/803870/Sargento-Max-Wolf-Filho-O-maior-icone-da-FEB-na-Italia/

2ª Fonte -  http://www.mauxhomepage.com/geraldomota/feb044.htm

2ª Fonte –   Relação dos mortos da FEB na Segunda Guerra Mundial
É uma fonte incontestável. Veja a relação dos mortos da FEB abaixo e lá está o Alfredo. Listei também todos os mortos de nome “João”. Não há nenhum João Estevão da Silva

Parte dos mortos da FEB por ordem alfabética (até o nome de Alfredo Estevão da Silva):
Abel Antônio Mendanha
Abilio Fernandes
Abilio José dos Santos
Abilio dos Passos
Achyles Brasil
Adalberto Cândido de Melo
Adão Wojcik
Adelmir Dias dos Santos
Adir Jorge
Agnaldo Saturnino Rocha
Agostinho da Silva Monteiro
Ailson Simões
Alberto Mello da Costa
Alberto Vicente Cardoso
Albino Cezar
Alcebiades Bobadilha da Cunha
Alcebiades Sodré
Alcides Maia Rosa
Alcides de Oliveira
Aldemar Fernandes Ferrugem
Aleixo Herculano Maba
Alessio Venturi
Alfredo Estevão da Silva

Parte dos mortos da FEB por ordem alfabética (mortos com o nome “João”):
João Alberto Alves
João Américo da Silva
João Batista dos Reis
João Batista Rotelo
João Espinard
João Fagundes Machado
João Ferreira da Silva
João Florindo Zanetti
João Gonçalves dos Santos
João Inácio Nascimento
João Lopes de Assunção
João Lopes Filho
João Mancias Alves
João Maria Batista
João Maria Silveira Marques
João Maurício campos de Medeiros
João Monteiro da Rocha
João Moreira
João Moreira Alberto
João Nunes
João de Oliveira Carmo
João Peçanha de Carvalho
João Pereira da Silva
João Protzek
João Rechocoski
João Rodrigues
João Rodrigues Franco
João Soares de Faria
João Soares Pimentel
João Zapela

4ª Observação
Onde se lê: Seu corpo somente foi resgatado dias depois. Leia-se: seu corpo jamais foi resgatado.
Comentários:
Essa observação é muito interessante. Várias fontes indicam que o corpo do Sg Wolf foi resgatado posteriormente, sepultado em Pistóia e seus restos mortais trasladados para o Monumento dos Mortos da Segunda Guerra Mundial (MMSGM) no Rio de Janeiro. Além dos relatos há foto da lapide em Pistóia. A versão do “corpo jamais encontrado” remete-me a uma reflexão intrigante – de quem seriam então os restos mortais que estão no jazigo 32, quadra G no MMSGM.

1ª Fonte –  Wikipedia     (http://pt.wikipedia.org/wiki/Max_Wolf_Filho)
Somente vários dias após sua morte, o corpo do sargento Max Wolf Filho foi encontrado. Foi agraciado post mortem com as medalhas de Campanha de Sangue e Cruz de Combate, do Brasil; e com a medalha Bronze Star, dos Estados Unidos da América. Foi sepultado no Cemitério Militar Brasileiro, em Pistóia, na Itália; posteriormente, seus restos mortais foram trasladados para o Brasil.
2ª Fonte –  Site da Escola de Sargentos das Armas (ESA)     http://www.esa.ensino.eb.br/maxwolf/

3ª Fonte –  http://henriquemppfeb.blogspot.com/2011/05/um-heroi-nunca-morre-sargento-max-wolf.html   –   (O negrito e grifo no texto abaixo são meus)
Mas ele ficara lá. Quando os padioleiros foram até a ¨terra de ninguém¨recolher os corpos e os feridos, os nazistas os receberam com rajadas impiedosas. Muitos dos homens que voltaram tinha os olhos rasos de água .O sargento estava morto.No estreito compartimento onde Wolf guardava seus pertences, estavam condecoração que o general Truscott colocara em seu peito, poucos dias antes, a citação elogiosa do general Mascarenhas e o retrato da filhinha de olhos vivos e brilhantes como do pai.Tudo, agora ,muito vago.Este foi um dos dias mais tristes para o batalhão. Perdeu-se um bravo¨.O corpo do Sargento Wolf ficou mais três dias no campo de batalha, até que com a tomada de MONTESE e a liberação da ¨terra de ninguém¨ os padioleiros conseguiram resgatar seu corpo.

4ª Fonte - http://www.selosefilatelia.com/PastaReportagens/rep038.html – (O negrito e grifo no texto abaixo são meus)
Somente vários dias após sua morte, o corpo do sargento Max Wolf Filho foi encontrado. Foi agraciado post mortem com as medalhas de Campanha de Sangue e Cruz de Combate, do Brasil e com a medalha Bronze Star, dos Estados Unidos da América. Foi sepultado no Cemitério Militar Brasileiro, em Pistóia, na Itália; posteriormente, seus restos mortais foram trasladados para o Brasil.

5ª Fonte -  (O negrito e grifo no texto abaixo são meus)

http://www.clubesargentowolff.com.br/v2/index.php?option=com_content&view=article&id=17:quem-foi-o-sgt-max-wolff&catid=1:destaques&Itemid=14

Nessa missão, foi fatalmente atingido por uma rajada de metralhadora alemã, que o atingiu na altura do peito. Somente vários dias após seu passamento o corpo do sargento Max Wolff Filho foi encontrado. Foi agraciado post mortem com as medalhas de Campanha de Sangue e Cruz de Combate, do Brasil; e com a medalha Bronze Star, dos Estados Unidos da América. Foi sepultado no Cemitério Militar Brasileiro, em Pistóia, na Itália; posteriormente, seus restos mortais foram trasladados para o Brasil. Em sua homenagem, a Escola de Sargentos das Armas (EsSA) leva seu nome como patrono.

6ª Fonte - http://www.combatetatico.com.br/forum/outros-assuntos/2695-o-que-e-artilharia.html   –   (O negrito e grifo no texto abaixo são meus)
Foi homenageado com a distinção de ser agraciado com quatro medalhas: de Campanha; sangue do Brasil; Bronze Star (americana) e Cruz de Combate de 1ª Classe.Eis a síntese do heroísmo de um homem simples e valoroso. Seus restos mortais encontram-se no Monumento aos Mortos da Segunda Guerra Mundial, no jazigo 32, quadra G.
7ª Fonte – Foto da lápide do Sargento Max Wolf Filho no antigo Cemitério Militar Brasileiro de Pistóia  (http://henriquemppfeb.blogspot.com/2011/05/um-heroi-nunca-morre-sargento-max-wolf.html)

5ª Observação
Resta uma dúvida: qual a fonte para se afirmar que “aniquilou várias posições inimigas”??? Até onde se sabe Wolf se notabilizou por salvar vidas, não por tirá-las em ações ofensivas como a descrita. Cabe citar a fonte

Comentários:
Todas as fontes estão citadas no meu texto. É só verificar na parte inferior.  Com relação à dúvida levantada, a fonte é a história quadrinizada sobre o Sg. Wolf em COLEÇÔES DE AVENTURAS Nº 7 (E. G. Garimar, 1957) lê-se na página 4 (O negrito e grifo no texto abaixo são meus):
“Max ia sempre à frente. Num dos ataques a Montese destruiu inúmeras posições inimigas e conseguiu preciosas informações que muito serviram ao então Major Mamede, oficial de operações do Regimento”
Acrescento que todos os relatos publicados em COLEÇÃO DE AVENTURAS  tem como fonte o Soldado Paulo Vidal (1G 148962)
A outra questão colocada – “Até onde se sabe Wolf se notabilizou por salvar vidas, não por tirá-las em ações ofensivas como a descrita” é de natureza delicada. Não há nenhuma dúvida que o objetivo de um soldado em uma guerra é matar o inimigo. Pode-se discutir as circunstâncias que cercam essa assertiva sejam elas humanitárias, religiosas, filisóficas, etc., mas é indiscutível a idéia que ela encerra.
Não é de meu conhecimento nada que se relacione com a  intenção do Sg. Wolf de não querer atirar no soldado alemão que estava atirando nele para matá-lo. Isso é inconcebível na minha ótica.
Veja o relato abaixo contido no site da Escola de Sargentos das Armas (ESA). É parte da narrativa da progressão da patrulha comandada por Wolf no fatídico dia. Que iria ele querer com as “duas fitas de munição trançadas sobre seus ombros” ???  (O negrito e grifo no texto abaixo são meus)
“Tomou, o Sgt Wolff, todas as precauções, conseguindo aproximar-se muito do casario, tentando envolvê-lo pelo Norte. Estavam a 20 metros e o Sgt Wolff, provavelmente, tendo se convencido de que o inimigo recuava, estando longe, abandonou o caminho previsto para, desassombradamente, à frente de seus homens, com duas fitas de munição trançadas sobre seus ombros, alcançar o terço superior da elevação”.
Embora eu admita que todas as demais referências ao Sg. Wolf possam estar carregadas com uma dose de ufanismo, elas  induzem uma idéia de ser ele um combatente na verdadeira acepção da palavra:

http://henriquemppfeb.blogspot.com/2011/05/um-heroi-nunca-morre-sargento-max-wolf.html

“Tornou-se conhecido pelo seu destemor, renúncia e espírito de sacrifício, oferecendo-se para as mais arriscadas missões das quais sempre se saia triunfante”.

http://montedo.blogspot.com/2011/07/sargento-max-wolff-filho-o-centenario.html

“Indicado por sua coragem invulgar e pelo excepcional senso de responsabilidade, passou a ser presença obrigatória de todas as ações de patrulha de todas as companhias, como condição indispensável ao êxito das incursões”.

 Série Heróis Esquecidos: Sd Abonilo Amaro de Melo – 1º RI

Série Heróis Esquecidos: Sd Arlindo Tavares Pontes – 1º RI

Série Heróis Esquecidos: Sd Júlio Nicolau – 11º RI

Série: Heróis Esquecidos – Sd Olavo Soares do Amaral

Série Heróis Esquecidos: Sd Humberto Alves Nogueira – 11º RI

Série Heróis Esquecidos: Sg José Fonseca e Silva – 11º RI

Série Heróis Esquecidos: Sd João Nunes – 1º RI

Série Heróis Esquecidos: Sg Nilo de Morais Pinheiro – 11º RI

Série Heróis Esquecidos: Sg Max Wolf Filho – 11º RI

Série Heróis Esquecidos: Soldado José Varela‏

Série Heróis Esquecidos – Tenente Deschamps

Série Heróis Esquecidos: Sd Alberto Rossi – 6º RI

Série Heróis Esquecidos: Sd João Moreira Alberto – 6º RI


COMPARTILHE ESSE ARTIGO!

Facebook Twitter Email Plusone



VEJA ALGUNS ARTIGOS QUE POSSAM LHE INTERESSAR!

8 comentários

  1. Parabenizo pela publicação do artigo, dedicado à figura incomparável do Sargento Max Wolf Filho. Cabem, contudo, as seguintes correções:
    Onde se lê: Filho de pai alemão, leia-se “austríaco”.
    Onde se lê: Na conquista de Montese, leia-se “nas operações anteriores à conquista de Montese”.
    Onde se lê: O soldado Alfredo da Silva que correu em seu socorro, leia-se “João Estevão da Silva”
    Onde se lê: Seu corpo somente foi resgatado dias depois. Leia-se: seu corpo jamais foi resgatado.
    Resta uma dúvida: qual a fonte para se afirmar que “aniquilou várias posições inimigas”??? Até onde se sabe Wolf se notabilizou por salvar vidas, não por tirá-las em ações ofensivas como a descrita. Cabe citar a fonte.

    Saudações Febianas,

    Dennison de Oliveira – autor de “Os soldados alemães de Vargas” http://www.jurua.com.br/shop_item.asp?id=20845

  2. a morte e o destino dos valentes na guerra se ele tivesse so um pouco mais de prudencia teria sobrevivido para ver sua filha. que deus o tenha em bom lugar viva a f.e.b

  3. Fabiano de Carvalho /

    Olá a todos.
    Lendo o artigo me surgiu uma dúvida: por que João Estevão da Silva e não Alfredo Estevão da Silva? Já li o nome Alfredo Estevão da Silva nos seguintes livros: “A FEB pelo seu comandante”, de João Baptista Mascarenhas de Moraes; “De São João del-Rei ao vale do Pó”, de Gentil Palhares; “Montese: marco glorioso de uma trajetória”, de Adhemar Rivermar de Almeida; e nos livros de Joel Silveira.
    Abraços.

  4. Marcus Vinicius de L. Arantes /

    Prezado Senhor Dennison de Oliveira,

    Inicialmente, gostaria de agradecer-lhe pelos comentáriosno meu artigo sobre o Sg Max Wolf Filho. Sabemos nós que fontes de pesquisas sempre divergem umas das outras. Cabe ao pesquisador compará-las e verificar quais se aproximam mais da fidedignidade. O Senhor, como historiador certamente deve saber disso e de já ter passado por tais experiências. Eu fico realmente agradecido aos que comentam meus trabalhos, porque muitas das vezes as observações nos conduzem a um enfoque mais adequado das questões.

    Entretanto, observo que com relação a esse artigo, algumas observações são discutíveis e outras não procedem, posto que há evidências incontestáveis que respaldam o que lá coloquei. Fiz um levantamento completo com comentários e evidências, fotos e reproduções que encaminhei ao Portal, com recomendação que fosse repassado ao Senhor.

    Adianto alguns comentários:

    1ª Observação

    Onde se lê: Filho de pai alemão, leia-se “austríaco”.
    Comentários:

    Embora possa existir, não é de meu conhecimento nenhuma fonte que indique ser austríaco o pai do Sg. Wolf. As que conheço indicam sua nacionalidade como alemã

    1ªFonte – Wikipedia (http://pt.wikipedia.org/wiki/Max_Wolf_Filho)

    Filho de pai alemão, Wolf alistou-se em Curitiba, aos 18 anos, no 15º Batalhão de Caçadores, unidade extinta cujas instalações são hoje ocupadas pelo 20º Batalhão de Infantaria Blindado (20º BIB), em Curitiba (PR). Na década de 1930 muda-se coma família para a cidade do Rio de Janeiro, então capital federal, e ingressa em sua Polícia Militar. No ano de 1944, como 3º Sargento daquela Corporação, apresenta-se voluntariamente para compor a Força Expedicionária Brasileira, integrando a então 1ª Companhia do 11º Regimento de Infantaria (11º RI), em São João del-Rei (MG).

    2ª Fonte – Certidão de nascimento de Max Wolf Filho – Tenho uma cópia da que está contida no site Wikipedia, no mesmo endereço acima. A certidão dá o pai como alemão. Trata-se de documento de “fé pública”, incontestável. Enviei cópia ao Portal.

    2ª Observação
    Onde se lê: Na conquista de Montese, leia-se “nas operações anteriores à conquista de Montese”.

    Comentários:
    É uma questão de semântica. Referi-me à Montese em um contexto geral, que engloba todas as operações, sejam elas anteriores, posteriores, etc, etc.

    Entretanto, na história quadrinizada sobre o Sg. Wolf em COLEÇÔES DE AVENTURAS Nº 7 (E. G. Garimar, 1957) lê-se na página 2:

    “O Sargento Max Wolf teve seu batismo de fogo no ataque a Montese. Desde o início da ação o seu ímpeto, o seu entusiasmo, a sua agressividade foram por todos reconhecidos e a sua capacidade de comando à frente de patrulhas foi um dos fatores incontestes da magnífica atuação dos homens sob o seu comando”

    Na mesma publicação na página 4, está o seguinte:

    “Max ia sempre à frente. Num dos ataques a Montese destruiu inúmeras posições inimigas e conseguiu preciosas informações que muito serviram ao então Major Mamede, oficial de operações do Regimento”

    Acrescento que todos os relatos publicados em COLEÇÃO DE AVENTURAS tem como fonte o Soldado Paulo Vidal (1G 148962)

    3ª Observação
    Onde se lê: O soldado Alfredo da Silva que correu em seu socorro, leia-se “João Estevão da Silva”

    Comentários:
    O nome do soldado está correto. Para ser mais preciso, é Alfredo Estevão da Silva.
    Várias fontes e livros consultados citam o nome de Alfredo Estevão da Silva. Ver comentário do leitor Fabiano de Carvalho

    Uma fonte incontestável é a relação dos mortos da FEB e lá está o Alfredo. Veja a lista abaixo. Listei também todos os mortos de nome “João”. Não há nenhum João Estevão da Silva

    Parte dos mortos da FEB por ordem alfabética (até o nome de Alfredo Estevão da Silva):

    Abel Antônio Mendanha
    Abilio Fernandes
    Abilio José dos Santos
    Abilio dos Passos
    Achyles Brasil
    Adalberto Cândido de Melo
    Adão Wojcik
    Adelmir Dias dos Santos
    Adir Jorge
    Agnaldo Saturnino Rocha
    Agostinho da Silva Monteiro
    Ailson Simões
    Alberto Mello da Costa
    Alberto Vicente Cardoso
    Albino Cezar
    Alcebiades Bobadilha da Cunha
    Alcebiades Sodré
    Alcides Maia Rosa
    Alcides de Oliveira
    Aldemar Fernandes Ferrugem
    Aleixo Herculano Maba
    Alessio Venturi
    Alfredo Estevão da Silva

    Parte dos mortos da FEB por ordem alfabética (mortos com o nome “João”):

    João Alberto Alves
    João Américo da Silva
    João Batista dos Reis
    João Batista Rotelo
    João Espinard
    João Fagundes Machado
    João Ferreira da Silva
    João Florindo Zanetti
    João Gonçalves dos Santos
    João Inácio Nascimento
    João Lopes de Assunção
    João Lopes Filho
    João Mancias Alves
    João Maria Batista
    João Maria Silveira Marques
    João Maurício campos de Medeiros
    João Monteiro da Rocha
    João Moreira
    João Moreira Alberto
    João Nunes
    João de Oliveira Carmo
    João Peçanha de Carvalho
    João Pereira da Silva
    João Protzek
    João Rechocoski
    João Rodrigues
    João Rodrigues Franco
    João Soares de Faria
    João Soares Pimentel
    João Zapela

    4ª Observação
    Onde se lê: Seu corpo somente foi resgatado dias depois. Leia-se: seu corpo jamais foi resgatado.

    Comentários:
    Essa observação é muito interessante. Várias fontes indicam que o corpo do Sg Wolf foi resgatado posteriormente, sepultado em Pistóia e seus restos mortais trasladados para o Monumento dos Mortos da Segunda Guerra Mundial (MMSGM) no Rio de Janeiro. Além dos relatos há foto da lapide em Pistóia. A versão do “corpo jamais encontrado” remete-me a uma reflexão intrigante – de quem seriam então os restos mortais que estão no jazigo 32, quadra G no MMSGM.

    1ª Fonte – Wikipedia (http://pt.wikipedia.org/wiki/Max_Wolf_Filho)

    Somente vários dias após sua morte, o corpo do sargento Max Wolf Filho foi encontrado. Foi agraciado post mortem com as medalhas de Campanha de Sangue e Cruz de Combate, do Brasil; e com a medalha Bronze Star, dos Estados Unidos da América. Foi sepultado no Cemitério Militar Brasileiro, em Pistóia, na Itália; posteriormente, seus restos mortais foram trasladados para o Brasil.

    2ª Fonte – Site da Escola de Sargentos das Armas (ESA) http://www.esa.ensino.eb.br/maxwolf/

    Foi homenageado com a distinção de ser agraciado com quatro medalhas: de Campanha; sangue do Brasil; Bronze Star (americana) e Cruz de Combate de 1ª Classe.Eis a síntese do heroísmo de um homem simples e valoroso. Seus restos mortais encontram-se no Monumento aos Mortos da Segunda Guerra Mundial, no jazido 32, quadra G.

    3ª Fonte – http://henriquemppfeb.blogspot.com/2011/05/um-heroi-nunca-morre-sargento-max-wolf.html

    Mas ele ficara lá. Quando os padioleiros foram até a ¨terra de ninguém¨recolher os corpos e os feridos, os nazistas os receberam com rajadas impiedosas. Muitos dos homens que voltaram tinha os olhos rasos de água .O sargento estava morto.No estreito compartimento onde Wolf guardava seus pertences, estavam condecoração que o general Truscott colocara em seu peito, poucos dias antes, a citação elogiosa do general Mascarenhas e o retrato da filhinha de olhos vivos e brilhantes como do pai.Tudo, agora ,muito vago.Este foi um dos dias mais tristes para o batalhão. Perdeu-se um bravo¨.O corpo do Sargento Wolf ficou mais três dias no campo de batalha, até que com a tomada de MONTESE e a liberação da ¨terra de ninguém¨ os padioleiros conseguiram resgatar seu corpo.

    4ª Fonte – http://www.selosefilatelia.com/PastaReportagens/rep038.html

    Somente vários dias após sua morte, o corpo do sargento Max Wolf Filho foi encontrado. Foi agraciado post mortem com as medalhas de Campanha de Sangue e Cruz de Combate, do Brasil e com a medalha Bronze Star, dos Estados Unidos da América. Foi sepultado no Cemitério Militar Brasileiro, em Pistóia, na Itália; posteriormente, seus restos mortais foram trasladados para o Brasil.

    5ª Fonte
    http://www.clubesargentowolff.com.br/v2/index.php?option=com_content&view=article&id=17:quem-foi-o-sgt-max-wolff&catid=1:destaques&Itemid=14

    Nessa missão, foi fatalmente atingido por uma rajada de metralhadora alemã, que o atingiu na altura do peito. Somente vários dias após seu passamento o corpo do sargento Max Wolff Filho foi encontrado. Foi agraciado post mortem com as medalhas de Campanha de Sangue e Cruz de Combate, do Brasil; e com a medalha Bronze Star, dos Estados Unidos da América. Foi sepultado no Cemitério Militar Brasileiro, em Pistóia, na Itália; posteriormente, seus restos mortais foram trasladados para o Brasil. Em sua homenagem, a Escola de Sargentos das Armas (EsSA) leva seu nome como patrono.

    6ª Fonte – http://www.combatetatico.com.br/forum/outros-assuntos/2695-o-que-e-artilharia.html

    Foi homenageado com a distinção de ser agraciado com quatro medalhas: de Campanha; sangue do Brasil; Bronze Star (americana) e Cruz de Combate de 1ª Classe.Eis a síntese do heroísmo de um homem simples e valoroso. Seus restos mortais encontram-se no Monumento aos Mortos da Segunda Guerra Mundial, no jazigo 32, quadra G.

    7ª Fonte – Foto da lápide do Sargento Max Wolf Filho no antigo Cemitério Militar Brasileiro de Pistóia (http://henriquemppfeb.blogspot.com/2011/05/um-heroi-nunca-morre-sargento-max-wolf.html)
    A foto foi enviada ao Portal

    5ª Observação
    Resta uma dúvida: qual a fonte para se afirmar que “aniquilou várias posições inimigas”??? Até onde se sabe Wolf se notabilizou por salvar vidas, não por tirá-las em ações ofensivas como a descrita. Cabe citar a fonte

    Comentários:
    Todas as fontes estão citadas no meu texto. É só verificar na parte inferior. Com relação à dúvida levantada, a fonte é a história quadrinizada sobre o Sg. Wolf em COLEÇÔES DE AVENTURAS Nº 7 (E. G. Garimar, 1957) lê-se na página 4:

    “Max ia sempre à frente. Num dos ataques a Montese destruiu inúmeras posições inimigas e conseguiu preciosas informações que muito serviram ao então Major Mamede, oficial de operações do Regimento”

    A outra questão colocada – “Até onde se sabe Wolf se notabilizou por salvar vidas, não por tirá-las em ações ofensivas como a descrita” é de natureza delicada. Não há nenhuma dúvida que o objetivo de um soldado em uma guerra é matar o inimigo. Pode-se discutir as circunstâncias que cercam essa assertiva sejam elas humanitárias, religiosas, filisóficas, etc., mas é indiscutível a idéia central que ela encerra.

    Não é de meu conhecimento nada que se relacione com a intenção do Sg. Wolf de não querer atirar no soldado alemão que estava atirando nele para matá-lo. Isso é inconcebível na minha ótica.

    Veja o relato abaixo contido no site da Escola de Sargentos das Armas (ESA). É parte da narrativa da progressão da patrulha comandada por Wolf no fatídico dia. Que iria ele querer com as “duas fitas de munição trançadas sobre seus ombros” ???

    “Tomou, o Sgt Wolff, todas as precauções, conseguindo aproximar-se muito do casario, tentando envolvê-lo pelo Norte. Estavam a 20 metros e o Sgt Wolff, provavelmente, tendo se convencido de que o inimigo recuava, estando longe, abandonou o caminho previsto para, desassombradamente, à frente de seus homens, com duas fitas de munição trançadas sobre seus ombros, alcançar o terço superior da elevação”.

    Embora eu admita que todas as demais referências ao Sg. Wolf possam estar carregadas com uma dose de ufanismo, elas induzem uma idéia de ser ele um combatente na verdadeira acepção da palavra:

    http://henriquemppfeb.blogspot.com/2011/05/um-heroi-nunca-morre-sargento-max-wolf.html

    “Tornou-se conhecido pelo seu destemor, renúncia e espírito de sacrifício, oferecendo-se para as mais arriscadas missões das quais sempre se saia triunfante”.

    http://montedo.blogspot.com/2011/07/sargento-max-wolff-filho-o-centenario.html

    “Indicado por sua coragem invulgar e pelo excepcional senso de responsabilidade, passou a ser presença obrigatória de todas as ações de patrulha de todas as companhias, como condição indispensável ao êxito das incursões”.

    Um abraço ao amigo e mais uma vez obrigado pelos comentários
    Marcus

  5. Tenho a honra de ter recebido o “Prêmio especial Sgto. Max Wolf Filho” no OPEN 2009 realizado pelo GPBH(Grupo de Plastimodelismo de BH) com o Jeep “Emilinho” da FEB, réplica em escala 1/35!

  6. Geovane Souza Pocolujco /

    Só uma coisa..fora esquecido de acrescentar que em Curitiba,o 20 BIB recebera o nome do nobre Max…de restante,adorei a história de um dos mais valentes pracinhas da feb…:D

  7. Uma historia intrigante com varias versoes nos pormenores. Principalmente a informacao em relacao ao corpo. Muito me assombra a falta de um roteirista e cineasta que nunca se interessou por colocar na tela a historia deste heroi.

  8. alexandre garcia /

    Minha homenagem ao herói.

Trackbacks/Pingbacks

  1. Série Heróis Esquecidos: Sd Humberto Alves Nogueira – 11º RI | Portal FEB - O Portal da Força Expedicionária Brasileira - [...] Série Heróis Esquecidos: Sg Max Wolf Filho – 11º RI [...]
  2. Série Heróis Esquecidos: Soldado José Varela‏ | Portal FEB - O Portal da Força Expedicionária Brasileira - [...] Série Heróis Esquecidos: Sg Max Wolf Filho – 11º RI [...]
  3. Série Heróis Esquecidos – Tenente Deschamps | Portal FEB - O Portal da Força Expedicionária Brasileira - [...] Série Heróis Esquecidos: Sg Max Wolf Filho – 11º RI [...]
  4. Série Heróis Esquecidos: Sd Arnon Correa – 1º RI | Portal FEB - O Portal da Força Expedicionária Brasileira - [...] Série Heróis Esquecidos: Sg Max Wolf Filho – 11º RI [...]
  5. Série Heróis Esquecidos: Sd João Moreira Alberto – 6º RI | Portal FEB - O Portal da Força Expedicionária Brasileira - [...] Série Heróis Esquecidos: Sg Max Wolf Filho – 11º RI [...]
  6. Série Heróis Esquecidos: Sd Júlio Nicolau – 11º RI | Portal FEB - O Portal da Força Expedicionária Brasileira - [...] Série Heróis Esquecidos: Sg Max Wolf Filho – 11º RI [...]
  7. Série Heróis Esquecidos: Sd Tertuliano Pinto Ribeiro – Herói do 6º RI | Portal FEB - O Portal da Força Expedicionária Brasileira - […] Série Heróis Esquecidos: Sg Max Wolf Filho – 11º RI […]
  8. Série Heróis Esquecidos: 2º Ten Av Pedro de Lima Mendes | Portal FEB - O Portal da Força Expedicionária Brasileira - […] Série Heróis Esquecidos: Sg Max Wolf Filho – 11º RI […]
  9. Série Heróis Esquecidos: Asp Av Raymundo da Costa Canário | Portal FEB - O Portal da Força Expedicionária Brasileira - […] Série Heróis Esquecidos: Sg Max Wolf Filho – 11º RI […]

Deixar um comentário

Premium WordPress Themes