Recordando os Heróis de Monte Castello – 21 de fevereiro de 1945

Monte-Castelo-atras
Acervo do General Valdir Moreira Sampaio
Por Israel Blajberg*
 
Já se passaram 73 anos. Numa tarde cinzenta e fria, os pracinhas brasileiros, acostumados com o sol dos trópicos, finalmente conseguiram em meio às tempestades de neve tomar a fortaleza alemã do Monte Castello. Foi a mais significativa batalha travada pela FEB – Força Expedicionária Brasileira.
 
No centro da Itália, ao longo dos Apeninos, os alemães estabeleceram uma linha de fortificações nos cumes das montanhas, designada como Linha Gótica. Era preciso rompê-la, para que os Aliados pudessem avançar para o Norte, chegando a Austria e Alemanha.
 
O inimigo tinha a vantagem da altura, situação clássica descrita nos manuais militares. Mas os pracinhas não leram os manuais, e persistiram até a vitória final na quinta tentativa. O generoso sangue brasileiro tingiu as encostas do Monte Castello, a um preço altissimo: mais de 100 vidas preciosas.
 
Mais que um feito militar, foi uma vitória da cidadania brasileira, de uma tropa composta quase que totalmente por soldados-cidadãos, convocados após a cruel agressão alemã de 1942. Utilizando a arma submarina, os nazistas afundaram mais de 30 navios brasileiros, com a perda de 1 milhar de vidas. Incorporando-se às Nações Aliadas, o Brasil foi o único pais latino-americano a participar da 2ª. Guerra Mundial, enviando para o Teatro de Operações mais de 25 mil homens, 70 enfermeiras, e um Grupo de Aviação de Caça, com a Marinha atuando na defesa do litoral.
 
A memória de heroismo da FEB na Itália é uma das glórias da Cidadania Brasileira.O capital simbólico da luta dos pracinhas pela liberdade e democracia mostra-se cada vez mais atual, haja vista as ideologias equivocadas que ainda subsistem. Mudaram apenas as bandeiras de ódio do passado, pois o mesmo terror se manifesta em nossos dias, em todos os continentes.
 
A luta dos pracinhas no Monte Castello se renova, com o Mundo civilizado enfrentando agora o neo-nazismo, a intolerância, o racismo, os negacionistas.
 
Ao recordar a conquista do Monte Castello, prestamos singela homenagem aos Pracinhas da FEB, e a todos que ajudaram a liquidar o nazismo, deixando suas vidas em uma terra distante, aos mártires civis inocentes sacrificados na Europa ocupada, aos partisans que pereceram em terras geladas e nas prisões da Gestapo, aos que desapareceram nos mares sem jamais ter um tumulo.
 
BRASIL ACIMA DE TUDO !
 
*Assessoria de Comunicação Social – Casa da FEB
 
Patrocinio:
CH GRUPO / TECNOLACH
Espaços Corporativos com Tecnologia e Inovação

COMPARTILHE ESSE ARTIGO!

Facebook Twitter Email Plusone



VEJA ALGUNS ARTIGOS QUE POSSAM LHE INTERESSAR!

3 comentários

  1. Estou agradecido pelos criadores deste site,relembrar um pouco das histórias da FEB lutando e vencendo em solo estrangeiro é sempre bom!Meu vó foi do exército nesta época só que ele não foi mandado pois ele morava numa cidade muito longe

  2. R E M E M Ó R I A S
    Meu tio JOSÉ VIVANCO SOLANO.

    Nesta última sexta-feira, 26, estava eu na Beneficência Portuguesa, em São Paulo (SP), atendido por uma gentil recepcionista, com o objetivo de marcação de um exame ecocardiográfico, quando, ao perguntar meu nome, ela se mostrou surpresa e sussurrou: — “Vivanco Solano, eu moro numa rua com esse nome…”. Eu, então, informei: –“José Vivanco Solano, no Parque Novo Mundo… é o nome de meu tio, irmão de meu pai”. Interessante observar a reação das pessoas. A minha interlocutora pareceu que estava falando com uma celebridade, por eu ser parente daquele que dava nome a rua em que morou… Eu, então, expliquei. Trata-se de um Expedicionário que marchou junto aos Voluntários da Pátria na formação do primeiro Esquadrão de brasileiros que foram se juntar as Forças Armadas que lutavam na Europa contra o Nazismo. E, ao morrer, depois de participar das campanhas heroicas em que a FEB – Força Expedicionária Brasileira se destacou na tomada de Monte Castelo e outros pontos estratégicos para a vitória das forças aliadas, IN MEMORIAM recebeu várias homenagens póstumas, como herói da Pátria. Veio-me, então, a lembrança de mais um daqueles momentos que nos dão prazer e saudade e que são apropriados para que constem de nossas Rememórias. Lembro-me, apesar da tenra idade (tinha eu pouco mais de 3 anos), da última vez em que vi o meu tio. Ele tinha se alistado no 6º Batalhão de Infantaria – também conhecido como Regimento Ipiranga – localizado em Caçapava (SP), e que se constituiu no primeiro Esquadrão a embarcar para o campo de batalha, e viera a casa de meus pais para a despedida. Tiramos algumas fotos, principalmente uma em que eu me encontro sobre seu ombro, e eu tenho a nítida lembrança dele vir se despedir de mim quando eu brincava em meu velocípede, na calçada da rua. Lindo, jovem, galhardamente vestido na farda verde da Infantaria do Exército Brasileiro. Lembro que meu pai, irmão mais velho dos cinco irmãos, sendo aquele o caçula e não tinha ainda vinte anos quando se alistou, não se conformava com o fato dele ir para guerra. Segundo minha mãe contava aos familiares, meu pai, desesperado, queria provocar a decepação de um dedo do meu tio, aquele apropriado para puxar o gatilho, e forçar sua dispensa. Minha mãe não concordou e impediu que ele assim fizesse. Não podemos dizer o que foi melhor, pois o destino traçado para as pessoas é indecifrável. Sua morte, por ironia do destino, foi acidental. Após participar das vitórias brasileiras, que ocorreram em setembro de 1944, com a tomada das localidades de Massarosa, Camaiore e Monte Prano, e até o início do ano seguinte, da conquista de Monte Castelo e Castelnuovo, no dia 16 de março de 1945, quando faziam a limpeza do campo conquistado em Castelnuovo, sofreu um acidente, provocado por um disparo feito por um companheiro de armas, Expedicionário Lellis, que manuseava uma automática “Mauser” retirada de um oficial alemão aprisionado ou abatido, então. Hoje, além da rua mencionada acima, no Parque Novo Mundo, meu tio foi homeageado com a dação de seu nome a uma rua em Sertãozinho, sua cidade natal, e outra em Ribeirão Preto, onde passou toda sua juventude. Ainda em Ribeirão Preto, existe um Museu da II Guerra Mundial “José Vivanco Solano”, que guarda objetos, documentos e peças de vestuário de brasileiros que lutaram pela Força Brasileira na II Guerra Mundial, um dos fatos históricos mais importantes do século XX. O museu foi fundado em 1988 e está localizado a Rua da Liberdade, 182, aberto a visitação pública de 2ª as 5ª feiras das 8h as 14h30. Remexendo nos pertences que se encontravam com ele, reenviados ao eu pai quando da comunicação de seu falecimento, encontrei uma carta, que foi escrita pelo meu tio em 22-1-1945, ou cerca de 2 (dois) meses antes do trágico acidente, dirigido ao meu pai e onde destaco a seguinte passagem: “Jacob como vai Tita (nota: meus pais), e os meus dois sobrinhos? Diga ao Genesio que Tio Zeca não foi com o Papai Noel porque não coube no saco, mas que irei”. São essas as rememórias que marcam nossa vida, e nos fazem refletir a respeito.

  3. JOSE GASTAO PEREIRA DA SILVA /

    procuro fotos de meu pai , que esteve em monte castelo , corpo de saude ,
    tte medico jose francisco da silva ,
    aguardo informes podem me telefonar 11930183018

Deixar um comentário

Free WordPress Theme