Quando a Cobra Fumou! O destino das associações de veteranos da FEB

CARMEN LÚCIA RIGONI.

Historiadora; membro da AHIMTBR, do IHGPR e da FGV.

“Por que privatizar um espaço que não é só seu, mas da comunidade, dos envolvidos no processo democrático que um dia iniciou-se com os pracinhas na guerra, e que, pela atual contingência, nos tornou herdeiros desse destino, da saga que movimentou a FEB por tantas décadas.”

Quando os sinos das igrejas italianas badalavam sem cessar durante horas seguidas, faziam coro com os gritos de vivas: “La guerra é finita”. No dia 8 de maio de 1945, o clamor espalhou-se pelo mundo, um respiro de alívio tomou conta de todos os seres envolvidos, que, pelo espectro das atrocidades da guerra, já não lembravam mais o que era viver condignamente, pois estavam violadas todas as condições de respeito à humanidade.

FEB Vada

Acampamento do 2.º Escalão da FEB em Vada, 1944.

Nos acampamentos brasileiros, não muito longe da frente de batalha, as notícias repercutiam misturadas ao sorriso aberto, à alegria ímpar de quem lá estava e sobreviveu. Fortes recordações tomavam de chofre todos os homens. Nas montanhas dos Apeninos, palco de grandes embates, a alegria não era menor.

A primavera, ainda fria, obrigara a população a buscar recursos extraordinários de sobrevivência. Fogueiras foram acesas, não apenas para aquecer aquela população empobrecida; na verdade, elas iam além, eram como uma nova luz a iluminar os caminhos de quem já havia perdido o seu norte. Milhares de pessoas abandonavam os refúgios localizados nas grandes metrópoles – como Bologna, a cidade que viu triplicar a sua população durante a guerra – e, na viagem de retorno às suas casas, havia a grande esperança de encontrá-las em pé, pois muitos desses pequenos lugarejos simplesmente haviam desaparecido do mapa.

Os documentos do alto Comando da FEB orientavam para a organização dos novos estacionamentos, onde os soldados aguardariam os embarques de retorno para o Brasil. Em escalões diferentes, em navios brasileiros ou norte-americanos, os homens foram retornando. O primeiro escalão, quando chegou ao Porto do Rio de Janeiro, foi saudado por milhares de pessoas que lotavam as avenidas na ânsia de festejar os heróis.

A Legião Brasileira de Assistência (LBA) jamais abandonou a causa expedicionária. Assim, preparara no cais do Porto mesas plenas de alimentos para que todos se servissem de sanduíches, sucos, guaraná e frutas. Mal o desfile iniciara-se, um pequeno pelotão da 10.ª de Montanha norte-americana, também fora posicionado. Estava previsto que os homens desfilariam em coluna de seis pessoas, mas a população avançando sobre os soldados, no intuito do abraço, do orgulho diante desses rapazes, fez a fila afunilar. Os soldados eram abraçados, beijados, verdadeiramente uma apoteose.

 FEB Av Rio Branco

Desfile de chegada na Av. Rio Branco, Rio de Janeiro, maio de 1945.

No dia seguinte, os que moravam no interior do país buscaram um pouco de liberdade circulando pela cidade do Rio de Janeiro, encantados com a vida e a liberdade. Muitos não lembraram que teriam de voltar para casa. Sentiam-se os verdadeiros heróis e nessa condição acharam que o status era permanente. Doce ilusão, nada lhes foi ofertado, o apoio não veio dos quartéis e nem dos chefes de governo. O uniforme não poderia ser mais usado e as medalhas foram proibidas. Da legislação não tinham ideia do que fora prometido. Segundo a campanha de boas-vindas ocorrida meses antes e levada ao público pela imprensa, as viúvas seriam atendidas; era garantida a matrícula aos órfãos em escolas particulares; e os mutilados teriam toda a assistência para a sua recuperação e redirecionados para a inserção na vida em sociedade.

Mas para os combatentes o período de readaptação à sociedade foi algo muito difícil para a grande maioria oriunda do interior do país. Como voltar para o campo, jovens rapazes agora homens feitos pelo rigor da experiência da campanha? Muitos não se adaptaram mais às próprias famílias; o amadurecimento forçado na flor da juventude criara marcas profundas. O certificado de guerra era claro: esses rapazes eram soldados, não tinham outro ofício, ninguém percebeu ou se incomodou com o fato.

A família mais próxima era o companheiro de batalha. Este sim vivenciara com ele todas as agruras que a guerra pode oferecer. Nesse afã, do gesto de pertencimento, as amizades não foram esquecidas e acabaram por redundar no companheirismo, fonte do núcleo a amalgamar as primeiras associações de veteranos. Somente essas falariam por eles, nas batalhas do devir, uma verdadeira saga a exigir os direitos de cidadãos soldados.

Passados 70 anos do pós-guerra, esvaziaram-se, pela inevitabilidade do desaparecimento dos combatentes, as associações. Não houve continuidade, são raros os casos, e as que existem carecem da ajuda de toda a ordem. Como analisar esses aspectos? Que fatores incidiram para tais acontecimentos? Ao bom observador, não escapam as evidências. As associações se fecharam em si mesmas, criando vínculos familiares não oportunizando por décadas outras opções. Presidentes se perpetuaram no mando diretivo, e os próprios soldados não podiam exercer funções dentro dos quadros associativos, uma vez que a direção cabia somente aos que na guerra tivessem sido oficiais superiores.

 FEB - Caxias do Suk

Desfile de veteranos da FEB em Caxias do Sul, em 2008.

Na convivência com os civis, muitas dessas associações tinham um caráter militar; o que acabou afastando a comunidade, pois de início o cunho das manifestações celebrativas e cívicas eram fechadas ao grande público – seja no interior das associações ou nos quartéis. Outras associações foram mantidas a distância da FEB, por decisão dos próprios febianos; é o caso das missões de paz em que o Brasil houvera participado. Tardio foi o relacionamento com a sociedade civil. Passada a euforia da recepção, o ciclo do esquecimento foi paulatinamente crescendo e, sem atos contínuos e efetivos da manutenção de uma memória da FEB, o expedicionário tornou-se um desconhecido para as novas gerações.

Mas ações de vulto ocorreram no passado, hão de se evidenciar os fatos. Verificando documentos das décadas de 1970 e 1990 vemos por exemplo a Legião Paranaense do Expedicionário ( LPE) , como fator irradiador dessa memória, da qual me orgulho de haver participado. Acervo organizado, quem não se lembra da querida enfermeira da FEB Virgínia Leite, diretora social dessa instituição por mais de 50 anos, uma das suas mais proeminentes fundadoras. Na sua juventude percorreu o Brasil todo, reunindo peças, trazendo metralhadoras na mala, pedindo licença, agregando os civis em prol da casa, valorizando os pesquisadores, jornalistas, simpatizantes e no velho jargão cumprimentando a todos. Deus abençoe!… Deus abençoe! – a saudar o interlocutor, sempre como um bom amigo!

FEB enfermeiras

As enfermeiras da FEB Virginia Leite (PR), Carlota Mello (MG), no banco traseiro, e Altamira Pereira (SP), no desfile, em São Paulo em 2009.

Do Museu do Expedicionário de Curitiba, tutelado pela LPE, não é possível se esquecer das famosas exposições itinerantes realizadas na década de 1980, quando não faltavam cara e coragem de sair viajando, levando o acervo, buscando espaços e tratando com o público ávido do saber heroico, das filas enormes de estudantes às portas de um clube… Atendia-se até o último ilustre visitante, mesmo sob a mais completa exaustão.

Silva e Rigoni

A designer Gisele S. da Silva  e a historiadora Carmen Lucia, organizadoras da nova Bandeira da LPE. 2006.

Por que não retomar essas atividades? Os acervos não podem permanecer fechados, hão de se abrir a projetos de visitação, a seminários, a projeção de filmes, ao apoio aos pesquisadores, receber com cortesia os simpatizantes, trazer de volta a comunidade, dar vida à instituição. Fazer como o modelar quartel de Joinville, o 62.º B.I., chamado carinhosamente pela população de “O nosso batalhão”. Convidada especialmente neste ano para os festejos do Dia do Soldado, a 25 de agosto, nesta instituição assistimos à apresentação da orquestra militar em uma retreta musical para mais de 300 convivas.

62 BI

62.º BI. Cel. Ronald França Navarro, Grupo de Encenação Histórica e BPVMA, e a historiadora Carmen Lucia e esposo, Arlindo Rigoni, no Dia do Soldado em 2012.

Ainda há mais coisas que podem ser feitas pelas associações da FEB, no sentido de dar continuidade aos seus objetivos. É necessário dar ênfase ao seu quadro associativo com novos filiados, sem que esse ato constitua processo seletivo revestido de categorias que não são esclarecedoras; além de entrevistas e outras amarras, como ocorre na LPE desde 2001.

Por que privatizar um espaço que não é só seu, mas da comunidade, dos envolvidos no processo democrático que um dia iniciou-se com os pracinhas na guerra, e que, pela atual contingência, nos tornou herdeiros desse destino, da saga que movimentou a FEB por tantas décadas.

Mas, não há dúvida, os tempos estão aí a demonstrar:

A história da FEB e das suas associações renderá frutos somente por meio do envolvimento com a educação plena das crianças, jovens e adultos deste país. Nesse aspecto Jaraguá do Sul saiu na frente.

Em 2010, durante o XXII Encontro de Veteranos, através de nossa sugestão, foi apresentado um circuito cultural a todos os participantes. Nomes proeminentes de pesquisadores da FEB apresentaram seus trabalhos, transformando o encontro num foro de estudos em um momento ímpar de interação com o público de mais de 400 pessoas. Da pauta de discussões constava a questão do futuro das Associações de Veteranos da FEB. Os novos Encontros de Veteranos da FEB devem abrir espaços para estes foros culturais tão esperados pelos pesquisadores.

Talvez o resultado mais prático desse encontro tenha sido a elaboração da Carta de Jaraguá do Sul. Foi importante nesse momento a presença de várias representatividades das associações espalhadas pelo Brasil. Curitiba colaborou com o histórico informativo do documento. Pesou, nesse caso, a presença do veterano presidente da seção regional da ANVFEB de Jaraguá do Sul, Anselmo Bertoldi – que veio a falecer recentemente –, e sua diretoria no esforço de encaminhar tal documento à Presidência da República e ao Conselho Estadual de Educação de Santa Catarina.

O que foi reivindicado? Na carta, bem redigida, foi solicitada a inserção dos temas da FEB no currículo de Educação Básica do estado de Santa Catarina. Com os documentos necessários organizados, esses foram encaminhados ao Conselho Estadual de Educação junto da Carta de Jaraguá do Sul que, anexada ao processo, buscava a Valorização da História do Brasil na Segunda Guerra Mundial. Bem como temas pertinentes às missões de paz realizadas por soldados brasileiros em diversas partes do mundo.

Em 19 de abril de 2011, o Conselho Estadual de Educação de Santa Catarina, pelo voto total de 11 dos seus conselheiros, aprovou a solicitação que havia nascido com a Carta de Jaraguá do Sul. Estava confirmada, a partir dessa data, a inclusão da FEB e sua história das missões de paz não apenas nos anais da história, mas agora estando presente no currículo escolar dos estudantes do Ensino Fundamental e Médio no estado de Santa Catarina.

O que aprendemos desse processo? Não é mais possível as associações da FEB encastelarem-se nos seus domínios. Hão de se juntar forças com outras congêneres – sejam os veteranos de Suez, os das missões de paz do Haiti, da África, os veteranos da PE e de outras instituições voltadas para a História Nacional. Apoiar a pesquisa em suas bases, pois essas são as molas propulsoras da legitimação da memória e da história. Manter em suas instituições equipes pedagógicas preparadas, historiadores e outras especialidades voltadas para o atendimento aos escolares, em seus turnos de atividades extraclasses, como fazíamos no passado no Museu do Expedicionário.

Nestes tempos modernos – quando competimos com a internet –, associações, museus e congêneres deverão desenvolver projetos de maior vulto, interessantes e que possam agregar um publico fiel. Ou nos unimos, melhorando a qualidade dos serviços, com equipes capacitadas e responsáveis tornando a história da FEB mais atraente, caso contrário estamos fadados a fechar as portas pela inocuidade do trabalho realizado.

Há tempo ainda de lembrar aos dirigentes das instituições que se a história da FEB é pública ao público  ela pertence.

Por fim, relembrando uma frase importante, que aprecio muito, eu diria:

“As guerras nascem no espírito dos homens, logo é no espírito dos homens que devem ser erguidos os baluartes da Paz”.

expedicionarios museu do expedicionario

Expedicionários de Curitiba na frente do Museu do Expedicionário na capital paranaense, 2006.

Confira outros artigos da pesquisadora para o Portal:

Observações sobre o Museu do Expedicionário

Filme A Montanha

O Dia da Vitória em 1945 – As lições para a paz

A atuação da FEB em Montese (Itália) e a Ofensiva da Primavera

Monte Castelo: a vitória de um povo

O Dia mais longo do ano, 6 de junho de 1944

XXIV Encontro Nacional, por Carmen Lúcia Rigoni

Nota de Falecimento: Enfermeira Virgínia Leite

XXIII Encontro de Combatentes da 2ª Guerra Mundial em POA

La Forza di Spedizione Brasiliana – Monumentalística Italiana

A tomada de Montese na Itália e os correspondentes de guerra

O futuro das associações de ex-combatentes no Brasil


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VEJA ALGUNS ARTIGOS QUE POSSAM LHE INTERESSAR!

6 comentários

  1. Muito bom o artigo da Profa. Dra. Carmen Rigoni. Ela aponta para as maiores urgências de nosso tempo e para a necessidade de se retornar às boas práticas acumuladas com a experiência no passado.

  2. Excelente artigo! Temos que preservar a NOSSA história. É necessário um esforço coletivo, afinal, se esperarmos o poder público ajudar não vai dar em nada. Não devemos tão pouco entregar nossa memória na mão da iniciativa privada, para que adeque o espaço de preservação da memória dos nossos verdadeiros heróis as suas necessidades. O esforço é da coletividade no intuito de visitar, associar-se, colaborar, doar, divulgar, conhecer… Infelizmente há uma enormidade de pessoas que se dizem preocupadas, mas não colaboram para manter a associação mais próxima de si. Meus sinceros parabéns para a autora!

  3. Maria do Socorro Sampaio M. de Barros /

    A Prof. Carmem Rigoni traz em sua trajetória profissional, além de sua competência, o zelo ao contar a HISTÓRIA na sua autenticidade. Não se apropria dela e sim a transmite para o conhecimento público.
    ” Há tempo ainda de lembrar aos dirigentes das instituições que se a história da FEB é pública ao público ela pertence”. Portanto, o Museu se apresenta AQUI E AGORA, é o recurso palpável da história. Infelizmente, alguns responsáveis dessas instituições, sejam familiares ou simpatizantes, ao invés de salvaguardar o fato histórico utilizam suas aspirações pessoais para direcionar outros interesses. Um país com a dificuldade na área de educação e cultura tende a perder cada vez mais o respeito pelas tradições, empobrecido não só pelo esquecimento como pelo rápido “crescimento” tecnológico.
    Não devemos contar uma história em cima de outra!
    Nosso sentido de vida pauta pelos caminhos da Paz e conhecer os desvios que nos levam à Guerra é tarefa de todo HOMEM e MULHER de bem ao contar às gerações futuras. “As guerras nascem no espírito dos homens, logo é no espírito dos homens que devem ser erguidos os baluartes da Paz”.

  4. Essas associações deveriam ser entidades de massas, com milhares de associados, como suas congêneres estadunidenses. É triste vê-las definhando na mediocridade e na falta de perspectivas.

  5. Mario Luiz Rossi Machado /

    O desafio é mais complexo do que parece.

    No passado as vaidades chegaram a criar atritos entre presidências/direções de diversas associações e suas seccionais. As Forças Armadas só demostraram maior interesse em melhor apoiar os FEBIANOS , lá pela metade dos anos setenta.

    O “fantasma” da obtenção direitos iguais aos dos FEBIANOS, pelas Associações de Ex Integrantes do Batalhão de Suez( real ),Ex Integrantes das Missões da ONU Angola , Moçambique e Haiti – incipiente )colocam as Forças Armadas em situação de tratar bem em cerimonias, mas não ” colocar fermento no bolo”, para evitar onerar o Serviço de Saúde e aumentar as despesas com o pessoal!

    Mesmo que a maioria das Associações não demonstre o interesse acima, o pessoal da ativa não tem efetivo e recursos para atender todas ideias de preservação da memória.

    A solução tem de partir das próprias associações, admitindo em seus quadros ,como sócios especiais, pessoas comprometidas com pesquisas históricas, preservação de acervos, capacidade e vontade de atuar junto as autoridades municipais , estaduais e federais .

    Não existe fórmula padrão, o importante é preservar a memória da FEB, sem envolvimento partidários ou com pessoas de interesses duvidosos.

    Boa sorte!

  6. EDISON HYPOLITO DA SILVA JUNIOR /

    Curitiba, 23 de novembro de 2013.

    Fiquei sabendo recentemente do importante PORTAL FEB.

    Como sou filho e primo de ex-expedicionários, interessei-me pelo assunto e o acessei, visto que meu pai serviu em Livorno – Itália, como capitão médico, exercendo suas funções como cirurgião. Após a guerra voltou para o Brasil, como diretor do Hospital Central do Exército – HCE, perfazendo um total de 42 anos de bons serviços prestados ao Exército, sendo reformado no posto de general de divisão. Meu primo, paulista de Agudos, infelizmente não teve a mesma sorte porque foi morto em Gaiano, no norte da Itália. Isto posto, tenho orgulho de dizer que me ufano de ambos, tendo ambos recebido elogios de seus superiores militares e brasileiros.
    A propósito, está muito interessante o texto da pesquisadora, escritora, professora e doutora CARMEM LUCIA RIGONI profunda conhecedora dos acontecimentos ocorridos durante a segunda grande guerra. Conheço a professora e sua família há muitos anos e o que ela comenta no Portal é uma parte ínfima de seus vastos conhecimentos.
    Aliás, lendo o texto da mestra deparamo-nos com um trecho no qual diz “… o expedicionário tornou-se desconhecido para as novas gerações” e fico triste por constatar que é a mais pura e cruel realidade. A nova geração pouco sabe daquele período de nossa história, pois é provável que não saiba nem o que significa FEB e qual foi opapel por ela desempenhado na guerra.

    Entendo que há necessidade de se abrir os acervos das associações dedicadas aos veteranos da FEB para que se conheça o importante papel que o Brasil representou na Itália. O artigo chama a atenção para a realidade das atuais instituições, fazendo diagnósticos e sugerindo soluções.
    É interessante o que ocorre com a mestra Carmem, pois ela não é filha de expedicionário, mas como historiadora das mais competentes, entrou de corpo e alma nesta história, abraçou a causa e até hoje luta para que a história dos nossos herois não se perca, que não seja esquecida pela atual geração.

    Acresce notar, ainda, que a mestra Carmem, uma pessoa civil, também é a representante da ANVFEB – Associação Nacional dos Veteranos da FEB, para o Estado do Paraná, entidade que congrega 44 instituições de veteranos, cargo este a ela outorgado por seus representantes legais em reconhecimentos a sua dedicação à FEB.

    Isto posto, eu e outros filhos de militares com quem tenho conversado, estamos atônitos não entendendo o motivo pelo qual a mestra Carmem Lucia Rigoni, apesar de todo seu rico histórico em prol da FEB, teve seu nome obstaculizado pela atual diretoria da LPE ao seu reingresso naquela Casa, ao contrário do que ocorre em outras instituições similares onde ela é sempre recebida com manifestações de reconhecimento e apoio.
    Neste aspecto, há que se refletir sobre estas manifestações, sobre o valor do atual artigo publicado no sentido de conduzir bem a história e a memória da FEB antes que nossas associações definhem e se percam no tempo e no espaço. Pensar nas associações como espaços democráticos, agregando jovens e adultos voltados para os valores pátrios seria um dever e uma obrigação de cidadania.

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