Memórias de um prisioneiro de guerra

Douglas de Almeida Silva é graduando do curso de História da UNIVAP (Universidade do Vale do Paraíba) e bolsista do Núcleo de Pesquisa Pró-Memória São José dos Campos. O universitário autorizou a publicação do trabalho de conclusão de curso dele com o título “Memórias de um prisioneiro de guerra: Uma análise histórica da participação do joseense Eliseu de Oliveira (foto) na Segunda Guerra Mundial“, defendido na mesma universidade no dia 01 de julho de 2011.

Resumo

Memórias de um prisioneiro de guerra consiste na análise da memória de Eliseu de Oliveira, pracinha da Força Expedicionária Brasileira. Eliseu de Oliveira, natural da cidade de São José dos Campos-SP, foi convocado para a Segunda Guerra Mundial em Agosto de 1942. Embarcou para o Teatro de Operações na Itália em Junho de 1944, lutou na guerra até o dia 31 de Outubro do mesmo ano, data que foi aprisionado junto com o seu grupo tático. Cinco meses permaneceu prisioneiro do exército alemão, período marcado pela fome, maus tratos e trabalhos forçados. Foi libertado em abril de 1945, retornando ao Brasil em junho de 1945. Dado ao valor dessa memória, buscamos entender a participação do FEB no conflito, bem como entender a representação social que se tem dos pracinhas e da Força Expedicionária Brasileira na memória social.

Parabenizamos a cidade de São José dos Campos por reservar investimentos para o resgate da memória da cidade, principalmente no caso da FEB. O estudante é o novo Aliado do Portal para divulgar a “esquecida” história da Força Expedicionária Brasileira.

 Colaborador: Douglas de Almeida Silva


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11 comentários

  1. ´José Marciano Almeida /

    Gostaría de receber informações sobre o pracinha morto
    em combate,na Itália,joseense, de sobrenome leite.
    pois acredito que tenha sido o único combatente morto
    em combate. Natural de São José dos campos-SP

  2. Douglas de Almeida Silva /

    Caros amigos.
    É com pesar que comunico a morte do veterano Eliseu de Oliveira, falecido no dia 1° de janeiro de 2012 na cidade de Santos – SP. Obtive esta informação através de seus familiares de São José dos Campos – SP.

  3. Douglas de Almeida Silva /

    Caro José Marciano de Almeida.
    Os joseenses que tombaram em campo de batalha são:
    Tenente Névio Baracho, José Leite da Silva, Geraldo Augusto dos Santos, Sebastião Felício e Laudelino Nogueira.
    Infelizmente, a única informação que possuo sobre José Leite, é referênte à um artigo do jornal local de São José dos Campos, o Correio Joseense, sobre o retorno dos pracinhas a cidade de São José dos Campos no mês de agosto de 1945. Nesta festividade algumas mulheres entregavam medalhas aos familiares dos joseenses mortos citados acima. Pedro Mascarenhas, prefeito sanitário de São José dos Campos fez a entrega da medalha à mãe de José Leite e a irmã de Laudelino Nogueira. Segundo o articulista do jornal, a mãe de Laudelino, de aspecto muito simples, de pés descalços, se aproximou do prefeito. Chorando recebeu a medalha, quando um cidadão saiu do meio do multidão e lhe deu um abraço forte (Silva,2011:204).
    Desculpe não poder lhe ajudar mais do que isto.
    Abraço!

  4. isalete leal /

    Meus agradecimentos ao Douglas por contribuir com a nossa história. Douglas, precisamos de pessoas como você, para divulgar essa parte da história do nosso País que sempre foi esquecida pelo nossoa governantes.
    Parabeéns pelo belo trabalho!

  5. José marciano Almeida /

    São José dos campos 29/11/2012
    Prezado Douglas,muito obrigado pelas informações,somente
    hojê pude responder-te. É que sou muito amigo da família”leite” infelismente á já falescida irmã,do pracinha
    José Leite da Silva,Dorvalina Leite. Certa vez em um dos Velórios,êle comentaram,que somente o “pracinha” ficou sepultado na Itália.Mas seus “restos mortais” encontram no “aterro do framengo” no mausoleu aos mortos da 2a guerra
    mundial,não é verdade.Neste “tempos atuais onde somos tão carentes,de “heróis verdadeiros” será que o poder público não,podería faser um “tranlado” dos restos mortais desse valorosos,homens simples,que tanto enobreceram nosso país como sacrificio de suas própias vidas. Esse sim deram o “SANGUE EM PROL DA PATRIA..! ” Diferente desse malditos políticos,verdadeiros vampiros que sugam nosso
    sangue. Obrigado pela atenção,auguro á você e todos os vossos familiares.UM FELIZ ATAL E UM ANO NOVO CHEI DE SAÚDE E PAZ.
    Atenciosamente: José Marciano Almeida

  6. gostaria de saber noticia se jose maria ferreira da silva fo i a guerra na italia

  7. gostaria de saber se jose maria ferreira da silva foi um soldado da guerra na italia ?

  8. Douglas de Almeida Silva /

    Um feliz 2013 pra você também José Marciano.
    Abraço.

  9. Douglas de Almeida Silva /

    Olá Cesar.
    Você tem mais informações do soldado José Maria Ferreira da Silva? Qual a sua cidade de origem? Qual regimento ele pertencia?

  10. Gostaria de receber informações gosto muito desta historia nossos heróis de guerra.
    Também gostaria de saber sobre todos pracinhas que ganharão casas em sjc eos natural da cidade tem algum memorial para visita.

  11. Douglas de Almeida Silva /

    Olá Thiago.

    É sempre bom conhecer mais pessoas interessadas pelas histórias de nossos heróis de guerra. Infelizmente, desconheço o fato citado por ti. Acredito que nenhum pracinha de São José dos Campos ganhou alguma casa do governo. Muitos ficaram na “rua da amargura”, mas preciso confirmar essa informação. Em São José dos Campos não foi construído nenhum memorial da FEB. As homenagens aos pracinhas estão em poucos nomes de ruas e praças, e, finalmente no “Monumento ao Soldado Expedicionário”, que fica na Av. São José próximo a rodoviária e a Igreja Matriz. Houve algumas iniciativas de veteranos da FEB em formar uma Associação de Ex-Combatentes, iniciativa encabeçada por José Marcondes Cabral, ex-combatente e vereador da cidade. Durante os anos 70 e 80 foram vários projetos encaminhados a câmara de vereadores e ao poder executivo solicitando recursos para a construção de uma sede, mas o município não disponibilizou nenhum centavo para tal iniciativa.

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