Hildo Pinheiro da Silva – O Último Herói de Primavera/PA

Terceiro filho de Manoel Fabrício da Silva e de Deodata Isabel de Mesquita. Nasceu na vila de Jabaroca, então Municipio de Capanema hoje desmembrado e pertencente ao município de Primavera, Estado do Pará, em 19 de novembro (dia da Bandeira) de 1922.

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Seu sobre nome PINHEIRO provém de seu padrinho, o Padre e Coronel do Exercito Leandro Pinheiro que pusera seu sobre nome para eventual direito a herança; coisa que o Senhor Hildo nunca procurou.

Descende como bisneto de Matimiana, uma índia legítima dos Extintos Índios da Etnia dos Caetés, que deram ao nome do Rio Caeté que banha várias cidades do Norte do Pará, inclusive Bragança.

Casou-se com a Senhora Elizia Pereira de Oliveira por volta de 1948, que passou a se chamar Elizia de Oliveira e Silva, com ratificação de casamento em 24 de Outubro de 1981, por ocasião de sua reforma militar. Com quem teve 11 filhos, sendo três já falecidos: um natimorto, um de sarampo e um em acidente automobilístico.

Em 1963 e 64 fora ferrado por aranha e cobra venenosas respectivamente, e fora levado as duas vezes à capital para desintoxicação.

Por volta de 1965 fora chamado à Belém para trabalhar no Ministério da Agricultura, onde ficou até sua aposentadoria, retornando ao seu município de origem, onde sua esposa morava e labutava na roça.

Em 1985 sua esposa teve sérios problemas de coluna, e teve que parar de trabalhar na roça, então tiveram que ir morar na sede do município. Onde viveu seus últimos anos.

Uma pessoa entrovertida, carismática, alegre, contador de causos em forma de piada; apaixonada por seus filhos e esposa.

# Um fato que ele (meu pai Hildo) me falou que nunca esqueci…Um dia conversávamos quando ele se aproximou e disse saindo em seguida: “eu ajudei até meus próprios inimigos”. Minutos depois retorna e completa: “várias vezes por dia eu dava água aos prisioneiros alemãs, e sei que disso Deus me tem recompensado”.

Dizia ele que não tinha ambição. Que queria apenas um pedaço de chão para viver sua vida eterna. Que jamais deveríamos pegar nada de ninguém. Que a palavra de um homem vale mais que qualquer documento. Que um homem de caráter tem entrada e saída livre em qualquer lugar. Que todo homem deve ter um lugar pra passar a chuva, mesmo que seja apenas um Tapiri. “Que um filho nunca deve dizer que não tem tempo para seus pais”. Entre outros.

Falecera na sua simplicidade, sem pedir nada além de água. Sem reclamar de nada, Sem cobrar nada de ninguem. Até mesmo a roupa do corpo não quis, pois pediu que tirássemos toda sua roupa ficando apenas de short. Duas “exigências apenas”: morrer na sua casa e, ser sepultado ao lado de seus pais.

O que foi feito!!!

Enviado por: Evandilson de Oliveira e Silva


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4 comentários

  1. rafael capella /

    grandes homens, um exemplo eterno para o futuro, ate meu ultimo suspiro terei extremo orgulho de vcs!

  2. MARIO JOSE DIAS . /

    Gostaria de saber se encontro a relação de nomes dos Expedicionários de Resende (RJ) que estiveram na guerra.

    Grato

    Mário

  3. itamar. Monteiro /

    Grande homem

  4. Ana Maria Mesquita de Castro /

    Certamente sou descendente dele, pois meus pais nasceram em Vila Jabaroca, tinham o sobrenome Mesquita. Fico emocionada, de saber um pouquinho da história do meu povo.
    Abraços.

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