Entrevista com o administrador do Monumento Votivo Militar Brasileiro

Entrevista a Mario Pereira, administrador do Monumento Votivo Militar Brasileiro

*Giulia Baglini

A história da Força Expedicionaria Brasileira ( de aqui em frente F.E.B.) é uma parte muito importante da Segunda Guerra Mundial, mas é pouco conhecida.

Ainda menos conhecida é a dinamica da entrada do Brasil no conflito, no qual se apresentou ao lado dos Aliados. Como se desenrolaram os fatos?

Existem duas hipóteses. Segundo a primeira a entrada do Brasil na guerra é devida ao fato que alguns submarinos alemães e italianos afundaram navios mercantes brasileiras, provocando cerca de 1500 vítimas.

Esta é uma hipótese combatida pois não se consegue entender qual fosse o interesse da Alemnha e da Itália em emvolver um país tao distante da Europa como o Brasil, que era mesmo amigo da Alemanha e regido por o ditador  populista Getulio Vargas.

A segunda hipótese, escolhida como versão oficial, è ligada a um encontro que se passou o 28 de Fevereiro do 1943 em Natal, a capital do estado do Rio Grande do Norte, entre o presidente norte-americano Franklin Delano Roosvelt e o presidente brasileiro Vargas: os Estados Unidos ofereceram ao Brasil um orçamento pela construção de uma central de aço nos arredores de Volta Redonda em troca de homens para ser enviados em guerra ao lado deles ( ainda hoje a central de aço de Volta Redonda è a mais grande de toda a America Latina).

Na verdade Roosvelt deu um ultimato nos brasileros : “ Se não estar ao nosso lado sereis invadidos”.

E Vargas escolheu o mal menor.

 

Qual é o significado do lema ” A cobra fumou!” que a F.E.B. adoptou depois da entrada na guerra?

Muitas pessoas tihnam dúvidas sobre a entrada do Brasil no conflito, então começou a circular esta sentença: “E’ mais fácil uma cobra fumar do que o Brasil entrar na guerra”

Então, pois o Brasil entrou de verdade em guerra, a cobra que fuma ficou o símbolo da F.E.B. e chegou a ser utilizado como distintivo por os soldados brasileiros.

Não todos sabem que o original foi desenhado por Walt Disney.

Trata-se de um símbolo muito diferente com respeito aos símbolos utilizados por soldados de outras nacionalidades como os crânios e as águias, que lembravam o poder e a morte.

Inclusive o lema “Senta a pua!” adoptado pela Força Aerea Brasileira (F.A.B.) e usado pela primeira vez em Tarquinia pelos aviadores tinha como sujeito um animal : é um avestruz armado de um míssil, muito rápido e voraz, cujo incitamento, que significa “Apresse-se!” precedia sempre as açoes dos pilotos de aviões de caça brasileiros antes de abater um objetivo.

Estes dois símbolos representavam um comportamento diferente, mesmo com respeito aos soldados norte-americanos: representavam um comportamento tipicamente brasileiro, que testemunha como os soldados brasileiros foram os precursores das forças de libertação na Italia e como foi peculiar a humildade que os caracterizou.

Uma humildade que eles demonstraram inclusive treinando-se com armamentos completamente diferentes daquilos a que eles estavam acostumados.

Qual è o roteiro seguido pelos pracinhas na Itália?

Em Julio do 1944 desembarcaram em Napoles, onde, por causa da uniforme, muito semelhante aquela alemã, foram insultados pela população; então os americanos entregaram aos brasileiros uma uniforme identica à propria.

De Napoles foram transportados para Livorno e Pisa,à bordo de barcos em fundo plano chamadas LCI (Landing Craft Infantry)e logo rebatizadas “Lança Comida Inteira”, porque o fundo plano provocava o vômito.

Em San Rossore encontraram os campos militares para se treinar: durante três dias os americanos submeteram os brasileiros à uma prova de fogo de cartuchos não ofensivas mas certamente com algum efeito…

O ingresso dos pracinhas na guerra aconteceu o 14 setembro 1944, dois dias depois se passou a primeira vitoria, com a libertação da cidade de Massarosa.

Em memoria deste evento o 17 Settembro 2006 foi inaugurada uma praça perto da prefeitura de Massarosa.

Eu mesmo foi um dos promotores desta homenagem ao corpo expedicionario brasileiro.

Depois de Massarosa, os brasileiros chegaram na Val Freddana; aqui o 18 setembro libertaram Camaiore e o 26 setembro o Monte Prano.

No topo da montanha o 1 de maio de 2007,durante uma cerimônia junto com a associação “Amigos da Montanha” de Camaiore, foi colocada uma placa pra comemorar a passagem dos pracinhas e a contruibuçao que eles deram na libertação da Itália.

Desde a Versilia continuaram o caminho até a Vale do Serchio, tocando a cidade de Barga. Os alemães, entretanto, nao ofereceram uma grande resistência, pois estavam se retirando para evitar uma possivel manobra de cerco no Passo delle Radici, entre  a Toscana e a Emilia Romagna.

Mesmo a cidade de Pistoia foi libertada naqueles dias (8 setembro) graças à contribuição de uma divisão blindada sul africana.

No outubro do 1944 o exército brasileiro sofreu um contra-ataque em Barga por parte dos alemães, com perda de vidas e prisoneiros. As operações de guerra continuaram ao longo da directiva de cerca de 300 km que vai de Lizzano in Belvedere até Vergato, paralelamente ao rio Reno, perto de Bolonha.

Em Pistoia foi instalado o Quartel Geral com os suportos pela primeira linha, enquanto em Porretta Terme se estabeleceu o Quartel Geral Avançado; entre estas duas cidades a principal estrada de ligação era e continua sendo até hohe a Estrada Estatal 64, a Porrettana.

Foi também requisitada a área onde fica atualmente o Monumento Votivo Militar Brasileiro para poder construir o cemitério militar.

Em dezembro do 1944 os pracinhas enfrentaram três ataques consecutivos em Monte Castello, nos arredores de Gaggio Montano: o primeiro em colaboração com o exército dos Estados Unidos e os outros dois sozinhos, sem conseguir na manobra de avanço mas mantendo a posição sobre a linha entregada por os americanos.

Um outro episódio negativo pela F.E.B foi a exterminação de uma patrulha inteira do lado da Abetaia, numa posição extremamente aberta e desprotegida e a recuperação dos mortos apenas depois do 21 de fevereiro do ano seguinte, ou seja quando os brasileiros conseguiram conquistar Monte Castello.

Em localidade Torre di Nerone, utilizada por os alemães como “testa di ponte” para a propria defesa, os combates continuaram para todo o inverno.

A rigidez que o frio demonstrou naquele inverno forçou a liderança militar em decidir, perto de Sambuca Pistoiese, de adiar as operações de guerra ao momento do degelo, renunciando ao projeto de chegar em Bolonha dentro do Natal.

Durante todo o periodo entre o novembro 1944 e o fevereiro 1945, quando a linha do frente permaneceu estacionária na área paralela ao rio Reno, os soldados brasileiros tiveram a oportunidade de desenvolver uma amizade muito intensa com a população daquelas zonas,forçada em aguentar cinco meses  mais de guerra.

A pesar de que fosse prohibido por o código de guerra os pracinhas alimentavam os civis e os ofereceram assistência medica.

Ainda hoje em Gaggio Montano algumas pessoas se lembram da três cozinhas instaladas por os Aliados : naquela dos inglêses a comida sobrada era queimada, naquela dos americanos a comida podia ser pagada “em espécie”, ao contrario naquela brasileira os soldados primeiro alimentavam as crianças e depois eles mesmos.

Pouco antes da primavera, depois da decisiva tomada de Monte Castello, que se passou o 21 de fevereiro, o frente finalmente se moveu e foram libertadas Castelnuovo Vergato, Vergato e Montese.

A batalha de Montese, combatida o 14 de abril, foi a segunda por número de mortos e foi uma batalha urbana, com os brasileiros ao primeiro andar e os alemães ao segundo andar do mesmo predio; representou o ponto-chave  da Linha Gótica e por isso é conhecida como “Montecassino do Norte” pois tinha sofrido bombardeios seja por parte dos Aliados seja por parte dos alemães.

A sua importância estratégica é devida ao fato que permitiu aos brasileiros de desfrutar do chamado domínio das alturas, podendo ter sob controle os alemães, que ficavam na Valle do Panaro e tendo a possibilidade de abrir o caminho para a Pianura Padana.

Na metade do mês de Abril foram libertadas Zocca, Maranello, Formigine e Parma; de aqui os brasileiros prosseguiram para oeste ao longo da Via Emilia, chegando a libertar Fornovo e Collecchio.

E’ importante lembrar o episódio conhecido como “Sacca di Fornovo”, no qual a 148° Divisão de Infantaria alemã e a Divisão Monterosa (da  Repubblica Sociale Italiana)apresentaram o rendimento incondicional aos Aliados e sofriram a captura de 17mil elementos e de todos seus armamentos e veículos, além da captura e da transferência dos respectivos comandantes, o General Otto Fretter Pico e o General Mario Carloni, os mesmos que tinham contreatacado os brasileros em Barga.

A pesar da inferioridade numerica dos alemães (cerca de 60) no momento do ataque eles não se renderam imediatamente, por isso o sacerdote de Neviano Rossi, Don Cavalli, deu a sua contribuição pra que a rendição fosse condordada.

A prima consequencia da rendição foi a criação de alguns campos de prisão, mesmo se aos generais vencidos foi oferecida uma ultima lição de humildade e de honra: os pracinhas permitiram que eles ficassem em posse da pistola.

Depois de Fornovo os pracinhas continuaram em direção de Alessandria, Torino e a fronteira com a França, enquanto outras troupas se dirigiam até Lodi e Cremona, ou seja em lugares de onde tinha começada, por parte de seus avós,desde 1861, a emigração italiana para o Brasil.

O 2 de maio 1945 o sargento Miguel Pereira, meu pai, entregou ao General brasileiro Zenobio da Costa o telegrama com o qual o General britânico Alexander anunciava o cessar-fogo.

Este episódio oficial da fim da guerra é ligado em uma anedota que gosto sempre de contar.

Meu pai decidiou trazer o cavanhaque a pesar da ordem do General Costa em curta-lo,cobrendo-se até com a balaclava pra esconde-lo e não desagradar o General.

Então prometeu que iria curtar o cavanhaque uma vez que a guerra

acabasse.

O General nao precisou ler o telegrama, foi suficiente ver a cara do meu pai e logo mandou dar 21 tiros de canhão.

A última etapa da presença brasileira na Italia é Francolise, perto de Caserta, na espera dos navios  que teriam trazido os pracinhas em pátria, no setembro do 1945.

Vamos falar dos números da FEB: quantos homens e quantas enfermeiras a compunham?

Os homens eram 25 mil e as enfermeiras cerca de 60. Chegaram fracionados em cinco escalões.

Temos que lembrar que os soldados do primeiro escalão nem sabiam que vinham combater na Itália, enquanto os do segundo escalão, principalmente descendentes de italianos, se alistaram voluntariamente.

Também meu pai fazia parte do segundo escalão e partiu do Rio de Janeiro, capital do Brasil então.

 

Quantas divisões compreendia a F.E.B.?

Eram três, o 1° o 6° e o 11°, denominados respectivamente Sampaio, Ipiranga e Tiradentes, além da infantaria, artilharia e serviços; de 25mil homens, 15mil eram combatentes e o restante para serviços de suprimentos, alimentação e munições e assistência sanitária.

A F.A.B. era a aviação, dotada do caça P-47 cedidos pelos estados Unidos.

Cada Regimento de infantaria tinha obuses e canhões próprios, ma tinha também uma divisão de Artilharia.

O primeiro Comandante Foi Zenobio da Costa, que dirigiu as operações na Toscana.

 

Quais foram as dificuldades encontradas? E os pontos de força?

Com certeza os brasileiros encontraram no inimigo germânico uma máquina de guerra, que os tem penalizado na primeira parte, quando tiveram que se adaptar com novos armamentos, de origem americana, enquanto no Brasil lidavam com armamentos francêses.

Claro que desmontar e remontar uma arma que mal se conhece não deve ser coisa fácil, tanto que o contra-ataque sofrido em Barga foi causado em parte às armas que engataram.

O maior inimigo, porém, foi o frio, os veteranos lembram até hoje com pavor e contam de ter sofrido muitas vezes de congelamento das pernas.

Meu pai contava ter dormido com os pés na boca de um forno aceso….

Os pontos de força foram a grande humanidade, sendo de origem camponesa conheciam a terra e adaptavam-se ao território.

Outro ponto de força foi a F.A.B., pois os pilotos brasileiros conseguiam voar bem baixos e a se orientar com pontos de referência visual.

 

Que tipo de relacionamento instaurou-se entre os soldados brasileiros e a população italiana? E em que forma continua até hoje?

Há uma valorização recente dos heróis da F.E.B., cultuada mais na Itália (que tem mais cultura histórica) do que no Brasil, que pelo contrario subvaloriza aquilo que os soldados brasileiros fizeram na Itália.

Alguns historiadores como Giuliano Tessera, Andréa Giannasi e Giovanni Sulla estão estudando o assunto nestes últimos anos, tanto que até alguns anos atrás só tinha três comemorações (Pistoia 2 de novembro, Gaggio Montano 21 de fevereiro e Montese em 14 de abril) enquanto atualmente temos catorze solenidades.

A parte Toscana da atuação da F.E.B. é a mais desconhecida, a que pretendo maiormente divulgar: de fato em Staffoli tinha a própria sede o Deposito Pessoal, onde os integrantes do Exército brasileiro conviviam com a população livre da guerra e por isto na Toscana vinham descansar os combatentes de folga.

Enfim o conhecido Navio das Esposas, que levou para o Brasil cerca de 50 mulheres italianas que tinham namorado com soldados brasileiros durante a guerra, a maioria delas eram oriundas da Toscana.

 brasileiros que visitam as atividades de processamento de couro da toscana, e as autoridades tomam conhecimento dos intercâmbios comerciais e culturais que podem nascer do conhecimento de outras tradições como a costura ou a cultura das azeitonas.

Outro forte testemunho do elo com a Itália é a geminação da cidade de Fortaleza com a cidade de Montese: na cidade brasileira há um bairro com o nome da cidadezinha da província de Modena, libertado pelos brasileiros.

Geralmente, porém, existe uma subestima por parte do Brasil do que a FEB representou, sinal disso é que até uns 15 anos atrás o Monumento Votivo Militar Brasileiro estava incluído em roteiros turísticos, enquanto agora não mais.

As autoridades brasileiras não têm o Monumento na devida consideração, mesmo sendo este o único Monumento na Itália reconhecido pelo Governo brasileiro, pois todos os demais monumentos foram oferecidos pelas populações e administrações locais. Parece-me uma falta de respeito para com quem levou ajuda à população devastada da guerra.

Os meninos italianos durante a guerra viviam escondidos em casa, pois as mães tinham ouvidos historias sobre os soldados marroquinos na Ciociaria (minha mãe pode testemunhar isto, ela tinha 16 anos).

Entre os brasileiros nunca foram assinalados acontecimentos similares, pelo contrario tem um relato de um pai de família de Pescia que procurava vender a própria filha aos pracinhas, e estes se recusaram, doando até dinheiro para a família da moça.

Os brasileiros nunca perderam o próprio jeito, gentil e generoso, nada de invasores frente de uma nação provada por anos de guerra.

Grã Bretanha e EUA tiveram um porte diferente, por exemplo, contabilizando, no fim da guerra todos os materiais utilizados pelos brasileiros e a conta foi uma nota preta.

Por minha parte tento de levar a frente o intercâmbio entre as duas nações e posso dizer ter alcançado um projeto iniciado há dois anos juntamente com a Província de Pistoia: no dia oito de maio vindouro levaremos uma placa comemorativa a Rio de Janeiro, escrita nos dois idiomas, com os símbolos do Monumento.

Espero muito que esta placa não seja apenas uma homenagem, mas que seja acompanhada de uma troca do que os brasileiros fizeram aqui, para favorecer o intercâmbio e levar o bem estar aqui e ali.

Quando vejo transexual brasileiro me vem sempre à mente que talvez podem ser netos ou bisnetos de soldados da FEB, os quais, mesmo não sendo mortos sacrificaram anos da própria juventude, ou suicidaram-se depois da volta, ou ficaram traumatizados.

Os Veteranos tem uma dignidade intacta e muita vontade de trocar contatos com a Itália.

Um entusiasmo que porem não se reflete nas altas esferas.

 

Um exemplo significativo do relacionamento especial entre os dois povos é representado pelo seu pai, Miguel Pereira. Conta-me a historia dele e do seu trabalho de guardião e administrador do MVMB

Meu pai servia na companhia de comando como operador radio.

Fez a guerra sem armas, tendo uma grande fé católica e sendo pacifista.

Depois da guerra é a parte mais interessante.

Voltou para o Brasil onde recebeu a ordem, a ser renovado a cada dois anos, para ser o guardião do Cemitério Militar e do Monumento depois.

De fato o Cemitério que continha os restos de 457 funcionou até 1960, quando os restos foram trasladados para o Rio de Janeiro, no Monumento nacional aos mortos da segunda guerra mundial.

De 60 até 65 meu pai ficou praticamente sem trabalho e sem receber ordenados, pois não havia mais o Cemitério e o Monumento ainda não estava sendo construído, sucessivamente em 1974 ficou suspenso do cargo sem motivação nenhuma (apenas tinha solicitado um reajuste salarial) e o cargo dele foi deixado para um marechal dos carabinieri durante um ano, porém meu pai foi para o Brasil e ali fez sentir seu protesto e conseguiu tomar de volta o próprio titulo de guardião.

De 65 até 67 na mesma área onde ficava o Cemitério militar, começaram as obras do Monumento Votivo Militar Brasileiro, e em 67 foram encontrados os restos de um militar que desde então fica no túmulo do Soldado Desconhecido, na frente da chama eterna.

Meu pai recuperou os restos de oitos soldados e recebeu dois Presidentes do Brasil.

Ele impulsionou o processo de compartilhamento da memória com as cidades de Gaggio Montano e de Montese, dedicou a própria vida a esta missão.

Eu decidi, depois de deixar o trabalho que tinha até dez anos atrás, de abraçar o projeto do meu pai mesmo para evitar que pudesse ser chefiado por uma pessoa estranha e não obstante o ordenado que percebo seja suficiente para viver, tem muitos aspectos do meu trabalho que me deixam andar com três metros do chão e me dão muita satisfação.

A medalha comemorativa dos 40 anos da associação dos veteranos de guerra de salvador – Bahia, nos reconheceu (a mim, Milton e Giovanni) merecedores por divulgar e manter viva a chama e a historia da FEB.

Tento levar mais à frente a missão dele, divulgando a historia da FEB nas escolas da minha prefeitura; gostaria de colocar um pequeno museu no espaço do Monumento, mas por enquanto não foi possível e gostaria de ampliar o conhecimento das historias da FEB talvez entrando em contato com Francesco Guccini, que lembra de ter conhecido os soldados brasileiros e com Vasco Rossi, que nasceu em Zocca, uma das cidades libertadas pelos brasileiros para ampliar ainda mais a platéia de pessoas, sobretudo jovens, semeando neles a curiosidade para com estes feitos que nos deram a possibilidade de ser uma Nação livre.

Provavelmente esta historia terá um espaço dedicado a FEB no site internet da ANPI de Pietrasanta, e também projeto de ter um site especifico dedicado à FEB (tem um espetacular no Brasil) e ao Monumento e todas as atividades conexas, tanto em italiano que em português.

Por enquanto depois de muitas insistências consegui um espaço no site da Embaixada do Brasil na Itália, que agora tem uma secção dedicada ao Monumento.

Entrevista realizada em 21 de Abril de 2011 em Pistoia

Foto: Alexander De Marco – RPC TV/Paraná


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8 comentários

  1. isalete leal /

    Emocionante e de grande contribuição para perpetuar a memória dos que foram a Itália lutar pela PAZ DO MUNDO.Meu pai é veterano (pracinha ) da Segunda Guerra e fala dessa mesma foram da participação dos brasileiros no grande conflito. Moro em Volta Redonda onde foi construida a Companhia Siderurgica Nacional(CSN)- Usina Presidente Vargas – onde meu pai trabalhou, quando voltou da Guerra, até aposentar. Volta Redonda faz parte da história da Segunda Guerra Mundial.

  2. Parabens pela entrevista, riquíssimas informações

  3. “mais grande” já fudeu o texto todo… mas boa entrevista…

  4. André Luís Augusto da Silva /

    Os meus mais sinceros parabéns ao filho de febiano, atual guardião, o historiador, Sr. Mario Pereira pelos serviços prestados a memória da FEB em solo italiano. O que mais me deixa feliz é saber que o povo da Itália vê em nossos combatentes não só a imagem de soldados, e sim de seres humanos que em compaixão ao próximo, deram sua solidariedade que é característica peculiar do brasileiro, até o ponto de dividir a própria ração para não deixar aquelas famílias italianas sem o que comer, comportamento este que não era igual aos americano e ingleses que deram pouca importância ao sofrimento daquelas pessoas.

  5. Alexander De Marco /

    Mário Pereira é daquelas pessoas que trabalham com paixão e orgulho. Além da FEB fazer parte do DNA de sua família é responsável, ainda hoje, por proporcionar estes encontros mágicos. Encontros de amizade e de história.
    Mário não imagina a dimensão de seu papel para com os brasileiros. Tamanha é a importância de seu trabalho para conosco, que se pararmos um instante para pensar, ficaríamos com medo de tamanha responsabilidade. Qualquer ser normal ficaria mas não é o caso deste nosso amigo. Mário Pereira é um super-herói que não usa capa ou tem poderes especiais. Apenas faz aquilo que lhe cabe com muito amor, dedicação e respeito. Um herói moderno que, através das redes sociais, e-mails e blogs mantém viva a participação de nossos praçinhas no país da bota e dos reais valores importantes para o ser humano.
    Saúde a este brasileiro que nasceu na Itália e que preserva nosso história com grandes dificuldades.
    Força Mário. Força Brasil e Itália.

  6. Sou sobrinho de um soldado da feb, PLINIO RIBEIRO MARTINS,faleceu poucos dias antes dos 90 anos,partiu de Cruz Alta, RS, irmÃo da mãe,fazia parte do 11. Importante e me sinto nobre em saber destas historias.

  7. Júlio César Oliveira da Silva /

    Muito emocionante!!!
    Parabéns a todos os pracinhas e familiares desses verdadeiros heróis nacionais! Foram privados da juventude em nome da liberdade!! Acho um absurdo as autoridade não reconhecerem e até mesmo incentivarem os brasileiros a conhecer esse história rica e de inegável valor para a sociedade brasileira!!! Viva a FEB!!!!!!!!!

  8. isalete leal /

    Parabéns pela entrevista!
    Admiro muito o trabalho do Mario Pereira em valorizar e divulgar os feitos da FEB e seus veteranos.

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