Entrevista com Celso Menezes da HQ sobre a FAB – Jambocks

O Mercado de Histórias em Quadrinhos Brasileiro em 2012 recebeu a 2ª Edição do projeto JAMBOCKS (Celso Menezes e Felipe Massafera).

A Arte’D – em contato com os autores conseguiu uma entrevista a qual veremos como um objetivo literário e artístico pode ser tão trabalhoso e prazeroso de se realizar.

A HQ BRASILEIRA GANHADORA DO TROFÉU HQ MIX!
RECEBEU GRANDES ELOGIOS DE RUBENS EWALD FILHO, CLAUDIO LUCCHESI, SALVADOR CARMINO E CAROLINA FERRO

ENTREVISTA JAMBOCKS Nº 2

1 – Celso, Como foi à preparação da 2ª Edição do Jambocks, após a saída da 1ª Edição e as mais diversas opiniões que surgiram a respeito da edição?

Marco, o Jambocks era pra ser um livro só e já começava na Itália. Então o primeiro e segundo livros vieram DEPOIS de eu já ter escrito quase tudo sobre a participação dos pilotos na guerra. Resolvi começar a história antes para mostrar os porquês do Brasil entrar na guerra. Graças à Deus (apesar de eu ser agnóstico…rs) as críticas do primeiro livro foram muito positivas e me mostraram que eu estava no caminho certo aparentemente. Depois de apanhar muito no primeiro livro, no segundo eu já estava bem mais seguro de como conduzir a história e os personagens. Vale lembrar que o Jambocks 1 é meu primeiro roteiro e eu aprendi muito com o processo.

2 – Celso e Felipe qual a Visão de ambos e Relação de um com o outro na questão ORGANIZAÇÃO ao encarar um projeto como esse? Surgem conflitos ou ambos estão numa sintonia que facilita o desenvolvimento do trabalho?

3 – Celso, ao desenvolver a história que linha de raciocínio você optou para que o argumento manteve-se atrativo, sem correr o risco de tropeçar com os fatos reais da história da 2ª Guerra?

A história real já é interessante por si só. Eu sempre acho que quanto mais você altera uma obra baseada em algo (real ou fictício), mais demonstra que você não está preparado pra mexer no assunto. O trabalho que eu tive foi o de juntar as informações que eu achasse mais pertinente numa certa linha cronológica. E criei dois personagens, Max e Ade, para observarem e ligarem uma história na outra (um recurso muito utilizado também conhecido como “ponto de vista do novato” (não sei se o termo existe, mas o conceito é este), onde um personagem “cai de para-quedas” e se coloca no lugar do público). O resto vai se encaixando naturalmente. Se eu tivesse optado por contar sob o ponto de vista de um piloto, por exemplo, seria complicado já que cada piloto viveu suas aventuras. Imagine a chatice que seria vermos este piloto ouvindo histórias dos outros ao invés de participar da ação.

4 – Quando começaram a pensar e executar o projeto, qual era ou eram as expectativas de vocês quanto ao resultado desse projeto no mercado brasileiro?

Acreditamos que era uma história que merecia ser contada, acima de tudo.
E nos sentimos no dever moral de fazê-la da melhor forma que pudéssemos para inspirarmos novas gerações. Tanto de apreciadores de História quanto de futuros pilotos ou até futuros artistas. O livro recebeu elogios de todas as partes. Tanto de pessoas ligadas aos quadrinhos quanto ligadas à aviação, quanto militares, quanto os historiadores…

5 – E a 1ª Edição (JAMBOCKS – O Prelúdio para a Guerra), já quase ou passado um ano de seu lançamento, como vocês a veem a respeito das críticas que surgiram?

6 – Qual o momento mais empolgante ou excitante para vocês no argumento do Jambocks nº 2?

Diverti-me escrevendo e me lembro de que o Felipe disse que se divertiu lendo. 

7 – Ao Lembrar uma de suas frases Celso, “Que nosso trabalho inspire novos projetos! Os quais façam ter mais respeito com os brasileiros que combateram na 2ª guerra!”, pergunto; O que você ou vocês diriam para todos aqueles que se sentem compelidos a seguir o exemplo de vocês?

Além disso, iniciativas como o Proac, do Governo do Estado de SP, que bancam projetos de quadrinho dando uma grana que, no mínimo paga sua impressão (o que já é uma grande coisa) estão surgindo de forma consistente. Tem que ficar de olho nas oportunidades. Elas estão por aí.

8 – Celso, depois que o projeto Jambocks cumprir todas as suas edições de lançamento, você e o Felipe já pensaram em um novo projeto a seguir? E como seria a forma mais justa que você acha de encerra essa entrevista a qual, curiosos, leitores, profissionais das HQs e críticos estão a nos acompanhar?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Colaboração do Ilustrador e Designer Marco Marins. Veja AQUI, AQUI e AQUI outras colaborações dele


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1 comentário

  1. Ariel Levi Pinheiro Fernandes /

    Aonde compro essas HQ`S ?????????

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