Celestino Fornari – Um Herói da Segunda Guerra

Celestino Fornari, nasceu na linha Borghetto em Anta Gorda pertencente a Encantado –RS, em 06 de abril de 1920, exatamente 34 anos após seus pais  Fornari, Luigi Giovanni Battista e Goffi, Felicidade Adelaide  desembarcarem no Brasil.

O pai natural de Motta Baluffi  uma comuna da província di Cremona na região da Lombardia e a mãe de Castelgomberto- Torri di Quartesolo una comuna italiana da região do Vêneto, província de Vicenza. Ainda crianças, viajaram no mesmo navio.

Celestino Fornari com 21 anos alistou-se para servir o exército brasileiro em 1940. Desejava sair de casa. Moço bonito, noivo de Zelinda Debortoli possuía um bócio, precisava ser operado.

Foi aceito em 20 de fevereiro de 1942, no Quinto Regimento de Artilharia Montada “Regimneto Mallet” escolhido por sorteio. O regimento foi extinto e assim transferido para primeira Região Militar em Santa Maria da Boca do Leão- Rio Grande do Sul. O Brasil declarou Guerra ao Eixo em 31 de agosto de 1942 e ele foi para o Front.

Viajou no transatlântico “USS General Mann”, em 22 de setembro de 1944. Pertenceu ao 2º Escalão comandado pelo General Cordeiro de Farias. Desembarcou no porto de Nápoles destruído pela artilharia alemã. Alojaram-se em barracas de Campanha, muito simples  de lonas sem conforto e segurança alguma, fornecidas 5º Exército Americano, comandado pelo general Mark Clark  ao qual a Força Exoedicionária Brasileira pertencia.

No período de 06 de outubro de 1944 até 11 de agosto de 1945, lutou na Itália.

Em terras estrangeiras serviu na Itália no I Grupo de Artilharia  (I/IR.O.AU.R.) de 06 de outubro de 1944 a 11 de agosto de 1945. No Teatro de Operações na Itália era Identificado: Celestino

3 G  66307 – T 44

A-  BRA.

A ordem para avançar veio por telefone, no dia 12 de abril de 1945. Se não encontrassem resistência, o 3º Batalhão do 11º Regimento de Infantaria da FEB deveria seguir para as colinas de Montese, pequena cidade ocupada pelas tropas do exército alemão no norte da Itália. Fortemente armada, a patrulha da FEB formada por 21 homens partiu às 9h e, depois de passar sem resistência por Montaurigula, seguiu para Montese. No caminho, depararam com uma colina alongada, de onde retiraram 82 minas de um campo, e logo encontraram as primeiras posições de defesa. Depois de intensos combates, foram vencendo a resistência alemã e, na noite de 14 de abril, já haviam dominado as encostas a sudoeste da cidade com a ajuda de outros dois pelotões. A capacidade defensiva da infantaria inimiga também estava quebrada, mas a luta entrou madrugada adentro. Apesar da grande quantidade de alemães em Montese, a artilharia das forças da Wermacht descarregou naquela noite cerca de 2 800 tiros.

Atuou no I Grupo de Infantaria quando da tomada de Monte Castelo, grande feito da Segunda Guerra na Itália. A tomada de Monte Castelo se deve a bravura dos soldados brasileiros que era considerado a mais importante fortaleza de toda a Linha Gótica, às seis e meia da tarde o Monte Castelo foi tomado pelos brasileiros. Não foram soldados preparados para a Guerra. Foram trocados pela Siderúrgica de Volta Redonda. Homens, filhos da Pátria, serviram de bom negócio para o desenvolvimento do Brasil. Não receberam ao partirem nem roupas apropriadas para um inverno de até 20º negativos.

Celestino esteve em combate na manhã da conquista, ainda sob forte fogo inimigo, o brasileiro finalizaram a tomada da cidade de Montaurigula. Os homens da FEB romperam as linhas alemãs nos últimos contrafortes dos Apeninos, mas a tomada de Montese lhes custou muito caro. Foi à batalha mais sangrenta para nossas tropas desde a Guerra do Paraguai, com um saldo de 426 baixas, entre mortos, feridos e desaparecidos. Duas semanas depois, a guerra na Itália chegaria ao fim. Em homenagem aos brasileiros, Montese construiu o Museu Militar da Força Expedicionária Brasileira, no interior de um castelo do século XII.

Os brasileiros improvisaram um campo cercado, onde foram abrigados, como podiam, os 14.779 alemães e italianos, feitos prisioneiros após a rendição. Dizia Celestino:

– Os alemães esperavam para serem transportados por nós, lhes dávamos todo o nosso cigarro.

Fazia-se presente e recordava com emoção, os olhos enchiam de lágrimas quando relatava para os filhos, quando em 19 de julho de 1944, presidida pelo General Mascarenhas de Morais, Comandante em Chefe da FEB, foi hasteada com indizível patriotismo a Bandeira do Brasil. O Pavilhão Nacional tremulou em terras da Europa, pela primeira vez em nossa Historia. O Verde e o Amarelo, riquezas nacionais contrastaram com a destruição em solo italiano. Outro grande feito do nosso Herói foi cumprir a ordem de restaurar os fios do telégrafo que foram rompidos pelos alemães, foi de motocicleta na escuridão da noite italiana, com galhardia realizou o serviço.

Aos ex-combatentes, no retorno ao país, foram impostas restrições, os veteranos não militares (que deram baixa ao retornar) foram proibidos de utilizar em público condecorações ou peças do vestuário expedicionário, enquanto os (veteranos militares) profissionais foram transferidos para regiões de fronteira ou distantes dos grandes centros. O Brasil, com medo e, com falta de civilidade e patriotismo não permitiu que os soldados se organizassem.

Do Rio de Janeiro foram mais do que depressa despachados de trem para os seus Estados de origem. Não receberam nenhum acompanhamento médico, nem psicológico. Divida que o Brasil ainda não resgatou com as famílias dos ex-combatentes. Elas entregaram moços cheios de vida e saúde e receberam muitos mutilados no corpo e todos eles na alma. Celestino Fornari, trazia uma marca de guerra na sobrancelha direita, provocada por um estilhaço de granada alemã, na destruição de uma ponte. Nunca recebeu uma Medalha de reconhecimento.

Com carteira de Habilitação em Chofer de Caminhão expedida pela Repartição Central de Polícia – Delegacia de Trânsito e Acidentes em 07 de abril de 1946 trabalhou de empregado nas serrarias puxando toras no mato ou transportando a madeira serrada para Porto Alegre.

Informações Pessoais:

Celestino Fornari, nasceu na linha Borghetto em Anta Gorda pertencente a Encantado em 06 de abril de 1920, exatamente 34 anos após seus pais  Fornari, Luigi Giovanni Battista e Goffi, Felicidade Adelaide  desembarcarem no Brasil.

O pai natural de Motta Baluffi  uma comuna da província di Cremona na região da Lombardia e a mãe de Castelgomberto- Torri di Quartesolo una comuna italiana da região do Vêneto, província de Vicenza. Ainda crianças, viajaram no mesmo navio.

Foi caçula dos 15 filhos do casal de italianos, seus irmãos: Ergene, Joana, Tercila, Thereza, Archângelo, João, Santa, Fioravante, Ernesto, Corinda, Zeferino, Hilário, Bílede, Francelino.

Residindo em Arvorezinha-RS trabalhou nas terras dos Fornari e no frigorífico Buseti Fornari de Borghetto- Anta Gorda.

Com 21 anos alistou-se para servir o exército brasileiro em 1940. Desejava sair de casa. Moço bonito , noivo de Zelinda Debortoli possuía um bócio, precisava ser operado.

Foi aceito em 20 de fevereiro de 1942, no Quinto Regimento de Artilharia Montada “Regimneto Mallet” escolhido por sorteio. O regimento foi extinto e assim  foi transferido para primeira Região Militar em Santa Maria da Boca do Leão- Rio Grande do Sul. O Brasil declarou Guerra ao Eixo em 31 de agosto de 1942 e ele foi para o Front.

Viajou no transatlântico “USS General Mann” em 22 de setembro de 1944. Pertenceu ao 2º Escalão comandado pelo General Cordeiro de  Farias. Desembarcou no porto de Nápoles destruído pela artilharia alemã. Alojaram-se em barracas de Campanha, muito simples  de lonas sem conforto e segurança alguma, fornecidas 5º Exército Americano, comandado pelo general Mark Clark  ao qual a Força Exoedicionária Brasileira pertencia.

No período de 06 de outubro de 1944 até 11 de agosto de 1945, lutou na Itália.

Em terras estrangeiras serviu na Itália no I Grupo de Artilharia  (I/IR.O.AU.R.) de 06 de outubro de 1944 a 11 de agosto de 1945. No Teatro de Operações na Itália era Identificado: Celestino

3 G  66307 – T 44

A-  BRA.

A ordem para avançar veio por telefone, no dia 12 de abril de 1945. Se não encontrassem resistência, o 3º Batalhão do 11º Regimento de Infantaria da FEB deveria seguir para as colinas de Montese, pequena cidade ocupada pelas tropas do exército alemão no norte da Itália. Fortemente armada, a patrulha da FEB formada por 21 homens partiu às 9h e, depois de passar sem resistência por Montaurigula, seguiu para Montese. No caminho, depararam com uma colina alongada, de onde retiraram 82 minas de um campo, e logo encontraram as primeiras posições de defesa. Depois de intensos combates, foram vencendo a resistência alemã e, na noite de 14 de abril, já haviam dominado as encostas a sudoeste da cidade com a ajuda de outros dois pelotões. A capacidade defensiva da infantaria inimiga também estava quebrada, mas a luta entrou madrugada adentro. Apesar da grande quantidade de alemães em Montese, a artilharia das forças da Wermacht descarregou naquela noite cerca de 2 800 tiros.

Atuou no I Grupo de Infantaria quando da tomada de Monte Castelo, grande feito da Segunda Guerra na Itália. A tomada de Monte Castelo se deve a bravura dos soldados brasileiros que era considerado a mais importante fortaleza de toda a Linha Gótica, às seis e meia da tarde o Monte Castelo foi tomado pelos brasileiros. Não foram soldados preparados para a Guerra. Foram trocados pela Siderúrgica de Volta Redonda. Homens, filhos da Pátria, serviram de bom negócio para o desenvolvimento do Brasil. Não receberam ao partirem nem roupas apropriadas para um inverno de até 20º negativos.

Celestino esteve em combate na manhã, ainda sob forte fogo inimigo, os brasileiros finalizaram a tomada da cidade de Montaurigula. Os homens da FEB romperam as linhas alemãs nos últimos contrafortes dos Apeninos, mas a tomada de Montese lhes custou muito caro. Foi a batalha mais sangrenta para nossas tropas desde a Guerra do Paraguai, com um saldo de 426 baixas, entre mortos, feridos e desaparecidos. Duas semanas depois, a guerra na Itália chegaria ao fim. Em homenagem aos brasileiros, Montese construiu o Museu Militar da Força Expedicionária Brasileira, no interior de um castelo do século XII.

Os brasileiros improvisaram um campo cercado, onde foram abrigados, como podiam, os 14.779 alemães e italianos, feitos prisioneiros após a rendição. Dizia Celestino, os alemães esperavam para serem transportados por nós, lhes dávamos todo o nosso cigarro.

Se fazia presente e recordava com emoção, os olhos enchiam de lágrimas quando relatava para os filhos, em 19 de julho de 1944, presidida pelo General Mascarenhas de Morais, Comandante em Chefe da FEB, foi hasteada com indizível patriotismo a Bandeira do Brasil. O Pavilhão Nacional tremulou em terras da Europa, pela primeira vez em nossa Historia. O Verde e o Amarelo, riquezas nacionais contrastaram com a destruição em solo italiano.

Aos ex-combatentes, no retorno ao país, foram impostas restrições, os veteranos não militares (que deram baixa ao retornar) foram proibidos de utilizar em público condecorações ou peças do vestuário expedicionário, enquanto os (veteranos militares) profissionais foram transferidos para regiões de fronteira ou distantes dos grandes centros. O Brasil, com medo e, com falta de civilidade e patriotismo não permitiu que os soldados se organizassem.

Do Rio de Janeiro foram mais do que depressa despachados de trem para os seus Estados de origem. Não receberam nenhum acompanhamento médico, nem psicológico. Divida que o Brasil ainda não resgatou com as famílias dos ex-combatentes. Elas entregaram moços cheios de vida e saúde e receberam muitos mutilados no corpo e todos eles na alma. Celestino Fornari, trazia uma marca de guerra na sobrancelha direita, provocada por um estilhaço de granada alemã, na destruição de uma ponte.

Com carteira de Habilitação em Chofer de Caminhão expedida pela Repartição Central de Polícia – Delegacia de Trânsito e Acidentes em 07 de abril de 1946 trabalhou de empregado nas serrarias puxando toras no mato ou transportando a madeira serrada para Porto Alegre. Sempre foi motorista de profissão trabalhou enquanto teve forças para sustentar e criar os seus 04 filhos: Neri, Nereu Luiz, Jane Magali nascidos no Rio Grande do Sul e Joel Agostinho em Faxinal dos Guedes – Santa Catarina. Casado em Arvorezinha com Eloá Azeredo França Fornari, em 26 de outubro de 1946.

Em Faxinal dos Guedes-SC com os cunhados foi proprietário do Moinho Santo Agostinho de 04 cilindros. Possuíam Terras e nelas construíram um chiqueirão de criação e engorda de suínos. Em outra terra, na parte Sul da cidade de Faxinal dos Guedes, foram proprietários de uma Olaria, produziam telhas e tijolos. Outra atividade econômica exercida pelo grupo foi o fornecimento de Energia Elétrica para município, sendo eles também proprietários da rede de transmissão. Por motivos políticos tiveram os seus bens queimado pelos adversários.

Transferiu-se para o Paraná nos anos 60, procurou uma cidade onde pudesse dar estudo aos filhos.

Com a saúde abalada pelos traumas de Guerra e pelas adversidades vividas, pouco a pouco foi perdendo as forças e o ideal de lutar pela vida.

Faleceu em 17 de julho de 1980 no mesmo dia em que foi assinada a sua aposentadoria Militar, um dos seus grandes sonhos.

Deixou para os filhos o grande legado de ser honesto, amar a Pátria, amar e cuidar da família em qualquer circunstância. Não gostava muito de falar nos tempos da Guerra, acabava sempre chorando. Quando se referia aos soldados alemães lembrava que eles tinham a mesma idade dos soldados brasileiros. E dizia: matava-se para não morrer.

Celestino Fornari, filho de imigrantes italianos lutou na terra de seus pais em favor da democracia no mundo e no Brasil. Tem hoje (2009) 12 netos, apenas uma é mulher: Roque Eduardo, Fernando, Abelaine, Thiago Celestino, Daniel Celestino, André Celestino, Nereu, Felipe, Henrique, Jhonathn e Danilo. As crianças Giovanna, Gabriel, Victória, Gustavo, Pedro Henrique  são os bisnetos. Com orgulho conhecem a historia do Herói de Guerra.  Os filhos, os netos como era a prioridade de Celestino Fornari são diplomados em Ensino Superior, prestam serviço ao Brasil, todos como profissionais bem sucedidos em diferentes áreas das ciências profissionais.

Casado, Eloá Azeredo França em 28 de outubro de 1946

 

Os filhos:

Neri França Fornari Bocchese nascida em 03 de agosto de 1947

Nereu Luiz França Fornari, em 24 de setembro de 1949

Jane Magali França Fornari de Oliveira, em 07 de novembro de 1952

Joel Agostinho França Fornari, em o4 de novembro de 1959

Todos com ensino Superior, bem como os netos.

 

Os genros:

Roque João Bocchese

Neri Queiróz de Oliveira

As noras

Albertina Kuntz Fornari

Celestina MartinelloFrança Fornari

Colaborador: Neri França Fornari Bocchese.


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18 comentários

  1. Neri França Fornari Bocchese /

    Em nome da mossa família agradecemos o carinho com o nooso Pai. Ele merece.
    Só hoje consegui escrever a emoção foi maior que o desejo agradecer.

    Muito obrigada,

    Neri

  2. Matilde França Vargas /

    Oi, Neri !

    Muito linda a história apesar de triste.Eu como afilhada e sobrinha tive a felicidade e fico agradecida eternamente de ter morado um ano com os padrinhos. Ja numa fase mais dificil para ele. Lembro com carinho desta fase.

    Parabéns pelo teu relato , muito importante ficar registrado.

    Um grande abraço da prima Matilde

  3. Vera Lucia Fornari /

    Neri, minha prima! Estou emocionada em ler uma história escrita do tio Celestino. Muitas histórias eu escutei na minha infância, sobre o nosso herói. Elas eram contadas pelo meu nono Archangelo Fornari e os demais tios, irmãos de meu nono. Os relatos descreviam o terror da guerra, o sofrimento dos parentes bem como a festa feita, parece que, por iniciativa do tio Ernesto, para aguardar seu retorno ao seio familiar. Assim, meu imaginârio infantil foi povoado pelos efeitos de uma guerra, que se perpetuou na memória familiar, e era relatado de geração em geração.
    Minha emoção maior é ter me aproximado de ti, dos teus irmãos e da tia Eloá que conviveram com um pai e marido marcado pelos horrores da guerra e um herói brasileiro não reconhecido, até sua morte. Assim, minhas memórias infantis foram reavivadas e transcritas para o real. Grande beijo, Vera

  4. Odete Miotti Fornari /

    Olá prima!!!
    estivemos realmente juntas em SD-SC, foi um grande prazer conhecê-la, apesar de poucos minutos. Quanto ao documentário do Tio Celeste (como meu pai Cergio o chamava), tenho em minha memórias histórias que ele contava com orgulho. O nono Ernesto, tinha verdadeira admiração pelo irmão que foi à guerra (maldita).
    Vou fazer a impressão e enviar para o pai na fazenda.
    Abraços dos Fornari, que estão residindo no Tocantins.
    Parabéns,pela Comenda em Goiânia-GO e, lembrando tenho um irmão que mora naquela cidade e esteve na festa do tia Luiza e do tio Bibi.
    Precisando….. ele estará à disposição….
    Abraços
    Odete

  5. Show de bola o Post. Vou guardar nos meus favoritos.

  6. Roberto Freire /

    Meus parabens, pelo reconhecimento deste heroi brasileiro e de outros tantos que foram esquecidos, realmente foram pessoas admiraveis, aos quais todo o Brasil deve respeito e gratidão.

  7. william haddad /

    FORÇA EXPEDICIONÁRIA BRASILEIRA….
    brasileiros anõnimos que lutaram em campos europeus embora nossas autoridades governamentais nunca terem reconhecido vosso valor eu os guardarei eternamente em meu coração com gratidão pela luta contra o opressor…

    Você sabe de onde eu venho ?
    Venho do morro, do Engenho,
    Das selvas, dos cafezais,
    Da boa terra do coco,
    Da choupana onde um é pouco,
    Dois é bom, três é demais,
    Venho das praias sedosas,
    Das montanhas alterosas,
    Dos pampas, do seringal,
    Das margens crespas dos rios,
    Dos verdes mares bravios
    Da minha terra natal.
    Por mais terras que eu percorra,
    Não permita Deus que eu morra
    Sem que volte para lá;
    Sem que leve por divisa
    Esse “V” que simboliza
    A vitória que virá:
    Nossa vitória final,
    Que é a mira do meu fuzil,
    A ração do meu bornal,
    A água do meu cantil,
    As asas do meu ideal,
    A glória do meu Brasil.

    Eu venho da minha terra,
    Da casa branca da serra
    E do luar do meu sertão;
    Venho da minha Maria
    Cujo nome principia
    Na palma da minha mão,
    Braços mornos de Moema,
    Lábios de mel de Iracema
    Estendidos para mim.
    Ó minha terra querida
    Da Senhora Aparecida
    E do Senhor do Bonfim!

    Por mais terras que eu percorra,
    Não permita Deus que eu morra
    Sem que volte para lá;
    Sem que leve por divisa
    Esse “V” que simboliza
    A vitória que virá:
    Nossa vitória final,
    Que é a mira do meu fuzil,
    A ração do meu bornal,
    A água do meu cantil,
    As asas do meu ideal,
    A glória do meu Brasil.
    Você sabe de onde eu venho ?
    E de uma Pátria que eu tenho
    No bôjo do meu violão;
    Que de viver em meu peito
    Foi até tomando jeito
    De um enorme coração.
    Deixei lá atrás meu terreno,
    Meu limão, meu limoeiro,
    Meu pé de jacaranda,
    Minha casa pequenina
    Lá no alto da colina,
    Onde canta o sabiá.

    Por mais terras que eu percorra,
    Não permita Deus que eu morra
    Sem que volte para lá;
    Sem que leve por divisa
    Esse “V” que simboliza
    A vitória que virá:
    Nossa vitória final,
    Que é a mira do meu fuzil,
    A ração do meu bornal,
    A água do meu cantil,
    As asas do meu ideal,
    A glória do meu Brasil.

    Venho do além desse monte
    Que ainda azula o horizonte,
    Onde o nosso amor nasceu;
    Do rancho que tinha ao lado
    Um coqueiro que, coitado,
    De saudade já morreu.
    Venho do verde mais belo,
    Do mais dourado amarelo,
    Do azul mais cheio de luz,
    Cheio de estrelas prateadas
    Que se ajoelham deslumbradas,
    Fazendo o sinal da Cruz !

    Por mais terras que eu percorra,
    Não permita Deus que eu morra
    Sem que volte para lá;
    Sem que leve por divisa
    Esse “V” que simboliza
    A vitória que virá:
    Nossa vitória final,
    Que é a mira do meu fuzil,
    A ração do meu bornal,
    A água do meu cantil,
    As asas do meu ideal,
    A glória do meu Brasil.

  8. grande mestre, tua história vai longe vozão, em breve em filmes!!!!

  9. Emmerson Spencer /

    Que este honrado brasileiro matador de nazista descanse em paz com a gloria de Deus e que o seu valoroso trabalho dedicado a democracia e a união dos povos livres não seja esquecido.

  10. isalete leal /

    Parabéns Neri França Fornari Bocchese, por deixar registrado no Portal FEB a história de um verdadeiro HERÓI do Brasil. Aqui nossos pais são recompensados com o reconhecimento dos admiradores da FEB.
    Isalete Leal(filha de Veterano da Segunda Guerra Mundial)

  11. Cristiano Garlipp /

    Puxa… Que história emocionante!
    Ele deve ter topado com meu tio-avô,
    Gabriel Pastore, cuja história também está
    aqui publicada. Meu tio contava dos alemães
    prisioneiros, ele era motorista no batalhão
    de engenharia e transportou alguns prisioneiros
    nessa ocasião (rendição da 148) em Montese.
    Ele falava exatamente isso, cessada a batalha,
    o sentimento dos brasileiros em relação aos alemães
    era de pena, misericórdia, empatia… Mas não
    esqueciam que tinham um dever a cumprir!
    Grande abraço a vocês!

  12. Parabéns !

    Lembranças como essa fazem dos fracos,fortes.

    Tenho certeza que essa familia viveu uma grande história.

    Vocês fazem a diferença.

    Beijos para a familia toda .

  13. m. otília /

    querida familia fornari:

    fiquei comovida. min ha mãe é fornari de triunfo/rs. SAIBAM QUE 16/11 DESTE ANO, NESTA CIDADE, PRÓXIMA A P.ALEGRE VAI HAVER O VI ENCONTRO DA FAMILIA FORNARI. HÁ UM BLOGUE ONDE CONSTA O EVENTO. FAÇAM CONTATO COMIGO PELO MEU E-MAIL. VAMOS FESTEJAR E HOMENAGEAR A CELESTINO FORNARI.

    OBRIGADA

  14. Meu falecido pai Izatir A. F. Fornari, filho de Hilário Fornari irmão de Celeste Fornari, sempre contava para nós seus filhos a grande luta da família Fornari quando da sua chegada ao Brasil, tenho muito orgulho das minhas raízes. O documentário e as homenagens são muito mais do que justas. Parabéns a todos que se empenharam para retrata-la.

  15. Carlos Soares /

    ” Santa Maria da Boca do Leão- Rio Grande do Sul”, Santa Maria -RS é conhecido como sendo “Santa Maria da Boca do Monte”.
    Apesar disto, o texto é extremamente interessante e mais uma memória que merece ser lembrada diante ao heroísmo e brilhantismo que foi desenvolvida nos tempos difíceis de guerra.

  16. Cleo Fornari /

    Me junto aos meus estimados parentes, para prestar esta justa homenagem ao nosso Celestino, que muito nos orgulha. com este relato
    mais completo, lembrei-me do meu pai Genoino que comentava o fato seguidamente. Abraço

  17. Luiz Francelino Fornari /

    Bela história… Lembro-me que, quando criança, meu avô Francelino Fornari sempre falava que o “Tio Celeste” havia lutado na guerra. Me alistei e servi ao Exército Brasileiro por causa dele. Aqui em Curitiba ele tem seu nome gravado no Museu do Expedicionário. Muito pouco para que se doou tanto, porém, seu nome e sua galhardia jamais serão esquecidos. Realmente um orgulho.

  18. Maxwel fornare /

    Nossa muito legal saber dos meus antepassados somos fornari aqui da regiao norte do parana… legal saber que teve um heroi na familia .. alguem ai ja ouviu falar de Lindo guido fornare ele era meu avo

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