Anjos de Branco – 2º Tenente Enfermeira Sylvia Pereira Marques

“Os obstáculos existem para ver até onde vai a tua FÉ.”

“É mais fácil a cobra fumar do que o Brasil combater na Segunda Guerra Mundial”

Enquanto os combates se desenrolavam na Europa, esse comentário pejorativo era um dos favoritos das rodas de conversas dos brasileiros.

Infelizmente, para muitos, a cobra fumou.

O Brasil iria para Guerra.

E não se faz guerra sem soldado.

Então, veio à convocação e com ela muitos fugiram, fingiram, compraram favores, forjaram laudos de inaptidão médica, deserdaram e usaram imoralmente muitos outros subterfúgios que garantissem a liberdade da incorporação.

Nesse cenário, um pequeno grupo se destacaria.

73 corajosas mulheres se alistaram.

– Um absurdo! Impossível! Credo! Que horror! Guerra é coisa de homem! O mundo deve mesmo estar acabando! Pelo Amor de Deus, façam alguma coisa para impedir essa insensatez!

Estas e outras frases vazias surtiram o efeito contrário. O apelo, com explicita conotação machista, serviu de chama para acender ainda mais a vontade de transpor os obstáculos que surgiam para cada uma daquelas valentes enfermeiras.

SYLVIA PEREIRA MARQUES acreditou na nobre missão que a Força Expedicionária Brasileira havia lhe atribuído. A carioca filha de Delfina Palença Marques e Alberto Pereira Marques embarcou rumo a Nápoles no dia 30 de agosto de 1944. Seu objetivo: dispor os conhecimentos adquiridos no Curso de Voluntária Socorrista e no Curso de Enfermagem Samaritana e se qualificou no Curso de Emergência de Enfermeiras da Reserva do Exército (CEERE).

Chegando ao front prestou relevantes serviços nos seguintes Hospitais de Sangue Norte-Americanos:  38th Evacuation Hospital, em Cecina (Santa Luce), Florença e Pisa; 24th General Hospital, em Marzabotto e Parólla; 16th Evacuation Hospital, em Pistóia e 15th Evacuation Hospital, em Corvela. Foi classificada nas enfermarias de cirurgia.

Sylvia Pereira Marques, regressou da Itália em 11 de junho de 1945, sendo, já em solo brasileiro, agraciada pelo Exército com a Medalha de Guerra e a Medalha de Campanha. A heroína ainda prestou serviço no Hospital Militar de Curitiba até o final de sua carreira.

A lição deixada:

“Os obstáculos existem para ver até onde vai a tua FÉ.”

 

 

Fonte:

VALADARES, Altamira Pereira. Álbum Biográfico das Febianas. Batatais – SP: Centro de Documentação Histórica do Brasil. 1976. 116p.

 

Nota do Autor: caso algum leitor tenha alguma foto da enfermeira Helena Ramos, favor enviar para que possamos publica-la no site. A foto acima foi à única que conseguimos.

Colaborador:  Vanderley Santos Vieira, é Jornalista, especialista em Comunicação, Oficial R2 (Infantaria) do Exército Brasileiro, Tecnólogo em Administração de Empresas, Escritor, Pós-graduado em Planejamento Estratégico e possui o Curso de Política e Estratégia da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra. Atualmente desempenha a função de Gerente em uma Multinacional, instrutor, Voluntário da Defesa Civil de Campo Grande – MS e Sócio Especial da ANVFEB/MS.

Possui as seguintes honrarias: Medalhas: de Serviço Amazônico; Mérito da Força Expedicionária Brasileira; Marechal Machado Lopes; Medalha Cruz da Paz; Marechal Cordeiro de Farias; Mérito da Força Expedicionária Brasileira da Câmara dos Vereadores de Campo Grande – MS; Mérito Legislativo de Campo Grande; Mérito Rondon – Academia de Estudo de Assuntos Históricos – MS e Distinção Emblema de Oro – Instituto Técnico “Promoción Profesional Del Ejército” Bolívia.


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