Anjos de Branco – 2º Tenente Enfermeira Edith Fanha

Há exatos 74 anos a Alemanha Nazista invadia a Polônia.

O motivo: reaver os territórios alemães perdidos ao final da Primeira Guerra Mundial.

O objetivo secundário: dar início ao plano de estabelecer uma “nova ordem” na Europa, baseada no princípio da superioridade germânica.

O desejo do Führer causou um evento conhecido na história como a Segunda Guerra Mundial.

O conflito tinha dois lados bem definidos: as forças do Eixo – liderados pela Alemanha, a Itália e o Japão. Do outro lado estavam os Aliados compostos pelo Império Britânico, União Soviética e os Estados Unidos.

Durante seis anos, o conflito provocou a morte de mais de 50 milhões de pessoas e um incontável número de feridos. E exatamente aqui que entra em cena nossa personagem. O Brasil tomou partido dos Aliados. Criou-se a Força Expedicionária Brasileira cujo efetivo era de mais de 25 mil combatentes prontos para o combate. Entre eles, a Curitibana, nascida em 19 de junho de 1917, EDITH FANHA.

A convocação para o front veio por meio da SAE/Portaria nº 7.018 de 09 de agosto de 1944. No dia 18 de agosto de 1944, ela se apresentou ao Quartel General da 5ª Região Militar. A decisão mudaria para sempre sua vida. Em 19 de outubro de 1944 partiu, no 14º Grupo, embarcada numa aeronave que rumo à Nápoles.

Não demorou muito Edith desembarcava no território Europeu para fazer parte de um conflito que envolveu 72 nações. Seus pais, Jeronimo Fanha e Benedita de Freitas Fanha, sentiam um duplo sentimento de satisfação e medo. Eles sabiam que a filha tinha a competência para exercer sua missão afinal, os ensinamentos do Curso de Voluntária Socorrista da Cruz Vermelha Brasileira e Curso de Emergência de Enfermeiras da Reserva do Exército (CEERE) complementariam a experiência que já possuía.

Edith serviu no 45th General Hospital, em Nápoles e 300th General Hospital. Fez jus, em duas oportunidades ao “Agradecimento e Louvor” do Tenente Coronel Médico Dr. Augusto Sette Ramalho que, ao deixar a Chefia da Secção, assim se expressou:

“As enfermeiras brasileiras que serviram sob minha direção, agradeço a dedicação e carinho para com os nossos doentes e doentes americanos, que no exercício de suas funções se mostraram inexcedíveis, dando um belo exemplo de quanto vale a mulher brasileira nas horas em que mais se lhe exige todo o esforço e patriotismo”. (Bol. Int. nº 1 da S.BH. – Nápoles).

 

“A enfermeira EDITH FANHA, foi fruto de sua própria vontade férrea de vencer na luta. Enfrentou todas as dificuldades e de língua, captou amizades, trabalhou e terminou se impondo aos que as cercam pelas suas qualidades de caráter e força de vontade. Louvo-a por tudo isso, concitando-a a que continue na sua invariável linha de conduta”. (Bol. Int. nº 99 da S.BH. – Nápoles).

Terminada sua missão, Edith regressou em 15 de junho de 1945, com o 6º Grupo – via aérea. A notícia veio como um verdadeiro bálsamo na angústia da espera. Amigos e parentes não esconderam a alegria ao vê-la desembarcar no Brasil. Na bagagem uma porção de histórias da guerra que o mundo jamais esqueceria. As Forças Armadas e a CVB reconheceram a importância da tarefa que a enfermeira executara no front. A lealdade, a responsabilidade, a dedicação, a lealdade, a vontade de bem cumprir seu dever trouxe para o peito de seu belo uniforme as Medalhas de Guerra e Campanha e CVB de ouro.

Edith deixou uma bela lição. Haja o que houver faça o que tem de ser feito. O medo, o receio, a apreensão sempre lutam para demover a vontade de realizar nossos objetivos. Transformar esses sentimentos em ação positiva é um dom que poucos cultuam. Quando se apresentou como voluntária a Enfermeira não pensou em glórias, mas sim no bem que poderia proporcionar ao próximo. Sua atitude transformou-a numa heroína da Força Expedicionária Brasileira.

E você o que tem feito?

 

Fonte de consulta e apoio:

VALADARES, Altamira Pereira. Álbum Biográfico das Febianas. Batatais – SP: Centro de Documentação Histórica do Brasil. 1976. 116p.

 

Colaboradora: Maria do Socorro Sampaio M. de Barros. Filha da Cap Enf. da FEB ARACY ARNAUD SAMPAIO.

É Psicóloga, membro da Academia de História Militar Terrestre do Brasil – DF ( AHIMTB ), Coordenadora de Ação Social UNIPAZ-DF, membro da Ordem Franciscana Secular ( OFS ).

 

Colaborador:  Vanderley Santos Vieira, é Jornalista, especialista em Comunicação, Oficial R2 (Infantaria) do Exército Brasileiro, Tecnólogo em Administração de Empresas, Escritor, Pós-graduado em Planejamento Estratégico e possui o Curso de Política e Estratégia da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra. Atualmente desempenha a função de Gerente em uma Multinacional, Voluntário da Defesa Civil de Campo Grande – MS e Sócio Especial da ANVFEB/MS.

Possui as seguintes honrarias: Medalhas: de Serviço Amazônico; Mérito da Força Expedicionária Brasileira; Marechal Machado Lopes; Medalha Cruz da Paz; Marechal Cordeiro de Farias; Mérito da Força Expedicionária Brasileira da Câmara dos Vereadores de Campo Grande – MS; Mérito Legislativo de Campo Grande e Mérito Rondon – Academia de Estudo de Assuntos Históricos – MS.


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