O único Marechal amazonense

Ribas JuniorPor Adriel França autor do projeto “Guerreiros do Amazonas

Poucos foram os amazonenses que alcançaram as mais altas patentes das forças armadas. Emílio Rodrigues Ribas Júnior conseguiu o feito de tornar-se Marechal do Exército Brasileiro, em 1963. Pouco tempo depois, com a reforma estrutural do Exército, o Brasil só teria Marechais em caso de guerra.

Ribas Júnior nasceu em Manaus, em 7 de janeiro de 1897, filho de Emílio Rodrigues Ribas, parente de Emílio Ribas, o mesmo que dá nome ao hospital no Rio de Janeiro.

Mudando-se para o Rio, assentou Praça na escola Militar do Realengo aos 19 anos, em abril de 1916, saindo como Aspirante a Oficial em Dezembro de 1918. Promovido para segundo-tenente em 1919, permaneceu na Escola Militar até janeiro de 1920, onde seguiu, em março, para comandar algumas baterias do 11º Regimento de Artilharia Montada, ainda no Rio.

Depois comandou as baterias do 8° RAM de Pouso Alegre, permanecendo ali até 1922. Após receber alguns comandos e designações, foi promovido a Capitão, em 1925, ingressando na Escola de Estado Maior do Exército, em 1926. Em 1934 foi designado Oficial de Gabinete do Ministro da Guerra, general Góes Monteiro. Após deixar o gabinete do Estado-Maior em 1938, tornou-se adido militar na embaixada do Brasil, em Buenos Aires.

Comandou o 2º Regimento de Artilharia Mista, em São Leopoldo, em 1941, até a entrada do Brasil na Segunda Guerra, em 1944.

Comandou algumas seções militares em São Paulo. Foi promovido a Coronel, em maio de 1943, deixando o São Paulo e transferido para Natal, afim de incomodar Artilharia Divisionária/14 (AD/14), ponto estratégico de defesa do continente durante o conflito Mundial.

Ribas Júnior ainda viajou para os Estados Unidos, onde permaneceu de julho a outubro de 1943 no Fort Sill, afim de fazer aperfeiçoamento de suas táticas militares. No seu retorno ao Brasil, reassume o comando da guarnição de Natal e também passou a acumular o posto de comandante substituto da 14ª Divisão de Infantaria em João Pessoa. Deixando o comando da guarnição, em janeiro de 44, 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária, que ficou conhecida como Força Expedicionária Brasileira.

Durante toda a campanha na Itália, Ribas Júnior comandou Estado Maior da Artilharia Divisionária.

De volta ao Brasil, obteve outros comandos, tais como da Segunda Divisão de Cavalaria em Uruguaiana, em 1949, já na patente de General de Brigada.

Foi designado Diretor de Armas do Exército, em abril de 1951.

Nesse mesmo ano foi promovido em dezembro, a General de Divisão.

Assumiu o comando do IV Exército, sediado em Recife, em fevereiro de 1960, ficando até abril de 61. Tornou-se então Chefe do Estado Maior do Exército.

Em fevereiro de 1963, Ribas Júnior foi promovido a Marechal e passou para reserva. Chegou a ser Interventor Federal de Goiás por um ano. Morreu no Rio de Janeiro, em 17 de maio de 1973, sendo, até então, o único amazonense a ter chegado ao posto de Marechal.

Ribas Junior 2Na foto, ele está em pé, no centro, durante a Segunda Guerra.

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