27 de Janeiro – Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto

Dia da ONU In Mem HolocInstituído pela Assembleia Geral da ONU em 01 de Novembro de 2005

Era um dia de inverno em 27 de janeiro de 1945. Blindados do Exército Vermelho derrubam os portões do campo da morte, libertando Auschwitz-Birkenau, na Polônia sofrida e gelada. Um dos povos mais cultos da Europa permitiu que bandos de criminosos sádicos e sanguinários praticassem tamanhas atrocidades, durante anos a fio.

Era a Shoá – palavra hebraica que passou a designar a tragédia do Holocausto, que se abateu sobre o povo de Israel. Assassinos cruéis de pais e filhos, mães, avós, irmãos e inocentes.  Que essa história de martírio e heroísmo jamais seja esquecida.

Os 6 milhões de judeus que tombaram pelo Santificado Nome clamam em silêncio pela Eternidade. Não à intolerância, onde quer que se manifeste, não a novos genocídios, contra outros inocentes, em qualquer lugar.  Após 11 anos trágicos para a Humanidade, o pretenso Reich milenar foi esmagado pelas tropas Aliadas, onde combateram 1,5 milhão de soldados judeus, inclusive do nosso Brasil.

Unindo-se às Nações Aliadas que derrotaram o nazi-fascismo, o Brasil contribuiu para terminar a guerra. Foi um basta ao terrível Holocausto na Europa em chamas, multiplicando o preceito expresso no Talmud: Quem salva uma vida … salva toda Humanidade.

A epópeia das forças brasileiras de terra, mar e ar está inscrita em letras de ouro na História Militar, único pais latino-americano que enviou tropas para a 2ª. Guerra Mundial.  25 mil soldados da FEB, 80 enfermeiras, 500 homens da Força Aérea, 48 aviões, milhares de marinheiros em dezenas de navios cruzaram o oceano para combater o nazi-fascismo.  500 bravos repousam no Monumento aos Pracinhas,  aqueles que não voltaram, ingressando na Vida Eterna pelo Portal do Paraiso.

Lembramos também do sofrimento dos povos amigos, que lutaram ombro-a-ombro. Dos que deixaram suas vidas no campo de batalha, nas infames câmaras de gás da Europa ocupada, nas terras geladas da Rússia, nas areias do Norte da África, nos céus e nos mares, nas prisões da Gestapo.

Lembraremos eternamente da resistência judaica,  no Gueto de Varsóvia,  em Treblinka,  Sobibor,  e muitos outros lugares onde se defrontaram com seu destino.  Apesar de tudo, a vitória final.  Assim como as legiões romanas, das SS restaram apenas objetos nos museus.  Mas o tempo passou, e o Mundo não aprendeu as lições da História.  Lamentavelmente, em nossos dias ainda se faz necessário combater a intolerância, o neo-nazismo, e os negadores do Holocausto.

Voltamos os pensamentos para o porvir da nossa Pátria.  Que sigamos adiante, inspirados nos exemplos dos nossos heróis, que um dia lutaram pela liberdade e democracia,  Brasil – Pais do Futuro – é a profecia de Stefan Zweig se realizando.  Que o Eterno nos permita alcançar, ainda em nossos dias, uma sociedade mais justa,  uma era de pacificação e de união nacional, para maior grandeza do Brasil.

Israel Blajberg


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1 comentário

  1. Maria do Socorro Sampaio /

    Prof Israel agradecemos como sempre seu pontual registro do trágico e criminoso Holocausto que vitimou os judeus. O negacionismo tambem
    consideramos como mais um crime contra esse povo.
    No desejo de dias de PAZ!

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