Veterano Sebastião Cuco

Sebastião Cuco (1920 – 1997), nasceu em Taquaritinga/SP. Inicialmente trabalhou na roça, depois como marceneiro, e mais tarde como jardineiro na Faculdade Medicina em São Paulo (funcionário público). Ex-combatente da Segunda Guerra Mundial, serviu o Exercito em Ponta Grossa-PR e foi convocado para Força Expedicionária Brasileira na Campanha da Itália.

Partiu do Rio de Janeiro, em 22 de setembro de 1944, no Segundo Escalão. Participou da conquista de Monte Castelo na Itália.

Foi casado com Guilhermina Vieira Cuco, com a qual teve onze filhos.

Sebastião Cuco faleceu em 23/06/1997, em Osasco/SP, com 77 anos anos de idade, vítima de parada cardiaca causada por obstrução das veias do coração.

Aos 81 anos, Dona Guilhermina Cuco lançou o livro “Minha Vida com um Pracinha da FEB”. A história, que não pertence apenas ao pracinha, transformaria-se em um divisor na vida da escritora Guilhermina Vieira Cuco. O livro é a primeira obra literária de Dona Guigui, que apesar do gosto inerente pela escrita, aventurou-se na composição da obra apenas em 2009, aos 81 anos de idade. Apesar da estreia peculiar no universo da literatura, a autora é conhecida em Osasco como contadora de histórias, tendo aquelas que dividiu ao lado do marido registradas no romance autobiográfico.

Desde muito jovem, Guilhermina escrevia suas impressões do mundo. Da lousa do primário, foi incentivada pelos professores a investir no talento. Observava detalhes do cotidiano e reescrevia à sua maneira. Aos poucos, o passatempo se tornou um transporte para revisitar a memória, quando reconstruía lembranças através do ordenamento do tempo. O exercício foi notado pelas professoras da Faculdade da Terceira Idade da Fundação Instituto Tecnológico de Osasco (FITO), na qual ficou matriculada durante oito anos – apenas por gosto, desde os 73 anos, após falecimento do marido.

Mais uma vez, a escrita transformou-se, saiu do papel e passou para a fala, através de experiências em programas da rádio dos quais participou na faculdade. As entrevistas tornaram Guilhermina um reduto de contos, trazendo ao público, inclusive, sua infância na colônia no Paraná, onde o sogro tinha uma serralheria, quando dividiu sua casa com a dupla de sertanejos Chitãozinho, chamado por ela de Tiãozinho, e Xororó, hoje, afilhados de cunhadas suas, como conta à reportagem do Página Zero em um bate-papo na redação do jornal. “Uma cunhada batizou o Xororó e a outra o Tiãozinho”, explicou.

Recordação de uma patrulha feita na Italia. 12/05/45
     Lopes de Minas Gerais, Mamede de São Paulo, Sebastião Cuco do Paraná.
     Santos de Alagoas, Bertoldo de Pernambuco, Adão do  Paraná.

A proximidade com a palavra a impulsionou a organizar os escritos e montar um livro de memórias, no qual fala do cotidiano ao lado de um ex-combatente, questiona o desamparo que alega ter sofrido pelo Estado, após o retorno do marido da guerra, traça um diálogo com a sociedade da época, incluindo sua vida no campo e seu parentesco com os cantores da música caipira, e, sem que perceba, aprofunda no tema superação.

Sebastião e amigo em momento de descontração na Italia.

Colaboração: Guilhermina Cuco

Texto: Guilhermina Cuco e Jornal Página Zero

Acesse o blog “Vó Guigui Versos”


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2 comentários

  1. Guilhermina Vieira Cuco /

    Eu Guilhermina quero fazer uma correção neste texto:
    Não tenho parentesco com a dupla sertaneja. Apenas seu Mário trabalhou na época na serraria dos Cuco. Foi mal entendido pelo Jornal Página Zero.

  2. Lourdes Naime /

    Li o livro Minha Vida com um Pracinha e gostei muito Sebastião Cuco era primo de meu pai.

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