Tiro, Guerra e Mito: A História de um Barreirense na Segunda Guerra

4º BEC CELEBRA DIA DA VITÓRIA COM FORMATURA EM PRAÇA PÚBLICA, E LANÇAMENTO DA BIOGRAFIA SOBRE O ÚNICO EX-COMBATENTE HOMEM NA CÂMARA MUNICIPAL DE VEREADORES DE BARREIRAS

 No dia 08 de maio de 2015 a humanidade esteve em festa! Comemorou-se 70 anos do fim da Segunda Guerra Mundial, o conflito mais violento da história. O que muitos desconhecem é que essa guerra teve a participação direta do Brasil, o único país da América do Sul a enviar tropas para combater em terreno euroupeu. E menos ainda sabem que um cidadão dos confins da Bahia lutou em sua linha-de-frente.

Todas as Forças Armadas programaram uma série de celebrações para que o ano não passasse em branco, e no 4º Batalhão de Engenharia de Construção (4º BEC), situado em Barreiras-BA e único quartel do Oeste Baiano, não foi diferente, tendo em vista que a cidade ainda é prestigiada com a presença de Eurypedes Lacerda Pamplona, o único barreirense HOMEM a lutar na Grande Guerra.

Diga-se homem, pois a cidade também foi o berço de Aracy Arnaud Sampaio, que além de descendente do patrono da Arma de Infantaria, foi uma das 73 enfermeiras brasileiras a atuar como enfermeira das tropas Aliadas. Infelizmente, Aracy faleceu em setembro de 2008, mas foi representada pela sua filha primogênita, Socorro Sampaio, que veio de Brasília-DF apenas para participar dos eventos.

As festividades começaram logo pela manhã, em uma formatura na Praça Landulfo Alves, com a presença da população, alunos da Escola Alexandre Leal Costa e várias autoridades.

Na oportunidade, o 4º BEC realizou o canto da Canção do Expedicionário, e recebeu solenemente de Socorro Sampaio a Medalha de Guerra da sua mãe, Aracy Sampaio, para compor o museu da Unidade Militar. Em contrapartida, o quartel realizou a entrega de diplomas assinados pelo General Villas Bôas, Comandante do Exército, em reconhecimento aos relevantes serviços prestados às comemorações alusivas aos 70 anos da Força Expedicionária Brasileira às seguintes personalidades: Prefeito Antônio Henrique; Vereador Carlos Tito (Presidente da Câmara); Vereador Otoniel; Vereador Digão Sá; Vereadora Dra. Graça; Major Uzêda (Comandante do 10º BPM-BA); Tenente Pinheiro (autor da biografia); Eurypedes Pamplona (ex-combatente barreirense); Socorro Sampaio; Marcelo Feitosa (Comandante da Guarda Municipal); e Eliege Souza (Diretora da Escola Estadual Duque de Caxias).

Logo após o Coronel Negrão, Comandante do 4º BEC, e o Prefeito Antônio Henrique proferirem seus discursos, a tropa desfilou pelo sítio histórico da cidade. O ex-combatente Eurypedes Pamplona também participou do desfile em uma viatura Marruá, sendo ovacionado pelo público presente.

Durante a noite, também ocorreu uma sessão solene para celebrar a data na Câmara Municipal de Vereadores de Barreiras. Compuseram a mesa de honra o Vereador Carlos Tito; Vereador Otoniel; Vereadora Dra. Graça; Vereador Digão Sá; Coronel Negrão; Tenente Pinheiro; Eurypedes Pamplona; Socorro Sampaio; a renomada historiadora Ignez Pitta; e o Prof. Rafael Sancho, coordenador do curso de História da UFOB. Na platéia, vários alunos da instituição, militares, vereadores, autoridades e demais convidados, dentre os quais a outra filha da expedicionária, também de nome Aracy Sampaio.

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Durante a sessão, Eurypedes Pamplona e Aracy Sampaio (representada pela filha primogênita) foram agraciados com um Diploma de Honra ao Mérito, assinados pelo Presidente da Câmara e pelo Comandante do 4º BEC. Ao final, ocorreu o lançamento do livro TIRO, GUERRA E MITO: A HISTÓRIA DE UM BARREIRENSE NA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL, com autógrafos do autor, o 1º Tenente Pinheiro, e do herói Eurypedes Pamplona, o biografado e principal estrela da noite, sendo assediado por vários fãs que contemplaram o fato de estarem diante de uma ‘’história-viva’’.

A trajetória do Cabo Pamplona choca pela sua simplicidade, provando que vidas extraordinárias não são prerrogativas de personalidades ilustres: nascido mulato, pobre, e o quinto dos sete filhos do guarda-fios de telégrafo com uma dona de casa, o jovem parou os estudos no primário, trabalhou como alfaiate e barbeiro, e com 18 anos incompletos foi servir no (hoje extinto) Tiro de Guerra 128, sendo pouco depois convocado para a guerra. O ex-cabo nunca teve posses ou poder político, e estava longe de ser o melhor combatente. Hoje, o aposentado simboliza os tantos jovens humildes que durante meses viveram a experiência da guerra em busca de um mundo melhor. É uma história que futuramente pode ser a de qualquer cidadão comum da nossa cidade, especialmente das centenas de soldados incorporados e exonerados anualmente no 4º BEC.

Acesse de graça o PDF da obra clicando AQUI

Ao contrário das especulações sobre esta obra, o livro é extremamente acessível. Foram produzidas mais de duas mil e duzentas cópias. Cerca de mil e quatrocentos restantes ainda devem ser entregues para instituições filiadas a FEB, militares do 4º BEC, quartéis, escolas e faculdades. As cópias foram fruto do auxílio de vários patrocinadores, e o autor, se importando apenas em divulgar a história e ver a felicidade do Cabo Pamplona, não está cobrando absolutamente nada pelo livro.

Os interessados poderão adquirir o livro com o 1º Tenente Pinheiro pelo e-mail: joaopinheiro.1990@hotmail.com


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1 comentário

  1. Parabéns pela obra!
    “Conspira contra sua propia grandeza,o povo que nao cultiva deus feitos heroicos”

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