SOAMAR-RIO Presente nos 96 Anos da Aviação Naval

Manhã chuvosa em São Pedro da Aldeia.  Logo o tempo firmou, afinal  a cidade leva o nome do santo. Ao longo das águas mansas da lagoa, quem passa veloz pela estrada mal se dá conta estar diante de um sitio tão impregnado de historia, herdeiro das ricas tradições da Aviação Naval.

A van da comitiva SOMAR-RIO aproxima-se do hangar. Logo estamos no palanque diante da pista de decolagem. O céu azul e o gramado à nossa frente. Espaços amplos, estamos em casa, ares amigos, junto as Velhas Águias, Velhos Marinheiros.

Desembarcamos, cumprimentos, amigos, o cerimonial dos apitos entrecortando as saudações. Abraços apertados, aqui estamos. O Grande Arquiteto do Universo mais uma vez permitiu que compartilhássemos destes momentos.

Tropa formada no pátio. O mesmo de onde partiram tantas aeronaves em incontáveis missões, qualquer tempo, qualquer destino, não importa.  Determinada, a Marinha soube novamente adquirir asas, nos primórdios da Aviação Naval, depois transferidas para o nascente Ministério da Aeronáutica.

Marinheiros formados junto as aeronaves, é dada a ordem de preparar para o desfile. Decolam helicópteros de vários tipos e capacidades, suspensos no ar como se fossem gigantescos beija-flores, uma das máquinas carregando a Bandeira Nacional, enquanto a Banda rompe a marcha com os vibrantes acordes do Cisne Branco, tantas vezes ouvido, a cada vez com renovada emoção. Logo o vento da lagoa nos traz um aroma peculiar de óleo e graxa.

Sob os toldos, antigos marinheiros recordam a época em que eles mesmos estavam ali do outro lado, no grupamento que desfila em continência as autoridades, ou nos assentos das aeronaves que realizam o sobrevôo, levando nos uniformes a insígnia das asas douradas sobre a âncora.

Tantas vezes o fizeram, a preocupação com o alinhamento, a cadência certa. A orientação dos veteranos aos novatos que chegavam da Ground School, ensinando-os pacientemente como tirar a aeronave do solo. Um dia os veteranos presentes também marcharam assim. Eram jovens tenentes, jovens sargentos, jovens marinheiros e fuzileiros. O tempo passou mas o entusiasmo e a vibração permanecem,  fazendo disparar os corações.

O Pavilhão Nacional abre o desfile. O verde-amarelo da bandeira flutuando de plano embalada pelo vento ligeiro, sobre o fundo branco dos uniformes em profusão.   Fileiras sucessivas, à frente de cada grupamento as flâmulas de cada OM. A marcialidade da tropa impressiona, na alvura dos uniformes. Prontos e a postos se um dia for preciso. Profissionais, homens e mulheres altamente treinados.

O desfile vai terminando. Vamos para a confraternização no Hangar. O tempo passa mais depressa do que gostaríamos. Logo chega a hora de retornar.  Novos abraços, últimos momentos contemplativos das fisionomias conhecidas dos velhos camaradas.  O retorno pela Via Lagos nos faz refletir neste quase 1 século da Aviação Naval. Tudo mudou, novas conjunturas, novos contornos geopolíticos, novos equipamentos e armamentos. Mas as mudanças foram apenas estratégicas, os ideais permanecem os mesmos.

Viva a Força Aero Naval !!!
Viva a Marinha !!!
VIVA O BRASIL !!!

Israel Blajberg

iblaj@telecom.uff.br


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2 comentários

  1. maria delair studart /

    Obrigado por nao me aceitarem mais como socia dos amigos da,,Marinha mas ela continuara sempre no meu coraçao e minha eterna gratidao ao Alte Castro Leal ao Alte Frade e mau querido amigo Julio de Moura Neto meu amor eterno a suas esposas amigas
    maria Delair Studart

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