Sargento Manuel Chagas – Um heroi amazonense

sargento chagasO Amazonas enviou para a Itália cerca de 100 pracinhas dos quais dois morreram em ação: o Tenente aviador Waldir Paulino de Melo e o Sargento Manuel Chagas.  Hoje iremos conhecer mais sobre o Sargento Chagas.

Manuel Freitas Chagas nasceu em Manaus no dia 2 de Outubro de 1920. Era filho de Francisco André Chagas e Raimunda Nascimento Chagas.  Ele teve uma única irmã, chamada Regina, que era mais nova do que ele.

Ainda crianças Chagas e Regina ficaram órfãos dos pais. A irmã foi morar e trabalhar no Hospital Santa Casa de Misericórdia e ele foi morar com parentes na avenida Joaquim Nabuco (Vila Pedrosa, no Centro de Manaus).

Quando completou 17 anos resolveu alistar-se, como voluntário, num navio da escola Militar que havia aportado em Manaus. Foi então ele servir no Rio de Janeiro e prometendo à irmã que voltaria para levá-la, assim que suas condições melhorassem .

Já no Rio, quando estava para dar baixa no Exército, quebrou uma arma e foi obrigado a permanecer mais tempo servindo. Chagas foi convocado para a guerra, tendo embarcado para a Itália no dia 23 de novembro de 1944, no segundo escalão da FEB.

No front, o cabo Manuel Chagas mostrou frieza e coragem debaixo de fogo inimigo no cumprimento de seu dever.

Certo dia, Chagas avançou sozinho sobre um terreno montanhoso, encontrou um ninho inimigo de posição vantajosa e organizou uma emboscada, conseguindo ele assaltar a posição inimiga, fazendo dois alemães prisioneiros. Apesar das investidas e tentativas de socorro aos alemães, Chagas trouxe os prisioneiros às linhas da FEB, debaixo de pesado fogo de fuzis e armas automáticas.

Devido a esse feito de bravura do amazonense, foram obtidas muitas informações sobre as posições alemãs.

Na manhã  de 13 de abril de 1945, em Castel D’aiano, o agora promovido sargento Chagas saiu junto com uma patrulha de reconhecimento rumo ao Monte D’Aiano. Afoito, afastou-se da patrulha e descobriu um ninho de metralhadoras nazistas. Imediatamente voltou à seu grupo, informando ao seu comandante, que liderou o grupo em direção do inimigo e surpreendendo os soldados alemães.

No dia seguinte, ainda com a mesma patrulha de reconhecimento, Chagas avistou uma casa abandonada e não titubeou em aproximar-se. Desavisados, dois alemães saíram da casa e foram metralhados por ele. Foi então que o destino fechou-se para o amazonense, talvez empolgado por sua ação, penetrou na casa ocupada por três alemães que fuzilaram-no com suas metralhadoras.

Chagas tombou ali mesmo morto. Quando o resto da patrulha chegou ao local, era tarde demais. Monte D’Aiano cairia em seguida em mãos brasileiras, com a rendição dos soldados alemães.

Chagas foi sepultado no Cemitério Militar Brasileiro de Pistóia, na Itália. Porém, anos depois, seus restos sairiam dali, transladado junto com outros herois, no Monumento aos Mortos da Segunda Guerra, no Rio de Janeiro.

Em Manaus, sua irmã Regina receberia a notícia da morte de Chagas através de um vizinho que ouvira no rádio o nome dele incluído na lista dos mortos. Dias depois ela receberia o comunicado oficial de um emissário do Ministério da Guerra.

Chagas enviava constantemente cartas para a irmã onde as palavras demonstravam uma quase certeza que não retornaria com vida.

Foi descrito por seus superiores como um soldado ousado e que agia com bravura no campo de batalha.

Recebeu várias condecorações, após sua morte ,pelo reconhecimento de sua bravura e serviço prestado ao país como a Cruz de Combate de Primeira Classe, a Medalha “Sangue do Brasil “e condecorado também pelo 5 exército Norte -Americano com a Medalha Bronze Star.

Infelizmente não existe hoje em Manaus nenhuma rua,praça, escola ou monumento em sua homenagem.

Fontes: Revista Amazônia Nossa e Professor Gaspar Vieira Neto.


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1 comentário

  1. Cristkiane Rodrigues Ribeiro /

    Resido em Londrina, no Paraná. Minha rua chama-se Sargento Chagas, e talvez seja uma singela homenagem a este herói amazonense.

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