Rondon – O Marechal da Selva

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Por Israel Blajberg
 
Rondon foi um ícone da integração nacional. Explorador da Amazônia, incomparável indigenista, soldado exemplar e severo, cioso da honra militar. Contemplando antigos retratos, o porte altivo e fisionomia serena não deixam duvidas quanto à origem, ele que herdou generoso sangue indígena, nascendo em 5 de maio de 1865, dia que seria eternizado como o Dia Nacional das Comunicações e da Arma de Comunicações do EB.
 
Ao completar 90 anos, o Congresso o promoveu a Marechal e, em 1956, o Território Federal do Guaporé se tornou Rondônia.
Visionário, iniciou, na imensa e desconhecida região, o lançamento de linhas, com um duplo objetivo estratégico: apoiar o desenvolvimento da Amazônia, unindo-a ao Sul do país, e prover facilidades para o Exército, deslocando-se ao longo de povoados e fortificações, manter comunicação com o QG distante.
 
Em 1913, atingido por flecha envenenada Nhambiqwara, é salvo pela bandoleira de couro atravessada sobre o peito, quando transmite a seus soldados a ordem desassombrada, vinda do recôndito da alma indígena, comando jamais registrado na História Militar, determinando “Morrer se necessário for! Matar nunca!”
 
Aos 54 anos, foi elevado ao generalato e nomeado, em 1919, Diretor de Engenharia, pelo Ministro da Guerra Pandiá Calógeras.
Implantou modernos quartéis pelo Brasil, como o atual 1°BPE, construído para sediar a ECEME, a EsAO, a antiga Escola de Veterinária em São Cristóvão e o atual Museu Militar Conde de Linhares, antigo CPOR. Em 1921, estagia junto à Missão Militar Francesa, com o General Gamelin, herói da 1ª Guerra Mundial. Em 1924, pacifica o Paraná e Santa Catarina. Na principal batalha, em Catanduva, os revolucionários do Capitão Nelson de Melo foram cercados e aprisionados. Rondon cuidou de enviar Nelson de Melo e seus homens por caminhos discretos, de modo que não fossem desacatados ou humilhados.
 
Várias vezes indicado para o Nobel da Paz, inclusive por Einstein, quando visitou o Rio, em 1925, a convite da Academia de Ciências, Politécnica e Clube de Engenharia.
 
Ao partir, o físico alemão enviou um telegrama ao Comitê Nobel, sugerindo o nome de Rondon para o Prêmio Nobel da Paz. A honraria também foi proposta por JK que o visitou em sua residência, na Av Copacabana, em 1º de novembro de 1956.
 
Rondon é um nome que os brasileiros pronunciam com orgulho, figura que dignifica a nacionalidade, ícone a servir de paradigma nos tempos que correm.
 
O Brasil soube reconhecer a sua obra. De Norte a Sul, é comum encontrar ruas e escolas com o nome do Marechal. Estradas, aeroportos, universidades, turmas de formação civis e militares, parques, hospitais, contam-se aos milhares as homenagens.
 
A consagração do grande soldado nas universidades veio em 1968, com o PROJETO RONDON, a juventude a participar do processo de integração nacional.
 
Nada mais justo que, por Decreto de 62, este Soldado Exemplar se tornasse o Patrono das Comunicações – a Arma do Comando. A cada formatura, quando desfila uma tropa de Comunicações, ao bradar o seu nome honrado, sua mensagem se renova. Nesses momentos, o eco das marchas militares leva recordações a uma figura serena, de porte altivo, que se rejubila pelos Soldados das Comunicações, ele que foi o pioneiro legendário e seu maior expoente.
 
Hoje, no Brasil, a distância perdeu o significado, graças à Internet, aos satélites, cabos ópticos e celulares, prosseguindo a obra gigantesca que Rondon iniciou.
 
SELVA !!!
DIA 5 DE MAIO
Aniversário do MARECHAL RONDON
Dia Nacional das Comunicações
Dia da Arma de Comunicações do EB

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