Peça: Sob a Luz de Antares

antares

Poesias, Cartas e Peças Teatrais de Oduvaldo do Nascimento Matta

Obra completa disponível para compra no site da Pátria Filmes

Organização:

Luiz de Santa Rita Matta

Olímpio Santa Rita Mata

Daniel Mata Roque

Alvorada

Drama em louvor ao Expedicionário e à Enfermeira brasileiros, de Oduvaldo N. Matta, com a colaboração dos professores Alvacyr Pedrinha, Glória Futuro, Belkiss Machado e Eví Monteiro, dedicado pelo autor à Enfermeira Expedicionária HELENA RAMOS.

matta

Escrito em 27 de junho de 1945 e representado na festa artística com que a ESCOLA COMERCIAL WLADIMIR MATTA homenageou à FEB e àquela Enfermeira, em sua sede, no dia 8 de julho do mesmo ano.

Discurso Introdutório

Exmas. Autoridades,

Enfermeira Expedicionária Helena Ramos,

Expedicionários,

Enfermeiras Expedicionárias,

Minhas senhoras e meus senhores,

A Escola Comercial Wladimir Matta, representando o pensamento unânime dos seus diretores, professores, alunos e funcionários, associa-se jubilosamente ao sentimento nacional de justo orgulho e admiração pela gloriosa Força Expedicionária Brasileira, promovendo esta solenidade, com que a homenageia, na pessoa dos seus lídimos representantes aqui presentes, recentemente regressados da frente de batalha, onde elevaram ainda mais, entre as nações, o nome do Brasil.

Desta forma pois e dentro das suas modestas possibilidades, procura cerca-los hoje do carinho, solidariedade e estima, de que são legitimamente merecedores, pelo muito que sofreram e realizaram, em favor de todos nós e em defesa da Pátria.

Nunca será demasiado, portanto, que enalteçamos o valor dos seus feitos no teatro da guerra europeu, onde, continuando as nossas tradições de bravos, escreveram páginas inesquecíveis da nossa história militar, na cruenta campanha de redenção do mundo.

Tanto agora, como no futuro, será sempre um justo motivo de orgulho nacional, relembrarmos as brilhantes e sucessivas vitórias obtidas pela F.E.B., na frente italiana, graças aos esforços conjugados da precisão do comando com a bravura inexcedível do Pracinha, que culminaram em Monte Castello e na captura da 148ª divisão alemã, completa, em habilíssima e notável ação tática.

Mas, isto não é tudo. Além da ação militar ela desempenhou também uma missão político-social da mais alta relevância.

A FEB. foi a voz altissonante, em meio o conflito desencadeado, em que periclitava a civilização, falando ao mundo que o Brasil aceita a guerra se esta lhe é imposta, mas que a repudia tanto quanto repudia ao fascismo escravizador de povos e fomentador de guerra; que o Brasil não aceita formas políticas que se fundamentam na pretensa superioridade racial, nem admite a violência como sistema de relação entre os povos; que o Brasil é cioso das suas tradições de liberdade, justiça, cooperação e mútuo respeito, que os nossos maiores construíram e nos legaram; que o Brasil condena formalmente o recurso às armas para a solução dos problemas territoriais, econômicos e políticos, que possam surgir entre as nações; que o Brasil é um país livre, amante da liberdade, união e fraternidade dos povos, único caminho que os conduzirá à vida digna, tranquila e feliz.

Ela foi a portadora da mesma voz com que, tantas vezes, o Brasil tem falado ao mundo pela boca de Tiradentes e Patrocínio, Rio Branco e Ruy Barbosa e que agora mesmo se fez ouvir de novo, pela palavra de Leão Veloso em São Francisco.

Tal foi o papel que, no cenário do mundo, coube ao Expedicionário.

Não menor, entretanto, foi o da Enfermeira que o acompanhou nessa jornada heroica pelos campos e cidades da velha e atormentada Europa, levando-lhe, corajosamente, o apoio moral e a assistência da mulher brasileira, sem os quais teria sido incompleto o seu esforço.

Sim, ela o completou. Se o Expedicionário foi a força, a ação rápida e eficiente, que se opôs como um dique à onda do nazismo que ameaçava se espraiar pelo mundo, como um flagelo, a Enfermeira foi sem dúvida o sentimento, a abnegação, a renúncia, postos ao seu serviço, para mitigar as suas dores, reconfortá-lo no sofrimento e subtraí-lo à morte muitas vezes, multiplicando-lhe, portanto, o valor.

Ela foi bem a síntese da família de que tanto se afastara, na extensa caminhada, o Pracinha valente.

Suas mãos reuniam, a um tempo, amor materno e desvelos de esposa, amizade de irmã e ternura de noiva, quando nos hospitais de campanha, tão distantes do lar, pensavam os ferimentos nas carnes ensanguentadas dos que iam tombando, no fragor da terrível acometida.

Os cegos, os estropiados, os alucinados, todos esses brasileiros que se desgraçaram na guerra que o nazismo deflagrou, apoiaram em suas mãos os seus corpos destroçados, para um triste e penoso caminhar.

Foram ainda as suas mãos amigas que, num último e piedoso gesto de humanidade, cerraram os olhos dos que não puderam sobreviver e assinalaram com uma singela cruz o local, no solo italiano, onde dormem os seus corpos.

Enfermeira Expedicionária Helena Ramos. Minha concidadã e minha prima.

Permiti que eu vos veja neste momento, como um símbolo, reunindo em vós todas as vossas companheiras de tão patriótica e altruísta tarefa, para que em dizendo a vós, eu o possa dizer também a todas as Enfermeiras, que como brasileiro, como pai, como diretor desta Escola, eu me orgulho de vós, eu vos admiro, eu vos agradeço.

Oduvaldo do Nascimento Matta.

 

Personagens e Intérpretes

(por ordem de entrada em cena)

A PAZ………… Aluna: Sônia Silva Fernandes – 1ª série comercial

A INFÂNCIA……. Conjunto de alunos do curso primário (bailado): Maria Lígia Pimentel, Maria Alice Corrêa, Zélia e Olindina Medeiros, Elza Marques, Nara Ferraz, Marta Geoffrey e Wanda Figueiredo.

A HUMANIDADE….. Aluna: Célia Neves de Moura – 2ª série comercial

O EXPEDICIONÁRIO. Aluno: Olímpio de Santa Rita Matta – 3ª série ginasial, do Colégio São José

A ENFERMEIRA HELENA RAMOS….. Aluna: Jenny Barbosa Leite – 1ª série comercial

A PÁTRIA……… Aluna: Maria Lezí de Araujo – 2ª série comercial

A NOVA GERAÇÃO… Alunos: Júlio Forster da Costa e Sarita Barzellay – 1° ano primário

AS NAÇÕES UNIDAS. Alunas: Irma Zilberberg (Inglaterra), Teresa Zilberberg (Polônia), Nilda Caldas (França), Nazira Petrus, substituindo Isabel Lopes (Yugoslávia), Marlene Del Peloso (China), Miriam Machado (Norte- América) e Miriam Rodrigues (U.R.S.S.)

Época: Atualidade.

Cenário: Nas cercanias de Monte Castello, na Itália.

PRÓLOGO – 1ª CENA

Surge a Paz - Vestuário: túnica branca – Fisionomia: confiante, feliz – Voz: clara, cantante, com entusiasmo – Gestos: largos, condizentes com a voz e o assunto – Local do palco: borda do palco, por fora do velário, que se mantém cerrado enquanto declama – Música para o fundo da declamação: “A Lenda do Beijo – Intermezzo”, de Sotullo e Vert.

Oratória:

A PAZ

Ouço, ecoando nas encostas, o cântico das enxadas, cavando no seio do solo fértil, o berço das sementes.

Em breve, a terra trabalhada se cobrirá de espessas ramagens, recompensando os esforços do amanho com a fartura das colheitas.

Cheias de serena majestade, fumam as chaminés das fábricas, em cujas entranhas, trabalham as máquinas na feitura das utilidades, que a todos vão beneficiar.

Ouço nas oficinas um hino ao trabalho, que os martelos cantam nas bigornas.

Nas escolas, a ciência, como um sol, vai iluminando a mocidade que surge estuante e esperançosa para a vida, enquanto a infância canta descuidada os seus folguedos.

ABRE-SE O VELÁRIO – NO PALCO EM GRUPO

ARTÍSTICO PARA O BAILADO A INFÂNCIA

Então, em toda parte, sob a minha inspiração, o amor, numa linguagem conhecida de todos os homens, vai recitando alegremente em cada coração o divino preceito:

“AMAI-VOS UNS AOS OUTROS”.

INICIA-SE O BAILADO INFANTIL.

DESENVOLVIMENTO DO MESMO ATÉ SEU

FINAL. RUÍDOS DE AVIÕES QUE PASSAM

BOMBARDEANDO. DEFLAGRAÇÃO DA GUERRA.

FIM DO BAILADO: AS CRIANÇAS FOGEM

ASSUSTADAS, LEVANDO CONSIGO A PAZ, QUE

ATÉ ENTÃO PERMANECIA A UM CANTO

DO PALCO ASSISTINDO À CENA.

PRÓLOGO – 2ª CENA

Surge a Humanidade - Vestuário: túnica cinza – Fisionomia: assustada e atormentada – Gestos: de temor, horror, desolação, enquanto caminha hesitante e aturdida no palco, silenciosamente – Música: “Introduzzione alla morte de Margherita – Mefistofele”, de Arrigo Boito – Voz: grave, compassada, de condenação – Local do palco: centro, movimentando-se em vários sentidos.

Invectiva:

A HUMANIDADE

Guerra! Maldição que de tempos em tempos desce sobre os homens e os abate.

Guerra! Maldição criada por alguns, no embate das competições econômicas, no choque das ambições desenfreadas, no desmedido egoísmo.

Guerra! Subversão dos sentimentos insuflada nos corações das criaturas pela demagogia dos tiranos que fazem de cada homem um fratricida.

Guerra! Crime! Degradação! Pavoroso e obscuro declive, onde a Civilização caminha às cegas, calcando aos pés os milênios, em demanda à animalidade primitiva.

Guerra! Destruição! Luto! Miséria! Maldição!

Quando deixarás de ensanguentar a carne dos meus filhos?

RUÍDOS DE COMBATE

CERRA-SE O VELÁRIO

ATO I

Surge o Expedicionário - Vestuário: uniforme de campanha da F.E.B., inclusive uma metralhadora de mão, que apoia no colo – Fisionomia: séria, levemente acabrunhada – Voz: natural, compassada, como quem está pensando alto – Gestos: somente os passos. As mãos fixam a metralhadora, que exibirá discretamente, quando a ela se referir. Passos de sentinela em serviço de ronda, em toda a extensão do palco.

Monólogo:

O EXPEDICIONÁRIO

Guerra! Eis-me envolvido em suas malhas.

Eu, a alma moça e pacífica do Brasil, acalentadora de nobres e elevados ideais, transformada em instrumento de morte e destruição.

Por um fuzil troquei meus livros, meus arados, minhas ferramentas de trabalho ordeiro e criador.

FISIONOMIA AGORA ANIMADA E OTIMISTA

Entretanto, uma força estranha anima-me o espírito.

Vingando o sangue dos meus irmãos sacrificados nos mares, nesta guerra, sinto no entanto que ela é diferente e antevejo claramente o seu alcance projetado no futuro.

Algo me diz e mostra que este colossal esforço das Nações Unidas, de que sou uma parte ativa, é feito para impedir novas guerras e estabelecer a liberdade e a cooperação entre os homens, a fim de possamos todos legar uma vida pacífica aos que nos sucederem. Se eu sucumbir, meu esforço não terá sido em vão.

FISIONOMIA AGORA DISPLICENTE E JOCOSA

Mas, deixemos de reflexões e prestemos atenção porque o inimigo também ronda e A COBRA ESTÁ FUMANDO.

RUÍDOS DE COMBATE.

UM AVIÃO PASSA METRALHANDO.

O EXPEDICIONÁRIO USA A SUA ARMA,

AJOELHANDO-SE NO SOLO, REVIDANDO

O ATAQUE, ATÉ QUE TOMBA FERIDO.

CESSA O COMBATE.

ENTRA A ENFERMEIRA.

ATO II

Surge a Enfermeira - Vestuário: uniforme de campanha da F.E.B., munida de cantil e bornal – Fisionomia: atenta, porém branda e meiga – Gestos: solícitos de socorro, amparo e aconchego. Molha um lenço na água do cantil e com ele

limpa e refresca o rosto do Expedicionário caído no chão. Dá-lhe a seguir água a beber, aproximando o cantil dos seus lábios e fala com voz animadora e carinhosa.

Diálogo:

A ENFERMEIRA

Aqui estou para te acudir, soldado do Brasil!

O EXPEDICIONÁRIO

(caído no chão)

Quem és? Meus olhos não conseguem distinguir tuas feições. Estou ferido. Creio que não resistirei aos ferimentos. Quem és?

A ENFERMEIRA

Sou a enfermeira brasileira, que juntamente contigo atravessou o Atlântico revolto, para te socorrer quando caísses ferido em combate, como agora.

Meu nome? Helena Ramos.

Venho para trazer-te o socorro de que precisas nesta terra estranha. E com ele, tudo o que deixaste em teu rincão amado.

Os desvelos maternos, a ansiedade da noiva, o carinho da irmã, que ficaram do outro lado do mar, tua família enfim, tu encontrarás nos meus gestos e palavras.

Vim para que nada te faltasse e nada te faltará, Soldado do Brasil!

Fé e coragem, Expedicionário! Por meu intermédio a Pátria te assiste.

O EXPEDICIONÁRIO

Sinto que morrerei, mas estou tranquilo porque tombo cumprindo o meu dever na defesa de um ideal superior. Tenho frio, muito frio.

Cada vez mais se anuviam os meus olhos e tua voz está chegando fracamente aos meus ouvidos.

AGORA AGITADO E SURPRESO, ESFORÇANDO-SE

POR LEVANTAR, NO QUE É AJUDADO PELA

ENFERMEIRA QUE APOIA O SEU BUSTO

Olha! Mais alguém se aproxima. Será outra enfermeira? Mas não vem de uniforme. Há muita luz em suas vestes. Ela resplandece! Será minha mãe que deixei lá no Brasil? Minha mãe… Minha mãe! Minha mãezinha querida.

Olha! Ela se aproxima!

(voz fraca) Quem será, Helena? Quem será, Hele…

A ENFERMEIRA

Sim, eu também a vejo.

É a imagem da Pátria que vem a ti nesta hora extrema. Como é bela e radiante! Ela vem falar-te, Expedicionário.

Escutemos atentos a sua voz sagrada.

ATO III

Surge a Pátria – Vestuário: vestido branco ornamental – Fisionomia: serena – Porte: majestoso – Voz: calma, afetuosa, tranquilizadora – Gestos: sóbrios. Suas mãos descansarão frequentes vezes nos ombros dos menores que a acompanharão – Acompanhamento: nas suas mãos a Bandeira Nacional e junto a si e na sua frente a Nova Geração (um casal de alunos dos menores); posteriormente as Nações com a respectiva bandeira, quando forem pronunciados os seus nomes – Local: nas proximidades do Expedicionário que se acha caído, com o busto apoiado no colo da Enfermeira.

Alocução:

A PÁTRIA

Expedicionário! Filho amado! Apesar da distância imensa que nos separava, eu senti os teus ferimentos, como em minha própria carne, logo que tombaste eu me afligi com tuas aflições, porque meu corpo e minha alma são feitos do corpo e da alma de todos os Expedicionários, de todos os Brasileiros.

E vim a ti, nesta hora extrema, para serenar a tua alma aflita com a segurança da minha palavra. Ouve pois.

Não foi em vão que derramaste o teu sangue generoso em terra estranha.

Grande é o alcance do teu gesto e profundos serão os efeitos dele decorrentes.

O sacrifício feito agora por ti, testemunhado e partilhado corajosamente por tua irmã, a Enfermeira Expedicionária, não se perderá como a semente lançada à terra sáfara.

Ele resultará em benefícios para os teus irmãos mais jovens, impedindo que eles, hoje crianças, tenham que, daqui a vinte anos, trocar seus livros, seus arados, suas ferramentas de trabalho ordeiro e criador, pelo fuzil assassino.

Em teu sangue, doravante, não se nutrirá o abutre do armamentismo.

A mística liberticida e racista, que levou o mundo a essa hecatombe, não mais encontrará guarida nos corações enlutados e tristes, porque a experiência mostrou a todos o horror da sua aplicação, como norma de conduta entre os povos.

Eu, unida às minhas irmãs e como elas vigilante aos desregramentos dos filhos transviados, não permitirei a reprodução dessa loucura.

ENTRARÃO AGORA AS NAÇÕES, QUANDO

FOREM PRONUNCIADOS OS SEUS NOMES

Ei-las todas que vêm comigo confirmar as minhas palavras e robustecer a minha voz. Elas também falaram assim em LONDRES, VARSÓVIA, PARIS, BELGRADO, BURMA, PEARL HARBOR, STALINGRADO.

Venho para dizer-te que, buscando um futuro melhor e mais digno para todos os meus filhos, empenhei com elas a minha palavra em Teerã, na Crimeia e em Chapultepec, onde assinei as atas memoráveis com a tinta rubra do teu sangue.

Tranquiliza pois tua alma e no regaço fraterno da Enfermeira brasileira descansa teu corpo ferido, oh Expedicionário do Brasil!

O EXPEDICIONÁRIO ATÉ ENTÃO ATENTO, COMEÇA

A DESFALECER NO COLO DA ENFERMEIRA

ATÉ SUCUMBIR TOTALMENTE, DE FORMA QUE

SUA MORTE COINCIDA COM AS ÚLTIMAS PALAVRAS

DO PERÍODO SEGUINTE

Que os primeiros albores da nova era de paz e união entre os homens possam iluminar a tua face de herói, em cujo sangue derramado agora se erguerá uma nova civilização, justa, digna, gloriosa, que tu, filho amado, legarás aos teus irmãos mais jovens como o melhor e mais valoroso dos troféus!

CERRA-SE O VELÁRIO, POR TEMPO SUFICIENTE PARA QUE

O EXPEDICIONÁRIO SE RETIRE DE CENA. COM O VELÁRIO

CERRADO, UM ALUNO, COMO LOCUTOR DE RÁDIO,

EXCLAMARÁ DA CAIXA PARA A PLATEIA:

Alô. Alô. Atenção brasileiros. Vitória da F.E.B. em Monte Castello!

Atenção. As tropas soviéticas entram em Berlim!

Alô. Alô. Atenção. Rendição incondicional da Alemanha! Terminou a guerra.

Vitória das Nações Unidas!

 

ABRE-SE O VELÁRIO, MOSTRANDO AS NAÇÕES UNIDAS

E A ENFERMEIRA, DIANTE DAS QUAIS DESFILAM OS ALUNOS

COM O UNIFORME OLÍMPICO DA ESCOLA

FIM


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