O futuro das associações de ex-combatentes no Brasil

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Do caos que emerge de uma guerra, seus  participantes, estreitam os laços de amizade  e companheirismo  no momento delicado em que a sobrevivência está á prova e a vida se constitui em uma tênue  esperança  no incerto caminho da campanha.

No retorno da guerra, combatentes de quase todas as guerras, sentem a dificuldade de adaptar-se ao novo meio. A família é o elo afetivo, mas faltam-lhes os companheiros. O século XX veio trazendo a novidade da criação de muitas associações de combatentes em quase todos os locais onde a guerra aconteceu.

A Força Expedicionária Brasileira, que atuou nos campos da Itália durante a 2ª Guerra Mundial, teve a maior recepção que se viu na história deste país. “O Povo aos seus soldados!” diziam os jornais, muitas foram as  homenagens e as cidades ergueram seus monumentos,  prevendo  assim, uma FEB imorredoura.

Passada a euforia da recepção, perceberam os ex- combatentes que despontava uma nova guerra, a luta pelo não esquecimento. Os primeiros núcleos associativos tinham o objetivo de retomar os laços de amizade, reforçar o espírito de camaradagem  que havia iniciado na Itália. Em 1945 era  criada a Associação dos Ex- combatentes do Brasil, em  1947 no Paraná  foi fundada a Legião Paranaense do Expedicionário. Em 1963 no Rio de  Janeiro surgiu  o Clube de Veteranos que a partir de 1969 denominou-se Associação Nacional dos Veteranos da FEB (ANVFEB).

A grande cisão  destas associações provocada por questões ideológicas e de mando, proporcionaria a fragmentação das mesmas, incidindo depois nos destinos da FEB. Os rígidos estatutos não permitiram um entrosamento maior com a sociedade civil, permanecendo nos seus quadros apenas os que estavam envolvidos diretamente com a guerra. Neste aspecto não houve renovação.

Soma-se a estas questões a ausência de uma memória em relação a uma guerra que não aconteceu no Brasil, portanto, uma memória sem lastro ao contrário das noções que sofreram a guerra em seus territórios.

Hoje  é precária a situação de tais associações,  muitas já fecharam suas portas por falta de associados, outras entregaram seus acervos ao Exército ou a clubes de Militares da Reserva. O tempo tem sido inexorável para os combatentes, dos 25 mil expedicionários que estiveram na Itália muito poucos estão entre nós e não conseguem vislumbrar uma continuidade de suas associações..

Diante deste quadro, a ANVFEB, como todos os anos tem feito, desde de 1972, reuniu-se no XXII encontro de veteranos na cidade de Jaraguá do Sul entre os dias 12 a 15 de novembro p/p, quando a pauta principal da reunião dizia respeito ao  futuro da Associação. O assunto foi debatido entre os convidados e especialistas da FEB, presididos pela profa e historiadora Carmen Lúcia Rigoni.

Foi demonstrado ao público presente o que acontece em outras partes do mundo em relação às associações de veteranos de guerra. Destacou-se por exemplo o Veterans Day e a famosa parada que acontece todos os anos em Nova York. Lá estão os bombeiros, a policia e clubes diversos, no esforço de uma grande união..

No Brasil , fizemos um caminho inverso. A insistência em  permanecer sozinhos, criou o separatismo, e hoje a situação é muito clara: Associações fragilizadas, sem um corpo de sócios efetivos. Assim,  como obter verbas para uma Associação, cujo corpo social diminui a cada hora?

Das várias possibilidades de continuidade da existência da ANVFEB, seria transforma-la em Associação Nacional de Veteranos, quando da junção de outros veteranos, como as Missões de Paz  de Suez, do Haiti,  São Domingos, Angola, Timor Leste dentre outras, seria uma solução. Teríamos um grupamento de jovens entre 20 e 30 anos a darem continuidade das suas representatividades em nome da paz

Da discussão ocorrida no XXII Encontro de Veteranos da FEB, resultou a Carta de Jaraguá, documento síntese, firmada por todos veteranos presentes e representantes de outras seções  do Brasil na madura proposta de unir todos os veteranos brasileiros. Esperamos com confiança, que a proposta de união destes veteranos não fique somente na intenção, mas que possamos conseguir apoio de outros segmentos voltados para os mesmos propósitos de dar continuidade á Memória e da História dos Veteranos Brasileiros.

Foto: Associação dos Veteranos da FEB (Regional de Fortaleza – CE)

Carmen Lúcia Rigoni

Historiadora.

Representante da Associação Nacional dos Veteranos da FEB em Curitiba.


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57 comentários

  1. maria otilia /

    MEUS PARABENS PORQUE AINDA EXITEM PESSOAS QUE PENSAM COM CARINHO NOS NOSSOS HEROIS. SOU IRMA DE UM HEROI QUE TBM FOI PARA O CAMPO DE BATALHA, MAS HOJE SAO TAO ESQUECIDOS QUE NINGUEM NEM SE LEMBRA E EU SOU FANATICA GOSTO DE LER SABER MAIS SOBRE OS NOSSOS HEROIS ABANDONADOS. SE EU PUDER EU QUERO SER COMPANHEIRA DE VCS MEU SANGUE CORRE EM MINHAS VEIAS E UMA COISA QUE NAO SEI EXPLICAR. VAMOS LUTAR PARA QUE ELES NAO SEJAM ESQUECIDOS. QUERIA SABER MAIS SOBRE ELES, MAS SOU DE FAMILIA POBRE. NA EPOCA, EU AINDA ERA MUITO PEQUENA E LOGO MEU PAI FALECEU. MEU IRMAO VEIO DA ITALIA, FICOU NO RIO DE JANEIRO FAZENDO UM TRATAMENTO, DEPOIS QUANDO VOLTOU NAO ENTENDIA NADA E HOJE EU QUERO SABER MUITAS COISAS. ME AJUDEM POR FAVOR. UM GRANDE ABRAÇO

  2. eu gostaria muito de ser um ^combatente meu avô foi pra segunda guerra na italia ele trouxe bastante medalhas alemãns com simbolos nazistas e tenho 3 medalha da cobra fumando segunda guerra !

  3. Infelizmente, essa situação precaria está em quase todas associações de veteranos.

  4. meu avo tambem era da f.e.b ele nos criou com a pensao da marinha agradeco a marinha do brasil, que deus os tenha em bom lugar e protecao aqueles ainda vivos ,sera que a dilma vai fazer alguma coisa por eles?prometo lembrar a historia deles para o resto de minha vida ,quero comprar os filmes a montanha e herois para enriquecer a minha colecao fiquem com deus ate mais

  5. Sempre gostei de historia militar, estrategias, filmes, documentarios. Impossivel nao se emocionar com o documentario da historia do grupamento de caça que foi lutar na segunda guerra mundial, que originou a nossa FAB. E de todos aqueles depoimentos, acho que apenas dois brigadeiros ainda estao vivos, ativos, contando historia.
    Acredito que em todas as forcas – Exercito, Marinha e Aeronautica – seja a mesma coisa, com a cada dia que passa o numero de ex-combatentes diminuindo e a historia “morrendo”.
    A cada ano que passa, nos desfilmes militares ao redor do mundo, ve-se que o numero de ex-combatentes diminui.
    Havera um dia em que infelizmente nao havera mais nenhum entre nos.
    Algo precisa e deve ser feito para preservar e celebrar a memoria e a vida destes homens e mulheres.

  6. Sou Pára-quedista do exército e sempre admirei os nossos heróis em sua campanha na Itália e nunca serão esquecidos pelo povo principalmente aqueles que tombaram em batalha pela sua Pátria, quero dar os meus parabéns aos criadores deste site e já adicionei no meu Facebook.

  7. Eduardo Azevedo /

    gotaria de saber sobre registros de meu avô que esteve na segunda guerra mundial AUREO FAGUNDES DE AZEVEDO de PORTO ALEGRE RS.
    obrigado EDUARDO AZEVEDO

  8. sou filha de es cobatente somos 4 fihlos minha mae veio a falecer nao repassarrao nada tudo que procuro saber sobre meu pai que era um es combatente dizen nao tem direitos nao entendo nada ; minha mae nao teve direito nen ao funeral . rosemeri rio de janeiro bangu

  9. ilson santiago serafim /

    parabenizo a todos que ainda mantem vivo a memória de nossos combatentes. tbem sou neto e bisneto de ex combatentes porem nao possuo nenhum registro da participação deles no front, apesar de telos conhecido em vida, somente sei que nao voltaram normais para nossa familia, todos tinham algumas sequelas mas todos sabemos tambem de que valeu a pena.

  10. André Viana /

    Não sou neto de ex-combatente, mas tomei para mim a missão de manter viva de alguma forma a memória destes VERDADEIROS HERÓIS NACIONAL de nosso país.

    Creio que todos nós, que os amamos e honramos seus feitos também deveriamos nos unir. Buscar as associações e ver de que forma podemos mante-las vivas.

    Podemos fazer isso, é uma questão de união em nome de um objetivo maior. A manutenção de uma herança que é de cada um de nós para que as gerações futuras saibam que podem se orgulhar de seu país pois houveram homens simples porém corajosos que cruzaram o mar para enfrentar a maior desgraça que a humanidade viveu. A Segunda Guerra Mundial.

    Proponho que todos nós juntos nos mobilizemos no melhor espírito expedicionário e juntemos assinaturas para pedir junto ao governo que haja um verdadeiro amparo as associações de ex-combatentes.

    Mas não só isso! Podemos nos manifestar nas ocasiões cívicas. Vamos levar bandeiras com o simbolo da FEB, vamos levar cartazes com dizeres como: “Força Expedicionária Brasileira – Brasil, não esqueça seus bravos heróis”

    Eu pelo menos tenho o reto intuito de estar no desfile de 7 de setembro deste ano com meu uniforme da FEB, para desfilar ou pelo menos para estar em meio ao povo, para que saibam que houveram brasileiros corajosos. Para que saibam que tem heróis!

  11. Lendo a Folha de São Paulo do dia 05/04/2010, deparei-me com uma matéria com o título “Pracinhas Brasileiros foram à Segunda Guerra sem Preparo” de Ricardo Mioto. Meu pai, Argemiro Pavelosk, lutou como expedicionário na Itália, e como sua filha, acompanhei sua luta aqui em nosso país para que o governo e o exército reconhecessem os feitos desses heróis “sem preparo” que foram aprender “no grito” a arte da guerra. Ele já não está entre nós, mas nós que aqui continuamos, esperamos que alguém coloque esses homens no lugar de destaque e honra em que eles deveriam estar e vivido. Acompanhei suas dores e desilusões, sua luta para conviver com toda a dor de uma guerra e uma realidade distante de suas necessidades e aspirações. Esses “rapazes” deram suas vidas e sonhos por uma luta desigual e sem sentido, e como recompensa foram relegados às associações de ex-combatentes, que hoje não conseguem nem ao menos a manutenção de suas sedes como museus dos heróis brasileiros na Itália. É uma pena que nosso país não honre seus heróis e nem cultive uma história de dignidade.

  12. José Raimundo Soares Filgho /

    O Brasil perdeu muito, quando os poderes politicos, passaram a evitar estes héróis, que durante a guerra obtiveram inúmeros conhecimentos teóricos e práticos capazes de formar melhor o nosso povo e consequëntementes nossas forças militares, a ditadura teve como uma de suas causas este esquecimento.

  13. Geovane /

    Sou filho de João Máximo Ferreira, Ex pracinha Febiano, alagoano. Fiquei sabendo através de um primo meu que visitou essa sede e disse que viu o nome e a fotografia do meu pai. Gostaria de saber se é verdade e se existe mesmo a foto dele. Meu pai morreu em 1971, na Cidade de Recife no Hospital Geral do Exército. Quando vieram avisar a família foi depois que enterraram como indigente no Cemitério de Recife. Era muito pequeno filho de uma família de 10 irmãos. Minha mãe não tinha condições financeira e nós erramos todos pequenos e o mais velho era adolescentes. Sou revoltado com o descaso que aconteceu com a minha família porque quando o Exército pegou meu pai nem se quer avisou a minha vó que ele ia para uma guerra. Ele foi para Itália ficou no teatro de operação de guerra. Passou o resto de suas vida falando tudo que aconteceu lá, ou seja, dizendo: “Morre tenente”, “Morre Sargento”, etc. Quando terminou a guerra deram uma medalha de honra ao mérito e pronto. Depois mandaram embora sem direito a nada e com muita doença (Pós Guerra) que passou para sua família, pois nem se quer trataram-lhe. Esse foi o legado que a guerra deixou para minha família. Sou revoltado com o governo brasileiro. Hoje, pudesse ingressava com uma ação na justiça contra o descaso que o Exército Brasileiro fez com o meu pai e contra muitos brasileiros que foram pra uma guerra à força. Abraço.

  14. Chegou ao conhecimento desta Presidência, que a empresa BRASILMAR DE ASSISTÊNCIA AOS SERVIDORS PUBLICOS FEDERAIS, sediada em São Luiz/MA, vem efetuando débito automático em contas de servidores correntistas do Banco do Brasil sob o código nº 051518, sem autorização dos mesmos.
    Alertamos aos sócios da ASMIR/PE, que observem os extratos de suas contas e caso haja débito com esse código, procurem esta associação para que possamos orientá-los como proceder e serem ressarcidos do valor debitado.

  15. SOU FILHA DE EX-COMBATENTE DE BRUSQUE S.C.
    GOSTARIA DE TER CONTATO COM EX-COMBATENTE DO RIO DE JANEIRO .

  16. juracema /

    estou numa busca interminável de direitos de ex combatentes. Pesquisando já há muito tempo , percebi que não temos acesso a qualquer listagem mais detalhada de nossos heróis pelo Brasil. Não obtemos respostas concretas para tentar as tão procuradas pensões da lei 4.242/63 c/c 8059/90. Muitas viúvas e filhos ficaram desamparadas(e até o próprio ex-combatente) por não terem sido alertados e não possuirem documentos (estes que os órgãos militares deveriam ter para fornecer-certidões )suficientes para entrarem com uma demanda judicial em busca de seus direitos.Procuro respostas, se puderem auxilar. fico muito grata.

  17. Como posso fazer para descobrir,se o advogado que representou uma família de um pracinha,ganhou uma ação na justiça,e não lhes repassou seus diritos.Fico no aguardo.

  18. Luzia Ramos de Carvalho /

    Boa noite!
    Faz uns meses, minha que tem 80 anos,contou me,que tem um irmão por parte de pai!
    Gostaria muito de encontrar a família deste meio tio,queria ver seus rostos,abraça los,nada além que isso.Tem como me ajudar,sei que morava no subúrbio do Rio.Nós somos de São Gonçalo – Rj.

    O nome deste tio é DJALMA!! É minha unica pista,sobre nome ou RAMOS OU NASCIMENTO!!
    Caso tenha como pesquisar é só me dar a pista!!
    Obrigada.
    Atenciosamente,Luzia Ramos de Carvalho

  19. sou filha de ex combatente e nunca recebi a pensão dele?

  20. alexandre Lopes /

    Maria estevam dso santos, favor enviar seu e-mail para alexandrevasco@uol.com.br, que tiro suas duvidas.

    Alexandre

  21. Gabriel Vitor /

    na minha familia tinha um veterano mas infelizmente nao conheci ele mas eu conheci outro vivo mas esta impossibilitado de falar pois sofre graves problemas teve derrame mas nada a ve com a guerra eu conversei com a filha dele e ela disse que ele voltou da guerra normal sem nenhum problema e se vcs querem ver veteranos contando como é na guerra vejam a serie THE PACIFC sao 10 episodeos de mais ou menos uma hora vale apena ver

  22. Mario Weber /

    Onde eu consigo a lista dos ex-pracihas
    que voltaram vivos da Italia?….

    Att

    Mario.

  23. Djalma franco Pereira /

    ola´sou filho de ex-combatente tenho irmão por parte de pai gosteria de encontralos nome do meu pai djalma morava em Realeng meu padrinho também Ex-combatente Monteiro sua esposa Diva. outras parentes pedro joazinho Alrora moradores em Realengo atras dos predios tinha uma plantação de eucalipito minha mãe Donizia Diniz do Nascimento Jesse diz do Nascinento não tenho o sobrenome do meu pai. quando ele voltou da guerra não procurou minha mãe mais gostaria de encontrar maus irãos não seio se ele esta vivo e so que eu posso deser espero que alguem possa me ajuda desde já agradeço.
    djalma.

  24. e o amparo social, moral, histórico para aqueles expedicionários que ainda estão vivos com mais de 92 anos?
    VIRGILIO ROCATO AINDA ESTÁ VIVO E FOI VIOLENTAMENTE LOGRADO NO SEU DIREITO DE CIDADANIA, USURPADO NO SEU PATRIMÔNIO EM VILA BELA DA SANTÍSSIMA TRINDADE – MT. LESADO E EXPULSO DE SUA MORADIA NA LISURA DA MÁ FÉ.
    DEVEMOS AGIR COM MAESTRIA E FÉ EM DEUS PORQUE AMBOS CORREMOS RISCO DE VIDA.
    ABRACEM ESTA CAUSA!!!!!!!!

  25. diana diniz monteiro /

    Gostaria de saber, quais são os direitos de filha solteira de ex-combatente tem com relação a benefício?

  26. Marli Pagung de Carvalho /

    Eu gostaria muitìssimo de saber qualquer informação ou até mesmo algum registro por menor que seja à respeito de meu pai: MATIAS AUGUSTO PAGUNG, que serviu o exercito entre os anos de 1944 à 1945 na cidade do Rio de Janeiro.
    Hoje eu com 62 anos de idade gostaria de ter um pouco de sua história, já que a convivência com êle foi muito pouca e pelo que sei êle foi um grande Homen.
    Caso tenha como fazer pesquiza a respeito gostaria muito de obter toda a dica nescessária.
    Desde jà agradeço muitìssimo a atenção.
    Marli Pagung.

  27. Silvia Ribeiro da Paz /

    Boa tarde.Meu pai,hoje com 92 anos e lúcido,serviu no Forte do Brum (PE)de 8/11/1943 à 5/11/1945 como soldado armeiro.Fui procurar seus direitos como ex combatente e não consegui.Ora,ele serviu em tempo de guerra e permaneceu no quartel em prontidão para qualquer ataque.Sendo preparado para a guerra e enquanto isso,protegia o Forte que fica no litoral.O quê mais é preciso provar?Espero que alguém me ajude à fazer justiça com meu pai e “DAR À CÉSAR,O QUE É DE CÉSAR”. Obrigada. Silvia Ribeiro da Paz

  28. Silvia Ribeiro da Paz /

    Boa tarde. Meu pai,hoje com 92 anos e lúcido, serviu no Forte do Brum de 8/11/1943 à 5/11/1945 comomsoldado armeiro.Fui procurar seus direitos como ex combatente e não consegui.Ora,ele serviu em tempo de guerra e permaneceu no quartel em prontidão para qualquer ataque.Ele estava sendo preparado para a guerra e enquanto isso,protegia o Forte que fica situado no litoral em Pernambuco.O quê mais preciso provar?Me ajudem à fazer justiça para meu pai dando à CÉSAR O QUE É DE CÉSAR. Obrigada. Silvia Ribeiro da Paz.

  29. antonio miguel araujo lima /

    boa noite gostaria de saber se o ex combatente geraldo rodrisgue de oliveira esta vivo mora aonde.?

  30. alvaro guimaraes /

    gostaria de saber o para deiro de mario fernandes marujinho

  31. quero saber se jose oliveira lima esta vivo

  32. Luci Menezes Borges /

    Sou filha de um ex-combatente da Marinha Mercante, ele faleceu no mes passado dia 24.02.2012.Tenho várias historias interessantes porém triste.

  33. Tenho visto com muita indignação e pesar a extinção progressiva das Associações de Ex-combatentes do Brasil. Como deixamos chegar a esse patamar? É certo que a educação, em especial, a história na preservação da memória no Brasil está falida. Somos, lamentavelmente um povo sem memórias ou de memórias curtas. Gostamos ou fingimos não ligar quando apagam a nossa história. A quem disse que “Povo que não preserva sua história está fadado a repetí-la”. A cada ano, faculdades e universidades estão fechando cursos de bacharel em história. Falta professores de história nas escolas públicas em todo o território nacional. Qual será o futuro da preservação da nossa história? Está fadada a cair nas mãos de políticos inescrupulosos que gostam de apagá-las para que seus passados não sejam relembrados. As Assoociações de Ex-combatentes que já perderam para à eternidade seus valorosos associados, lamentavelmente fecharam suas portas ou caíram nas mãos de prefeitos que especulam tais locais sagrados. Fica minha pergunta: Aonde estam os filhos, netos, bisnetos e congêneres nos nossos saudosos e merecidos heróis? Cuja à dívida jamais à Pátria poderá pagar. Não há preço que pague o que estes homens e mulheres fizeram nos campos de batalha da Europa, lutaram com o sacrifício da própria vida para libertar o mundo da tirania nazi-facista que ameaçava a democracia e liberdade mundial. Eternos heróis. Vamos parentes de Ex-combatentes, arregaçar as mangas e lutar para manter viva a chama da memória dos nossos heróis Ex-combatentes, ressuscitar as Associações fechadas, renovar e cuitar muito bem das que estam ainda com portas abertas. Eles merecem muito mais do que isso. Isto é o mínimo que podemos fazer em honra dos nossos heróis abandonados pelos poderes públicos e esquecidos pelo povo brasileiro(Fico muito feliz e grato aos irmãos italianos, em especial as crianças de Pistóia, região da Toscana, que com carinho, todos os anos em data comemorativa, com muito respeito e gratidão, cantam em língua portuguesa o Hino Nacional Brasileiro no Cemitério Militar Brasileiro na Itália para homenagear nossos bravos heróis mortos em batalha).
    Deixo registrado minha homenagem aos que no nobre e sobrehumano cumprimento de libertar povos da tirania, tombaram nos campos de batalha e aos que com vida retornaram ao sagrado solo pátrio, minha eterna gratidão e admiração, respeito, honra e louvor. Deus abençoe a nossa Nação onde há homens e mulheres de valor.

  34. No próximo dia 11 de agosto de 2012,às 17 horas,no Estande da Editora Delicata (R 78 esquina c/ rua J) na Bienal de São Paulo estarei lançando o meu livro UM MARINHEIRO DO BRASIL NA 2ª GUERRA MUNDIAL – Verdades que a História Ainda Omite. No livro conto tudo que vi, senti, ouvi e pesquisei sobre as três Armas: Marinha, Exército e Aeronuática.
    No site ummarinheirodobrasilna2guerramundial poderão obter mais informações.
    Como atual Presidente da Associação dos Ex-Combatentes – Seção de Feira de Santana – BA, estamos fazendo a doação do nosso prédio de 2 andares, com área de 2.535 mts quadrados, à UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANA, a qual, conforme clausulas contratuais, deverá fazer um memorial dos
    Ex-Combatentes, incluindo biblioteca etc. Aqui a memória dos Ex-Combatentes será preservada.
    Antonio Moreira Ferreira

  35. O livro UM MARINHEIRO DO BRASIL NA 2ª GUERRA MUNDIAL – Fatos Que a História Ainda Omite – já está a venda em varios site que tratam de assuntos militares. Qualquer dúvida, falem comigo pelo e-mail lajedinho@oi.com.br

  36. Bom dia!
    Meu tio, um senhor de 93 anos(esse ano) serviu ao exercito na epoca da II Guerra. Não foi enviado ao front pois no mesmo período, varios militares brasileiros de ascendencia alemâ se ofereceram como voluntários, o que, segundo meu tio, tem preferencia.
    Gravei videos de depoimentos dele(fisicamente, ele não esta bem, mas mentalmente, está otimo).
    Tenho uma dúvida: A ASSCIAÇÃO DE EX COMBATENTES é só para quem foi ao front, ou também esta aberta aos que serviram aqui? Um abraço.

  37. Bruno de Menezes Silva /

    Sou Fuzileiro Naval da Marinha do Brasil, tive a honra de participar da Missão para Estabilização do Haiti (Minustah), Força Interina das Nações Unidas no Líbano e do Hospital de Campanha da Marinha no Chile, por ocasião do terremoto em 2010. Quero exaltar os feitos dos bravos combatentes que nos representaram na Segunda Guerra Mundial e dizer o quanto enche-me de orgulho a vibração desses jovens senhores ao desfilarem nas paradas de 7 de setembro por todo o Brasil.
    Brasil acima de tudo
    AD SUMUS

  38. SOU NETO DE EX. COMBATENTE DA 1ª GUERRA MUNDIAL, FELIPE ISAIAS EZEDIM(LIBANES NATURALIZADO BRASILEIRO)SOU FILHO DE EX. COMBATENTE DA 2ª GUERRA MUNDIAL, ADHERAL PINHO, CONFORME DECLARAÇÃO DE HONRA DA MARINHA DO BRASIL, SOU EX PRACINHA DO 20º CONTINGENTE DO BATALHÃO DO SUEZ 1966/67. DESEJO AOS QUE PROCURAM JUSTIÇA, À ENCONTREM. EX.SOLDADO PINHO.

  39. Boa tarde,

    sou responsável pelos espaços culturais de minha cidade e hoje fiz uma visita à sede da Associação de Ex-Combatentes. Destes, apenas 2 encontram-se com vida, mas sem condições de continuar o trabalho. Os descendentes nos procuraram visando revitalizar o espaço e a memória. Porém, sinceramente, não tenho experiência com o assunto e até desconhecia a existência da Associação.

    Como fica a situação da Associação após o falecimento de todos os membros? Ela se torna “de utilidade pública”? Pode acontecer um convênio com a prefeitura para manutenção do espaço?

    Gostaria também de saber como eu teria acesso à Carta de Jaraguá; acredito que ela poderá me nortear em algumas questões.

    Desde já agradeço a atenção.

  40. JULIO CESAR ACIOLY /

    Atualmente sou Capitão da PM de SP e fiquei sensibilizado com as declarações feitas. Sou neto de ex combatente da Itália na 2º GM.
    Em minha cidade de Caçapava, SP, há o antigo 6º Reg Inf, atualmente, 6º BIL Aer,onde tb a antiga Associação faliu por falta de membros. Estou disposto a tentar reerguer a associação. Preciso de um estatuto ainda em funcionamento, que nos sirva de modelo. Alguém pode me ajudar!?

  41. Quero agradecer e elogiar este artigo, pois sofro isso na pele, por ser filha de pracinhas, e ouvir todas as histórias,e agora como presidente da Aexcamp (Associação dos Expedicionários Campineiros).
    Td que foi citado e verdadeiro, pois os veteranos não pensaram no futuro, era realmente um círculo fechado, tlz por eles não terem tido apoio do governo.
    Nossa associação passa por uma restruturação e estamos fazendo campanhas com famílias de veteranos para não deixar a mémoria se apagar. É dificil, sim, mas temos que insistir.
    É pena que nas escolas não ensine quem foram estes homens.

  42. Maria José Leite Azevedo /

    Meu pai era civil porém esteve a serviço na 2a Guerra Mundial e no campo de concentração ele faleceu intoxicado com um alimento, nessa época epoca eu era bebê e minha mãe não procurou ver se teria direito a uma pensão ou algo parecido. Minha mãe faleceu quando eu tinha 6 anos e minha familia não guardou nenhum tipo de documento, tipo certidão de casamento etc, o único documento que tenho é a carteira de trabalho do meu pai e minha certidão de nascimento. Hoje tenho 69 anos moro no Rio de Janeiro e gostaria de saber se tenho direito a algum tipo de indenização ou algo parecido. Grata.

  43. meu pai faleceu tem cinco anos e ele nos informou que tinha ficado um dinheiro para receber referente ao período que ele foi para a guerra, seria como uma gratificação por serviço prestado que seria dado pelo governo.
    O nome de meu era Raymundo Correa da Silva, ele era paraense,
    gostaria de saber se esse dinheiro ja saio ou se irá demorar. Atenciosamente Regina Célia. obrigado

  44. Boa tarde!
    Sou filha de Ex-Combatente da FEB, meu pai lutou em monte Castelo na 2ª Guerra,, gostaria de saber se alguem sabe me informar sobre um terreno que na epoca da volta deles da Guerra o governo fez essa doação, onde posso obter essa informação. Grata

  45. Paulo Gustavo S. de Almeida /

    Boa Tarde
    Concordo com a historiadora Carmen Lúcia Rigoni somar esforços não somente entre outros veterenos mas a todos que queiram ajudar a FEB, o Batalhão de Suez entre outros são patrimonios do povo brasileiro porque o isolamento leva ao esquecimento e manter vivas as memórias dessas instituições é evitar que o motivo de suas contruções renascem, isto é, como escreveu Georges Santanya ” Quem não lembra ou não conhece o passado está condenado a repeti-lo”.
    Cordialmente,
    paulo Gustavo S. de Almeida

  46. Bruno Pessoa Villela /

    Cara Silvia Ribeiro da Paz ,
    Sou pesquisador e trabalho na ANVFEB-RJ, me envie um contato por e-mail ou por telefone (21)8716-1285.
    E para os demais que necessitarem de qualquer ajuda, referente a direitos, manutenção da memória entre outros assuntos.

    Atenciosamente,

    Bruno Pessoa Villela

  47. Carmen Lúcia Rigoni /

    Lendo os comentários dos leitores de meu artigo, penso em ajudar de alguma forma. As abordagens são as mais variadas possiveis.Muitos mostram desconhecimento da legislação, no que concerne a direito de pensão de combatentes(Itália) ou os que ficaram de prontidão, nos fortes e ilhas brasileiras,há que se verificar os direitos. Quem melhor pode auxiliar na investigação é a Associação Nacional dos Veteranos da FEB( R.J) con site acessivel pela Internet. Lá vcs.encontrarão os nomes do 25 mil homens que combateram na Itália. Quanto a Regina Celia, o que posso adiantar é que os pracinhas receberam seus vencimentos relativos ao período em que combateram, uma parte foi enviada para a Itália e o restante foi pago no Brasil após o desembarque. Quanto à Débora da Associação de Campinas, preocupada com o desaparecimento dos veteranos em função da idade e falecimento, uma sugestão é ir mesclando os cargos da diretoria com os nomes de outros associados dispostos a trabalhar, pois é lamentável o desinteresse de filhos e parentes, não generalizando . Envio o endereço do Ivo Kretzer de Jaraguá do Sul para vc. ober uma cópia da Carta de Jaraguá, temos certeza servirá de inspiração para vcs. e outras congeneres, para não deixarmos esta história morrer.
    ivokretzer13 gmail.com
    att/ Carmen Lúcia Rigoni
    Curitiba-Pr.

  48. Jorge Mazera /

    Sou Advogado e trabalho com pensões militares para filhas de ex-combatentes que recebiam a r. pensão. O detalhe é que o ex-combatente deve ter falecido até abril de 1990, para que se consiga instituir a pensão, que é fixada com base no soldo de um 2° sargento. Estou á disposição para maiores esclarecimentos.

  49. O BRASIL BRASILEIRO (http://www.brasilbrasileiro.pro.br) está coletando material para criar o link/pg BRASILEIROS ESQUECIDOS inteiramente dedicado aos nossos pracinhas. Mandem fotos e informações para o e-mail brasil@brasilbrasileiro.pro.br
    Também constará endereço do Portal da FEB e outros que desejarem divulgação.

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