Nota de Falecimento: Maj Antonio André

PRESIDENTE DO CONSELHO DELIBERATIVO DA ANVFEB

Acadêmico – Academia de Historia Militar Terrestre do Brasil (Cadeira Especial Brigadeiro João de Souza da Fonseca Costa)

18 out 1919 – 10 set 2012

Faleceu hoje segunda-feira 10 set 2012 em sua residencia no Rio de Janeiro, durante o sono e de causas naturais, a um mês de completar 94 anos, o Herói da FEB Major COM ANTONIO ANDRÉ. Assim, o Eterno lhe concedeu a passagem suave dos Justos, para a ultima morada. Deixa a esposa Da. Odette do Valle André, filha Adalgisa do Valle André, sua colaboradora e Conselheira da Casa da FEB, sobrinhos-netos e primos no Rio e em São Paulo.

O Presidente da ANVFEB, Gen Div Marcio Rosendo de Melo, no uso de suas atribuições, resolveu decretar, no âmbito das Associações vinculadas a ANVFEB, LUTO OFICIAL de 3 (três) dias.

O sepultamento será realizado amanhã terça-feira 11 de setembro de 2012, na parte da manhã. O horário exato e a Capela ainda não foram definidos.

O 16º. Encontro FEBiano que seria realizado amanhã terça-feira 11 set 2012 as 15h fica adiado para nova data a ser informada, bem como a aposição das Medalhas Marechal Mascarenhas e Moraes e entrega de Certificados de Reconhecimento.

Arrostando o intenso frio do inverno italiano e o fogo inimigo, o então Sgt André e sua grupo eles lançavam sobre a terra gelada as linhas que garantiam as comunicações da FEB. Numa época em que a Internet e os celulares sequer eram sonhados, os poucos bravos da Cia de Transmissões do Btl de Engenharia escreveram páginas de glória da Historia Militar Contemporânea.

Em pleno combate, construindo linhas telefônicas e estabelecendo enlaces via radio, provaram-se a altura da epopeia vivida pelo Marechal RONDON ao construir as primeiras linhas telegráficas na Hileia Amazônica, ele que mais tarde seria consagrado Patrono da Arma de Comunicações do Exercito Brasileiro.

Há apenas 3 dias o Maj ANDRÉ havia aberto o Desfile de 7 de Setembro no Ro de Janeiro, conduzindo o Pavilhão Nacional em uma viatura histórica meia-lagarta da 1ª. DE, o que seria a sua última missão aqui neste Mundo, de uma brilhante carreira em que se dedicou com todas suas energias a Família, a Casa da FEB, ao Exército e ao Brasil. A despeito de limitações físicas, seu entusiasmo pelo trabalho na preservação da memória era fantástico.

Parte um Grande Soldado, mas o exemplo frutificará, do trabalho ingente, dedicação aos ideais, preservação e divulgação da memória da FEB. Como na tradicional canção da 1ª. Guerra Mundial, “… Old Soldiers … Never Die … “ – Velhos Soldados …. Nunca Morrem …

A melhor homenagem que lhe poderemos prestar será manter desfraldada a bandeira a qual dedicou toda a sua rica existência.

Que a sua alma faça parte da corrente da vida eterna.


Biografia

Nascido no Rio de Janeiro aos 18 out 1919, Filho de portugueses, sendo que seu pai faleceu alguns dias após a sua partida para a Itália.

Atirador do Tiro de Guerra 115 de Ramos – DF da turma de 1937, formando-se como soldado reservista de 2a. Linha

Convocado e incorporado aos 31 nov 1942 ao 1.° Btl Transm – Btl Vilagran Cabrita na Vila Militar.

Incluído na FEB aos 03 jan 1944 como 3°. Sgt Mec Auto na 1ª. Cia Transm/1ª. DIE-FEB.

Embarcou para a Itália em 22 set 1944. Foi chefe da manutenção de viaturas, motores e geradores da Cia. Retornou em 14 ago 1945

Serviu na Escola de Moto mecanização, atual Es M B

1957 promovido a 2°. Ten QOE Esp 81 Moto

1963 – promovido a Cap, servindo no Parque de Material de Engenharia/RJ e Fabrica de Bonsucesso. Reserva a pedido como Major QOE Moto 81 em 29 set 1966

 

Membro do Cons Fiscal ANVFEB – 83-85

Diretor de Patrimônio e Diretor Tesoureiro em varias gestões

Sócio Benemérito e Conselheiro Nato desde 1966

Atual Presidente do CD, gestão do Gen Div Marcio Rosendo de Melo, 2012-2013

Principais Distinções

2004 – Diploma de Colaborador Emérito do Exercito Cruz de Combate de 2a. Classe, por feito coletivo do seu Grupo de Mnt no cumprimento da missão de transportar materiais e equipamentos da Cia para posição mais segura, por varias horas sob fogo de artilharia e morteiros inimigos em 09 nov 1944

Medalhas de Campanha, de Guerra e MMMM

Arrostando o intenso frio do inverno italiano e o fogo inimigo, o então Sgt André e seu Grupo lançavam sobre a terra gelada as linhas que garantiam as comunicações da FEB. Numa época em que a Internet e os celulares sequer eram sonhados, os poucos bravos da Cia de Transmissões do Btl de Engenharia escreveram páginas de glória da Historia Militar Contemporânea.

Lançando linhas telefônicas e estabelecendo enlaces via radio, provaram-se a altura da epopeia vivida pelo Marechal RONDON ao construir as primeiras linhas telegráficas na Hileia Amazônica, ele que mais tarde seria consagrado Patrono da Arma de Comunicações do Exercito Brasileiro.

Autor do precioso livro As Comunicações da 1ª Divisão de Infantaria Divisionária da Força Expedicionária da FEB na Itália 1944-45. HP Comunicação Editora – 2007, 575 pp onde sintetizou sua atuação nas Transmissões da FEB, a futura Arma de Comunicações a ser criada.

Louvável atuação como combatente na FEB distinguido com a Medalha Cruz de Combate de 2ª Classe, “por no cumprimento de missões de combate, com o seu Grupo de Manutenção haver transportado para posição mais segura, por várias horas sob fogo de Artilharia e Morteiros, em 9 de março de 1944, material e equipamento de sua Companhia de Comunicação.”.

Em 17 de Novembro de 2010 no Auditório da Casa da FEB foi empossado Acadêmico na Academia de Historia Militar Terrestre do Brasil, Cadeira Especial Brigadeiro João de Souza da Fonseca Costa, pronunciando a saudações Transmissões da FEB no Teatro de Operações da Itália.

Há apenas 3 dias havia aberto o Desfile de 7 de Setembro, conduzindo o Pavilhão Nacional em uma viatura histórica meia-lagarta da 1ª. DE, o que seria a sua última missão aqui neste Mundo, de uma brilhante carreira m que se dedicou com todas suas energias a Família, a Casa da FEB, ao Exército e ao Brasil. A despeito de limitações físicas, seu entusiasmo pelo trabalho na preservação da memória era fantástico.

Para nos que ficamos, sua família que tanto o amava, seus muitos admiradores e amigos, o exemplo que transmitiu ficará eternizado na memória dos que o conheciam e admiravam. Como suave consolo, sua obra certamente será perenizada, amenizando um pouco a sensível perda, para a Casa da FEB, o Exército e para o Brasil.

Parte um Grande Soldado, mas o exemplo frutificará, do trabalho ingente, dedicação aos ideais, preservação e divulgação da memória da FEB.

A melhor homenagem que lhe poderemos prestar será manter desfraldada a bandeira a qual dedicou toda a sua rica existência. Que a sua alma faça parte da corrente da vida eterna.

Diretoria de Comunicação Social
Casa a FEB – RIO
Prof. Israel Blajberg


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2 comentários

  1. Emmerson Spencer /

    Meus sinceros sentimentos à família e amigos… Mais um Herói se vai, restam muito poucos… Que descanse em paz…

  2. Flávio Aronson Pimentel /

    Partiu o Homem, o filho de uma Pátria, cuja mãe chora, mesmo à distância, por mais um dos seus heróis que resolveu alçar o vôo, não sei, se egoísta de ir tão cedo para quem tem na existência os altos da eternidade. Um ideal vivido, amado e resoluto de uma vida, construída sob os valores da sua missão, quando nós outros nos resta homenagear e agradecer pela lição deixada sob a moral de uma nação mais justa, igualitária e decidida caprichosamente num plano que nos permitiu que víssemos o quanto valeu a resoluta certeza de avançar sempre, não olhando para trás para que a meta sempre fosse a fonte da sua certeza na realização dos seus sonhos. Hoje ao término de uma existência para alguns, para outros uma mera fase da única vida, percebemos a glória das inúmeras realizações mais justas e intensamente vividas a permitir o exemplo que vale sempre viver, valorizar a cada momento, a família, os amigos, as conquistas e na sábia esperança desta fé que não se abala, mas nos deixa o ensinamento desta virtude a motivar e acreditar em si, não esquecendo do seu irmão, que pode ser seu próximo ou mesmo toda uma nação. Obrigado, Major Antônio André, por ser Brasileiro, por ser da FEB, por mais um desfile, sem titubear, veio novamente com a coragem de um Homem, mesmo com as forças esvaindo-se e em pranto, por mais uma emoção a sustentar a bandeira do ideal de uma pátria, no caminho que devemos continuar. Que Deus o tenha.Vá em paz.

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