Nicola Cortez Neto – Bateria de Obuses

Soldado Municiador da 1ª Bateria do III Grupo de Obuses.

O Senhor Cortez faleceu aos 89 anos. Foi secretário de Ensino. Lutou muito, mas formou os dois filhos: Rafael Cortez Neto (Médico) e Ubirajara Cortez (Analista de Sitemas). Deixou viúva Edith Oliveira Cortez. Quatro netos: Carolina Sica Cortez, Carlos Eduardo Sica Cortez, Priscyla Azzi Cortez e Àtila Azzi Cortez. Dois bisnetos: Mateo Cortez e Rafaela Oliveira Cortez. Noras: Maria Lucia Sica Cortez e Maria Tereza A C Cortez.

O soldado era de segunda categoria, tinha feito Tiro de Guerra, com 16 anos, em Avaré, e apresentou-se como voluntário no Parque D. Pedro II, onde se encontrava então o III/4º RI. De lá, foi para o 6º Grupo de Artilharia de Dorso, Quitaúna-SP que, transferido para o Rio de Janeiro em 1944, transformou-se no I/2º Regimento de Obuses Auto-Rebocado e, finalmente, no III Grupo de Artilharia.
Durante a Campanha da FEB na Itália, atuou como C2, soldado atirador e, em determinados momentos, municiador. Participou de quase todos os combates, começando por Porreta Terme, Monte Castelo, Montese, Soprassasso e outros.

O veterano foi ferido no maxilar. Foi removido para um Hospital em Strabella e depois enviado para Bologna, onde foi operado. A operação foi realizada por um médico e um dentista. Ao final, foi transferido para os Estados Unidos para prosseguir com o tratamento. De Miami, foi enviado ao Alabama para realizar uma cirurgia plástica. Trabalhou no Hospital por sete meses ajudando acidentados e operados, auxiliando no banho de companheiros e empurrando cadeiras de rodas. Presenciou colegas americanos que lutaram no Pacífico e que foram feridos com lança-chamas, todos desfigurados.

O veterano Nicola e um colega em processo de tratamento em um Hospital nos EUA

Nicola retornou ao Brasil em fevereiro de 1946, ao qual deu baixa e foi excluído.

No documento “Folha de Alterações” o veterano recebe elogios do Cel. Souza Carvalho, sobre seu desempenho como atirador, metralhador e municiador. Apenas na década de 1980 passou a receber uma pensão como 2º Sargento. Depois da Reforma da Constituição, passou a receber como 2º Tenente.

Foi entrevistado em 9 de Maio de 2000 para o livro “História Oral do Exército na Segunda Guerra Mundial – Tomo 3 – Biblioteca do Exército Editora. Páginas 240-246″

Fotos: Tereza Cortez tekacortez@ig.com.br


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10 comentários

  1. Deus o Tenha!

    Obrigado pela informação!
    Abraço.

  2. Cristiano Zago Damas Garlipp /

    Aos amigos e párentes do Sr. Nicola, presto minha homenagem e digo que estou comovido! Cada herói desses que se vai é uma página que passa, mas que não se apaga! – Ele finalmente se juntou aos heróis tombados em combate e pelo tempo! Perdi meu querido tio – avô ano passado, Gabriel Pastore de Campinas, do batalhão de engenharia! A esses homens, de todas as nacionalidades que fizeram o sacrifício supremo pela liberdade, devemos sempre respeito e agradecimento! Vá em paz senhor Nicola! – Meus pesares aos amigos e familiares, sinceramente:

    Cristiano Garlipp.

  3. descance em paz so nos anos 80 pegou a pensao porque um ex combatente so pega a pensao varios anos depois?em todo caso descance em paz

  4. Agradecemos de coração essa homenagem,trazendo aos familiares um pouco de conforto!! Já imprimimos e mostraremos a esposa(minha sogra)…Fiquem com Deus

  5. Priscyla Cortez /

    Realmente este foi um grande herói, e um grande avô! Sinto muito orgulho de ter o seu nome e de ter a grande oportunidade de conviver ao lado do seu Cortez! Sempre, sempre mesmo vai estar em meu coração!! Agradeço a todos pelo respeito e carinho!
    Abs
    Priscyla (neta)

  6. augusto neto /

    descanse em paz heroi de guerra brasileiro

  7. Sirvo no 20º GAC L, em Barueri, quartel no qual foi para a II GM, sinto muito orgulho!

  8. Gostaria de prestar meus sentimentos à familia do Sd. Nicola. Sou neto do Gen. Souza Carvalho, Comandante do III Grupo de Artilharia da FEB, do qual Nicola fazia parte. Conheço muitos veteranos do Grupo mas nao cheguei a conhecer Nicola em vida. Aqui fica minha homenagem.

  9. Parabéns a vcs da FAMILIA, pois tiveram de volta o Sr, NICOLA. Nós não tivemos a mesma sorte, acho que meu tio morreu da primeira bala! Até hoje nunca tivemos noticias dele. O mesmo percorreu o mesmo camaminho do sr. Nicola.

  10. José Wilson Pinheiro Sales /

    Meu pai, também, foi febiano. Também foi ferido em combate. Integrou a Bateria de Comando da Artilharia Divisionária. Quando morreu em 2003, com 85 anos, pedimos apenas que lhe fossem prestadas as honras militares que tinha direito como Major Reformado. Nada lhe foi concedido. O Brasil não sabe reverenciar seus heróis. Refiro-me ao Major Wilson Alves Salles, cearense, um grande brasileiro, o meu herói.
    José Wilson Pinheiro Sales, Advogado, OAB-CE 9090

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