Monografia: Os Pracinhas na Tela

A representação da Segunda Guerra no Cinema Brasileiro de Ficção¹
Introdução

O presente trabalho objetiva analisar um recorte da produção brasileira de filmes ficcionais de longa-metragem que possuem como tema a atuação do Brasil nos combates da Segunda Guerra Mundial. Trata-se de uma produção pequena, limitada a seis obras. Todas serão enumeradas. Destas, escolhemos duas para analisar mais demoradamente, a fim de extrair os elementos narrativos capazes de identificá-las como filmes de guerra e, dentro deste pensamento, diferenciá-las.

No primeiro capítulo, intitulado Guerra e Cinema, trabalhamos exemplos de cinematografias utilizadas para fins bélicos e de filmes modernos e contemporâneos estrangeiros que possuem a Segunda Guerra Mundial como tema central.

No segundo capítulo, intitulado O Cinema de Guerra, debruçamo-nos sobre teóricos do cinema para entender os elementos que classificam uma obra cinematográfica sob o gênero filme de guerra, bem como sua diferenciação entre gênero e subgênero e suas subclassificações entre pacifistas e mobilizadores.

No terceiro capítulo, intitulado O filme de guerra e a Segunda Guerra Mundial no Brasil, enumeramos os seis longa-metragens ficcionais que o Brasil produziu sobre a Segunda Guerra Mundial e comparamos esta produção a outras mais expressivas do período e à produção sobre outras guerras em que o país participou.

estrada47

No quarto capítulo, intitulado Duas estrelas solitárias: estudo de caso, a fim de explicitar a relação entre esta amostragem de filmes, optamos por analisar mais detalhadamente duas destas obras. Selecionamos Sangue, amor e neve (Jeronimo Jeberlotti – Brasil, 1960) por ter sido adaptado do livro de um veterano da FEB e estrelado pelo mesmo, além de ter sido o último filme brasileiro sobre a guerra produzido no século XX; e Estrada 47 (Vicente Ferraz – Brasil, Itália e Portugal, 2013) por ser a única coprodução internacional e o primeiro filme brasileiro sobre a guerra produzido no século XXI.

Calcula-se que os americanos tenham produzido cerca de quatrocentos filmes sobre a guerra “deles”. Outra centena de filmes foi produzida na França e na Rússia. A Alemanha, derrotada e principal causadora da guerra, possui também a sua filmografia. A Itália, potência do Eixo arrasada pela guerra, levou seus cineastas do Neorrealismo a abordarem profundamente os efeitos do conflito no país. O Brasil conta com apenas seis filmes sobre esta sua atuação bélica.

É possível que a cinematografia brasileira sobre a guerra esteja equiparada à nossa participação no conflito. Milhões de pessoas morreram em decorrência da Segunda Guerra Mundial. Menos de duas mil eram brasileiras2. No entanto, o Brasil foi o único país latino-americano a enviar tropas para combater na Europa e é uma das três forças estrangeiras lembradas na Citação Presidencial, maior honraria cívico-militar norte-americana, pela excelência de sua atuação nos campos italianos3. Então é possível também que devêssemos ter produzido mais filmes sobre estes feitos.

Por que, então, estes filmes não foram realizados? Analisar as questões históricas, políticas e culturais que levaram o Brasil a limitar seus filmes sobre a Segunda Guerra Mundial a menos de uma dúzia é tarefa árdua e compreende outro tipo de estudo.

O presente trabalho objetiva analisar e compreender a filmografia existente, não a que poderia ou deveria existir. O que estes filmes possuem como pontos comuns, além da Segunda Guerra Mundial como pano de fundo? Por que são, além de drama ou romance, filmes de guerra? Nestas obras, a guerra é gênero ou subgênero? Como as obras se relacionam com a subdivisão pacifistas x mobilizadores?

À luz do referencial teórico elencado, analisaremos a estrutura narrativa e o conteúdo dos filmes Sangue, amor e neve e Estrada 47 para estabelecer o gênero de cada filme, perceber como a questão-guerra está presente em cada um deles e classificar cada um dentro das características dos filmes pacifistas e/ou dos filmes mobilizadores.

Clique AQUI e confira a Monografia na ÍNTEGRA

¹Por Daniel Mata Roque

Bacharel em Cinema pela Universidade Estácio de Sá


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1 comentário

  1. GERALDO MAGALHÃES SANTOS /

    PROCURO POR MEU PAI VALDIVINO PEREIRA DOS SANTOS,MILITAR,EX COMBATENTE.DEVIDO SEU ESTADO DE SAUDE MENTAL,DESAPARECEU DA CIDADE DE GOV. VALADARES-MG, FOI VISTO POR ULTIMA VEZ EM 1985 NA MESMA CIDADE.DAI NUNCA MAIS SE SOUBE DO PARADEIRO. GOSTARIA MUITO COMO FILHO MAIS NOVO,REENCONTRÁ-LO PARA CUIDAR E TRATAR DE SUA SAÚDE.
    Jose Geraldo Magalhães dos Santos
    (27) 998031020
    geromagal@hotmail.com

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