LONGA JORNADA com a FEB na Itália: A Liderança

Visita do Comando da FEB ao hospital, nos EUA.

Acervo do Vet. Geraldo Antônio Sanfelice

Na opinião dos pracinhas, na guerra, é fundamental que o comandante disponha da confiança da tropa. O ideal é que a ele esteja associada a imagem do líder, que convence pelo exemplo.

Para Geraldo Sanfelice, em Montese, a FEB só teve sucesso, porque “o comandante seguia na frente, junto com a tropa, dando o exemplo de coragem aos subordinados”. Recorda que, apesar da tensão existente no ambiente de guerra, havia momentos de descontração. Havia muito respeito, mas todos brincavam e aceitavam as brincadeiras. Lembra que o Major Firmo de Almeida e o Capitão Henrique César Cardoso, mesmo sendo oficiais, iam descontrair os soldados quando estavam de folga.

“Na FEB, havia ordem e disciplina. O respeito para com os superiores, e destes para com os subordinados, em atividades de serviço, era indiscutível. Nas horas de folga, todos aceitavam brincadeiras, independentemente da condição hierárquica. Fora do serviço, eram todos soldados, eram todos iguais. Quando a gente entrava em forma ou estava em missão, aí sim, cabo era cabo, sargento era sargento, e assim por diante. Quem comandava sabia que a sua vida dependia, muitas vezes, dos subordinados. Amigos se ajudam. Respeito não se adquire com cara feia nem carranca, mas sim com a convivência saudável, diária. Bons comandantes convivem com os subordinados. Precisam conhecê-los para conquistar a amizade e o respeito deles”, diz Pacífico Pozzobon.

Para Alcides Basso, “o tratamento entre as diversas patentes, na guerra, era de muito respeito. Aprendemos muito com os americanos. No Brasil, havia muita distância entre os oficiais e praças. Com o tempo, isso começou a mudar e houve uma sensível melhora no relacionamento entre os soldados. Na guerra, além de comandante, o tenente ou o sargento tem de ser líder. Muitos dos que, aqui, eram super-homens, lá, não eram mais do que homens comuns. A vida de uns dependia do companheirismo dos outros. Oficiais, sargentos, cabos e soldados tinham de se respeitar como homens, independentemente de estrela ou divisa”, conclui.

Taltíbio Custódio diz que, “no combate, os soldados estavam sob o comando direto dos cabos e dos sargentos. O Sargento Max Wolff Filho era muito arrojado e servia de exemplo para os outros militares. Era o chefe dos patrulheiros. Tudo que era serviço perigoso, onde se tinha de buscar a informação perto do inimigo ou arrancar os alemães da trincheira, era missão para ele e seu grupo. Ele morreu numa missão de reconhecimento, próximo a Montese. Sofreu uma emboscada durante uma patrulha. Penso que deveria ter mais destaque, pois foi um dos heróis que tombaram no cumprimento do dever para com a Pátria”.

Para Sanfelice, o relacionamento entre os integrantes da FEB era muito amistoso. Os oficiais e os sargentos tratavam muito bem os pracinhas. Nos bons e maus momentos, estavam sempre interessados e atentos ao que acontecia com os soldados. “Um bom comandante nunca abandona os soldados feridos em combate. Por isso nos sentimos muito orgulhosos quando, ao final da guerra, o General Mascarenhas, acompanhado do alto escalão da FEB, nos visitou, no hospital, nos Estados Unidos.”

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