Lançamento do livro U-507 em Brasília na Livraria Cultura

Dezenas de pessoas participaram do lançamento do livro “U-507 – O submarino que afundou o Brasil na Segunda Guerra Mundial”, realizado no último dia 20 de junho, na Livraria Cultura do Shopping Iguatemi, em Brasília. Na ocasião, o autor da obra, o jornalista Marcelo Monteiro, concedeu autógrafos e fez fotos ao lado dos leitores e aficionados pelo tema Segunda Guerra.

Em agosto próximo, a entrada do Brasil no maior conflito bélico da história completa 70 anos. A decisão foi tomada pelo então presidente Getúlio Vargas depois que o submarino alemão U-507 torpedeou cinco navios nacionais, no litoral de Sergipe e da Bahia, entre os dias 15 e 17 de agosto de1942, causando a morte de 607 brasileiros. Uma semana depois, Vargas decretou estado de beligerância à Alemanha e à Itália e, no dia 31 de agosto, declarou guerra.

O episódio, ainda pouco conhecido dos brasileiros, é contado em detalhes no livro assinado por Marcelo Monteiro e prefaciado por Luis Fernando Veríssimo. A obra, que será lançada nacionalmente em 16 de agosto, na Bienal do Livro, em São Paulo, é resultado de três anos e meio de pesquisas e entrevistas.

Com cerca de 350 páginas, o livro-reportagem revela em detalhes os afundamentos dos mercantes Baependy, Araraquara, Aníbal Benévolo, Itagiba e Arará, mostrando o sofrimento das vítimas da carnificina nazista. A narrativa conta o drama de náufragos devorados por tubarões, de sobreviventes vagando por mais de dois dias sem água ou comida e da menininha que sobreviveu ao afundamento do Itagiba boiando por horas dentro de uma caixa de madeira vazia.

Até então, o Brasil procurava manter-se neutro no conflito. Mas, depois de romper relações diplomáticas com o Eixo – em função do ataque à base americana de Pearl Harbor, em dezembro anterior –, o País colaborava com o esforço de guerra ianque, exportando borracha e outros itens essenciais à indústria bélica dos Estados Unidos. Após o ataque aos navios brasileiros e diante da revolta da população, que
saiu às ruas em protesto, depredando estabelecimentos comerciais pertencentes a imigrantes alemães, italianos e japoneses, Vargas viu-se obrigado a abandonar a condição de não beligerante.

Além de entrevistar sobreviventes dos naufrágios, Monteiro teve acesso ao diário de bordo de Harro Schacht, comandante do submarino alemão.

Assim, além da rotina nos navios afundados, o livro também detalha, com base nos documentos nazistas, o cotidiano do próprio submersível, corrigindo alguns equívocos históricos, como o de que todos os vapores brasileiros teriam sido afundados com dois torpedos (somente o Baependy recebeu dois disparos) e trazendo uma nova – e talvez definitiva – versão para o episódio.

Saiba mais em:

U-507: O submarino que afundou o Brasil na Segunda Guerra

Se você é de outra região, poderá comprar a obra no site da Editora Schoba

E na Livraria Cultura

Preço de R$ 49, não incluídas as despesas de envio. No site da Editora Schoba,  pode-se folhear as primeiras páginas da publicação.

Contatos:

Marcelo Monteiro
(51) 8273-6526
(61) 8411-9420


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3 comentários

  1. Muito bom o livro.

  2. já comprou o seu? :D

  3. Paulo Davi /

    Interessante, também fiz uma entrevista com a tal “menininha” sobrevivente do Itagiba, d. Walderez, para minha monografia pela UFAL. Pessoa fantástica, história fantástica. Vou encomendar meu livro.

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