La Forza di Spedizione Brasiliana – Monumentalística Italiana

“La Forza di Spedizione Brasiliana” FEB – Memória e História Marcos da Monumentalística Italiana

Os documentos que mostram quem foi Max Wolff Filho são raros e polêmicos, o que impediu de organizarmos com mais clareza os dados biográficos desse sargento, cuja história de heroísmo, reafirmo, persiste na memória dos combatentes brasileiros e do povo de Móntese.

Esse levantamento foi possível a partir de estudos feitos em relatórios de combates efetuados pelo Cel. Adhemar Rivermar de Almeida em livro não editado e manuscrito. (1) É a biografia mais completa já apresentada nos últimos tempos, ao nosso ver, e que procuramos sintetizar.

Max Wolff Filho nasceu em 1911, na cidade de Rio Negro, Paraná. Vamos ao encontro da sua história quando já se encontrava servindo no Rio de Janeiro no 3.° R.l.

No Rio de Janeiro, a história de Wolff está intimamente ligada ao Maj. Euclides Zenóbio da Costa, quando da organização da Polícia Municipal do Distrito Federal; este o convidou, juntamente com outros militares do 3.° R.I, para ingressar na instituição.

Na formação dos quadros da Força Expedicionária Brasileira, Max Wolff foi considerado incapaz temporariamente durante os exames médicos. Mas o desejo de embarcar com a FEB foi tão grande que se submeteu a uma cirurgia, com sucesso; dessa maneira, pôde embarcar com o 11.° R.l. (no 2.° escalão) para a Itália.

Aos relatos obtidos sobre Max Wolff, juntam-se narrativas que retratam o perfil desse grande soldado. No acampamento San Rossore, em que ficaram os soldados dos 2.° e 3.° escalões, as lembranças deixadas dos seus amigos mostram a pessoa de Max Wolff como um grande companheiro, que incutia a todos os sentimentos de amor à pátria, exaltando a honra que cada um devia sentir em estar servindo-a.

Num gesto de destemor, esse soldado estava sempre disposto a organizar patrulhas, com o objetivo de reconhecer as linhas aliadas, bem como na procura de companheiros feridos ou perdidos. Assim, Max Wolff recebeu o apelido de “Rei dos Patrulheiros”. Muito admirado pelo seu espírito de bravura, pela sua disciplina e pelo trato amável que tinha para com seus comandados, o sargento Wolff tornou-se muito popular entre os elementos do 1º/ 11.° R.l.

O dia 12 de abril de 1944 foi fatídico para Max Wolff Filho. Logo pela manhã, o posto de comando havia sido invadido pelos correspondentes de guerra. Entre eles, Joel Silveira e Thassilo Mitke, com o intuito de fazer reconhecimento dos locais onde seriam lançadas forças contra o inimigo. Havia notícias da grande movimentação de alemães na área, sem a certeza de se tratar de um reforço, ou uma retirada total ou parcial.

Cada batalhão deveria mandar pelo menos duas patrulhas para a verificação. Se possível, fazer prisioneiros e colher informações.

Os correspondentes de guerra traziam permissão para acompanhar as patrulhas. Os que estavam na linha de frente sabiam que, apesar do silêncio reinante, aquele era um momento difícil, que – de um momento para outro – poderia ser totalmente revertido. Max Wolff convenceu os correspondentes para não seguirem com a patrulha.

O grupamento do sargento Wolff era constituído de 19 homens. A maioria deles pertencente ao pelotão especial do 1º/ 11.° R.I., que muitos já conheciam como o “pelotão SS”. (2)

Não é possível afirmar hoje que a população de Móntese conheça profundamente a história de Max Wolff Filho. Mas percebe-se que seu nome ficou gravado na história da cidade, e lá é visto como um herói libertador. A intenção da população era homenagear o sargento erguendo um monumento no local, onde ele havia tombado, juntamente com componentes de sua patrulha. Isso foi no dia 12 de abril de 1945. Nesse dia, a patrulha, com 12 homens, comandada pelo sargento Max Wolff Filho, parte com a missão de averiguar o terreno. Ao aproximar-se de um casario (cota 747) é seriamente atingida pelas metralhadoras postadas no interior da casa. O comandante Max Wolff morre na hora, e o terreno estava minado, ocasionando a morte de mais dois soldados. Esse episódio marcou profundamente a patrulha, bem como de seus companheiros do 11.° R.l. e da própria população de Móntese. (3)

Os alemães receberam o ataque aliado com surpresa. Pelo menos demonstra o depoimento de Frido von SENGER, comandante do 14.° Corpo Blindado de Exército (14.a Armada): o ataque de 14 de abril contra o lado direito, onde se encontrava o Corpo da 14.a, aconteceu tão rápido e com tanta surpresa que, ao tomar consciência dos fatos, o ataque já estava em andamento […]. Depois de atravessado a localidade de Tolé, a tropa aliada avança para o terreno que eu sempre havia me preocupado […], a cidade é desocupada e tomada sem nenhuma resistência.  (4)

A missão de conquistar Móntese foi entregue ao 11.° R.I., na jornada de 14 de abril. Os brasileiros deveriam apoderar-se das seguintes localidades: Móntese, cota 888 e Montello, além de ocupar a cota 747. Nesse mesmo dia, a 10ª Divisão de Montanha americana iniciava vigoroso ataque às posições alemãs, com o auxílio da artilharia brasileira.

Ocorrida nas cercanias de Móntese e nas condições em que o fato aconteceu, a morte de Max Wolff suscitou escritores brasileiros e italianos, entre eles os memorialistas, a transporem nos seus escritos a “saga” do combatente. Não foi difícil localizar o local onde a patrulha do sargento Max Wolff foi surpreendida pelos alemães, embora a questão seja polêmica. Como tais fatos dizem respeito às ações militares da tropa brasileira, os pesquisadores de Móntese recorreram à historiografia brasileira e aos memorialistas da FEB. Entre os autores consultados, destacamos o cel. Adhemar Rivermar de Almeida. O autor pertenceu ao 11.° R.l. Ao retratar os momentos vivenciados pela patrulha, faz as indicações dos acontecimentos ocorridos no dia 12 de abril de 1945, demonstrados em mapas e grafados de maneira técnica pelos oficiais, que do observatório do comando acompanhavam os passos seguidos pela patrulha de Max Wolff. Também são muitos os testemunhos que habitam ainda hoje a região onde tais fatos ocorreram. Essa localidade recebe muitas denominações, entre as quais: Mazerno, Serreta, Riva di Biscia. Mas para os brasileiros é a cota 742, que consta das cartas topográficas usadas pelos combatentes na época da guerra. Desse modo, o monumento ao Max Wolff foi afixado sob uma árvore – diretamente no solo, ao lado de uma estrada vicinal asfaltada. Nas proximidades, estão situadas algumas casas esparsas, mais precisamente no local conhecido como Riva di Biscia, onde também podem ser vistas placas indicativas de outras comunas, como é o caso de Monteforte, onde ficava o observatório do comando brasileiro durante a invasão de Móntese. Do local do monumento, é possível observar-se ao longe a cidade de

Móntese, no alto, e as ravinas onduladas por onde a patrulha passou. A descrição feita pelos combatentes do 11.° R.l. foram depois transcritas pela historiografia militar brasileira.

Os fatos que marcaram os acontecimentos ocorridos com a patrulha do sargento Max Wolff estão, por conseguinte, ainda em nossos dias no imaginário febiano e da população montesina. Como esse combatente é lembrado? É necessário retroagir aos fatos ocorridos no dia em que a patrulha saiu para inspecionar os campos vizinhos à cidade: à luz do dia, a patrulha parte, deixando para trás os correspondentes de guerra, que haviam insistido muito para acompanhar Max Wolff. Esses fatos seriam resgatados no documento “Partes do combate do 11.° R.l.”

[…] Passaram pelo observatório de Monteforte, local de passagem obrigatória para atingir as posições inimigas. Desse ponto muitos acompanharam a coluna, que se distanciava.

[…] Chegaram à localidade conhecida como Morsiani, onde Wolff deixou parte dos seus homens, temendo um ataque surpresa. […] prosseguiram pela cota 747, aproveitando a vegetação que servia de cobertura. […] ao se aproximarem do casario, a uns 20 metros, do canto esquerdo da casa saem os tiros de metralhadora. […]. Wolff é ferido mortalmente, dobra as pernas e cai. […] barragens de fogos são lançadas pelo inimigo. (5)

A morte de Max Wolff Filho percorreu toda a frente de combate brasileira, repercutindo muito entre os soldados brasileiros, não somente os combatentes do 11.° R.I., ao qual ele pertencia, mas também entre os demais regimentos, visto a admiração que todos tinham pelo comandante.

Entre os ex-combatentes brasileiros e na Itália, Max Wolff é visto como um herói. Que sentimento é esse, que toca tão profundamente soldados e civis? Recentemente, Maria do Carmo Amaral abordou a questão do herói em sua pesquisa “O Museu do Expedicionário: um lugar de memórias”. Ao partirem para a guerra, os expedicionários sentiam-se depositários de um sentimento de esperança, a de que só eles poderiam salvar o Brasil dos países do Eixo. Os expedicionários reuniram em torno de si a responsabilidade de, representando o Brasil, defender o mundo e libertá-lo do agressor. Isso representava um ato de coragem que só poderia ser incorporado pelos “heróis”. O herói tem a função de dar segurança e paz aos oprimidos ele indica o caminho, torna-se um modelo a ser seguido pelos demais. Nesse sentido, possui uma finalidade moralizadora, servindo para avaliar e dirigir capacidades e condutas. (6)

Na Itália, a morte de Max Wolff também é quase uma lenda. Esse fato, que marcou profundamente a população, permeia o imaginário dos mais jovens, aqueles que ainda não eram nascidos na guerra.

Max Wolff recebeu as seguintes condecorações: “Medalha de Campanha”;

“Sangue do Brasil”; “Cruz de Combate de 1.a Classe”; “Medalha Bronze Star”; e a “Medalha Silver Star”, essas duas últimas americanas.

É possível perceber o quanto a imagem de Max Wolff é forte e está ligada à idéia de libertação da cidade de Móntese. Sobre a inauguração do monumento em homenagem a ele, a imprensa anunciou:

“No âmbito das celebrações do dia 25 de abril em Móntese, Serreto, Riva di Biscia (fração de Mazerno) será inaugurada uma colunata para recordar o bravo herói brasileiro da Segunda Guerra Mundial, sargento da FEB, que foi morto pelo fogo alemão, era o 12 de abril de 1945. […] Dois dias depois os soldados da FEB romperam a defesa alemã e libertaram Móntese.”

O sentimento da perda do comandante marcou profundamente os brasileiros e italianos. Acreditamos que as dificuldades encontradas pelos soldados brasileiros já foram demonstradas anteriormente. A linha de defesa alemã era quase inexpugnável, o último reduto da Linha Gótica, representado por Móntese com seus baluartes inacessíveis ao redor, gerou pontos de similaridade entre um povo batido e os homens envolvidos na causa libertadora. Consequentemente, a morte de Wolff é envolvida sob uma luz de um personagem heroico. O mesmo processo será depois extensivo a outros brasileiros mortos em combate, sentimento expresso pela população através dos monumentos erigidos nesses locais.

(1) ALMEIDA, Adhemar Rivermar de. Max Wolff, um símbolo, quase uma lenda.

Manuscrito. Rio de Janeiro, 1995, p. 41.

(2) O grupamento de Max Wolff recebeu o apelido de “pelotão SS”, em virtude da disposição de luta que possuía esse grupo. Uma particularidade que os combatentes também viam na tropa da SS alemã. Para maiores informações ver: ALMEIDA, Adhemar Rivermar: Max Wolff, um símbolo quase uma lenda. Manuscrito. Rio de Janeiro, 1995, p. 30. SOARES, Leonércio, em seu livro Verdades e vergonhas da Força Expedicionária Brasileira, conta que o sargento repudiava essa associação.

(3) São poucos os documentos que retratam a pessoa do sargento Max Wolff Filho. Seu nome é quase uma lenda entre os ex-combatentes que participaram da Segunda Guerra Mundial. Da sua vida como militar no Brasil antes da Guerra pouco se sabe, os trabalhos que tentam reconstituir sua biografia foram baseados em depoimentos dos seus companheiros do 11.° R.l. Para saber mais sobre Wolff, vide ALMEIDA, Adhemar Rivermar. Móntese, marco glorioso de uma trajetória. Rio de Janeiro: Biblioteca do Exército, 1985.

(4) SENGER, Frido von. Combater sem medo e sem esperança. In: Móntese • fascismo, guerra e ricostruzione. II Trebbo. Móntese (MO), Itália: Ed. Golinelli., 1990, p. 283.

(5) RELATÓRIO – partes do combate do 11.° R.l. In: RIGONI, op. cit., p. 138.

(6) AMARAL, Maria do Carmo. O Museu do Expedicionário: um lugar de memórias. Dissertação (mestrado). 2001, Curitiba, Paraná, Universidade Federal do Paraná.

 

Monumento a Max Wolff Filho

Descrição do monumento

Na Itália, o monumento ao sargento Max Wolff Filho é chamado de cippo, o mesmo que colunata. É feito em pedra e, na concepção dos seus autores, procurou – se manter a rusticidade da pedra. Ela é mais larga na base e afina na extremidade, como um marco inserido no solo a indicar o local. A altura é de aproximadamente 1,30 m e a largura da base é de 0,80 m. A pedra possui o corte irregular e está assentada diretamente no terreno.

Próximo à ponta da colunata, foi afixada uma placa de bronze com os seguintes dizeres: “Qui cadde combatiendo per la Liberazione di Móntese el 12 aprile. Max Wolff Filho 2° sergente della Força Expedicionária Brasileira – FEB. Serreta de Mazerno, 12 aprile 2001. Ambasciata Del Brasile, ufficio militare e Amministrazione común ale di Móntese”. (7)

Histórico do monumento

A cidade de Móntese, para celebrar os 56 anos do fim da Segunda Guerra, quis homenagear um dos responsáveis pela sua libertação. A pessoa escolhida foi o sargento Max Wolff Filho, que pertenceu ao 11.° R.l. da Força Expedicionária Brasileira. Das ações de guerra que participou, o sargento brasileiro deixou seu nome gravado na história montesina, e, como no Brasil, a figura de Max Wolff é lembrada, ainda nos dias de hoje, como o herói que lá perdeu sua vida.

(7) Tradução: aqui morreu combatendo pela libertação de Móntese, no dia 12 de abril, o 2.° Sargento Max Wolff Filho, da Força Expedicionária Brasileira – FEB. Serreta de Mazerno, 12 de abril de 2001. Embaixada Brasileira, adido militar e administração da cidade de Móntese.

Carmem Lúcia Rigoni apresentou a dissertação “La Forza di Spedizione Brasiliana” FEB – Memória e História: Marcos da Monumentalística Italiana, como requisito parcial à obtenção de grau de Mestre em História, Curso de Pós Graduação em História, Setor de Ciências Humanas, Letras e Artes, Universidade Federal do Paraná, orientada pelo professor Dr Dennison de Oliveira.

Foto de autoria do Subtenente Piloneto


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5 comentários

  1. Opa,

    Parabéns pela oportuna divulgação deste importante trabalho.

    Solicito a correção da grafia de meu nome na última linha.

    Att,

    Dennison

  2. william haddad /

    DEIXO AQUI(EM CAIXA ALTA) TODA MINHA INDIGNAÇÃO CONTRA O GOVERNO BRASILEIRO PELA FALTA DE RECONHECIMENTO AOS VALOROSOS PRACINHAS QUE LUTARAM CONTRA A TIRANIA HITLERIANA CONTRA OS FACISTAS E TODO O III RAICH. NADA SE FALA SOBRE ESTES HOMENS QUE SEM NENHUM PREPARA SEM ARMAS ADEQUADAS FORAM DEFENDER A LIBERDADE, E BEM VERDADE QUE O ILMO. SENHOR PRESIDENTE GETULIO VARGAS NEGOCIOU A ENTRADA DO BRASIL PELA INSTALAÇÃO DE UMA SIDERURGICA NO NOSSO PAÍS. MAS QDO ESTES HOMENS VOLTARAM DA GUERRA, ME DIGAM PARA ONDE FORAM? ME DIGAM…
    JÁ OS AMERICANOS OS SOVIÉTICOS TIVERAM VÁRIOS FILMES QUE CONTAVAM SUAS BRAVURAS ME LEMBRO DE TER CRESCIDO COM A SÉRIE COMBATE COM J. WAINE MATANDO NAZISTAS…E NÓS É NÓS, NADA ABSOLUTAMENTE NADA SOBRE NOSSOS BRAVOS HONENS. QUE MORRIAM DE FRIO E SOFRIAM CHACOTAS MAS SE FIZERAM RESPEITAR….ENTENDERAM O QUE EU DISSE, SE FIZERAM RESPEITAR. TANDO PELOS ALIADOS COMO PELOS INIMIGOS.
    BRAVOS PRACINHAS EU VOU LEVAR PARA O TÚMULO O ORGULHO QUE TENHO DE CADA UM DE VCS E NÓS NOS ENCONTRAREMOS PARA UMA CERVEJADA SEJA NO CÉU SEJA NO INFERNO POIS A COBRA VAI FUMAR E NÓS VAMOS DECER A PUÁ….

    Você sabe de onde eu venho ?
    Venho do morro, do Engenho,
    Das selvas, dos cafezais,
    Da boa terra do coco,
    Da choupana onde um é pouco,
    Dois é bom, três é demais,
    Venho das praias sedosas,
    Das montanhas alterosas,
    Dos pampas, do seringal,
    Das margens crespas dos rios,
    Dos verdes mares bravios
    Da minha terra natal.
    Por mais terras que eu percorra,
    Não permita Deus que eu morra
    Sem que volte para lá;
    Sem que leve por divisa
    Esse “V” que simboliza
    A vitória que virá:
    Nossa vitória final,
    Que é a mira do meu fuzil,
    A ração do meu bornal,
    A água do meu cantil,
    As asas do meu ideal,
    A glória do meu Brasil.

  3. lutamos contra a segregacao ignorancia e esquecimento
    mantenha viva a historia da F.E.B

  4. É lamentável o descaso aos nossos soldados desde a Guerra do Paraguai, dos soldados da Guerra de Canudos que foram morar no Morro da Providência no Rio de Janeiro. Os veteranos da FEB ganharam um apartamento num conjunto habitacional no bairro de Benfica, graças ao Presidente Juscelino Kubitschek.

  5. Luiz ricardo cardoso teles /

    Max Wollf deixou uma filha, mora no Rio de Janeiro.Alguém sabe o seu nome?

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