Jornalista lança livro sobre a entrada do Brasil na Primeira Guerra

Marcelo Monteiro

O jornalista gaúcho Marcelo Monteiro lança no dia 23 de agosto, em São Paulo, o livro “U-93 – A entrada do Brasil na Primeira Guerra”.  Atualmente, é editor no jornal Zero Hora, de Porto Alegre.

Capa_ U-93

Com 320 páginas, a nova obra foi publicada pela Edições Besouro Box – como parte da coleção Front e Verso – e tem prefácio do músico, escritor e aficionado por guerras João Barone. O lançamento nacional será realizado às 16h, no estande das livrarias gaúchas, na Bienal Internacional do Livro, em São Paulo.

Agressões “boches” levaram o país ao conflito mundial

No começo da Grande Guerra, em 1914, o Brasil declarou-se neutro. Mas uma série de acontecimentos, com destaque para o paulatino envolvimento dos Estados Unidos, acabou precipitando a entrada do país no conflito mundial, em 1917.Depois dos ataques de submarinos alemães aos navios brasileiros Paraná (abril de 1917), Tijuca e Lapa (maio de 1917), que se arriscaram a furar o bloqueio alemão transportando produtos como café e cereais para a França e a Inglaterra, o presidente Wenceslau Braz anunciou o aprisionamento dos 45 navios germânicos aportados no país.

A medida do governo brasileiro não evitou novos incidentes. A gota d’água para a entrada do país na guerra foi o torpedeamento do Macau, um dos navios alemães aprisionados pelo governo e então utilizados pelo Brasil. O episódio, ocorrido em 18 de outubro de 1917, carregava uma dramaticidade especial: levados a bordo do submarino alemão U-93, comandado pelo capitão-tenente Helmuth Gerlach, o capitão do Macau, Saturnino Furtado de Mendonça, e o despenseiro, Arlindo Dias dos Santos, nunca mais foram vistos. Seu inexplicável desaparecimento ajudou a aumentar a revolta popular contra os imigrantes germânicos no país.

Capa_U-507

Marcelo também é Autor de “U-507 – O submarino que afundou o Brasil na Segunda Guerra Mundial” e a obra foi finalista do Prêmio Jabuti de Reportagem em 2013. Monteiro tem 21 anos de jornalismo.

Uma semana após a nova “agressão boche”, pressionado pela população, Wenceslau Braz declarou guerra à Alemanha, decisão endossada em voto quase unânime pelo Congresso. Outros dois navios brasileiros seriam postos a pique (Guahyba e Acary), pelo mesmo submersível germânico, o U-151, apenas uma semana depois da declaração de guerra. Era uma clara represália alemã à postura do governo brasileiro. Até o fim do conflito, o Brasil ainda teria outras três embarcações atacadas por submarinos alemães, o Maceió, o Taquary e o Uberaba.

A participação brasileira no conflito foi modesta. Uma dezena de aviadores, treinados nas forças aéreas do exército (Royal Navy Air Service) e da marinha (Royal Flying Corps) britânicos, participaram de missões sobre o Canal da Mancha nos últimos dias dos combates. Um tenente do Exército foi enviado para a França e, depois de um período de estágio no exército francês, chegou a comandar um pelotão no front.

Marcelo Monteiro_Jo

Monteiro foi entrevistado no Jô Soares em 2013 e abordou sobre a elaboração e lançamento do livro U-507

Composta por oito embarcações de combate brasileiras, a Divisão Naval de Operações de Guerra (DNOG) recebeu a missão de patrulhar e entrada do Mediterrâneo. Atingida pela gripe espanhola, que matou centenas de soldados durante a passagem pela costa africana, a esquadra teve sua chegada à Europa adiada. Os navios alcançaram a área onde deveriam atuar um dia antes do armistício.

Com poucos recursos pessoais e materiais para o combate no front, o Brasil auxiliou os aliados com o envio de uma missão médica militar. Os profissionais de saúde brasileiros também foram fortemente atingidos pela gripe espanhola. Em 1919, após o fim da guerra, o Hospital Brasileiro foi doado à Faculdade de Medicina de Paris.

CONTATOS
(51) 8273-6526

monteiro72@gmail.com


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