Jambocks – Parte 1: Prelúdio para a Guerra

Uma HQ Nacional contando nossa História na Grande Guerra

A IDEIA e o SONHO

Assim nascem os projetos e as obras, ou porque não dizer as Grandes Obras, principalmente quando seu(s) autor(es), tem(eem) como objetivo de vida.

Falando da empreitada que foi o projeto do Celso Menezes e Felipe Massafera, contar a história da 2ª Guerra, tendo o Brasil envolvido na mesma, não é nada fácil.

Não é fácil, porque um país que já tem a péssima fama de ESQUECER por natureza, o transforma em um povo sem memória e esquecer por condução, torna ainda mais esse sonho/projeto mais difícil ainda de ser realizado.

Fazer pesquisas e entrevistas, a procura de informações sólidas e ao mesmo tempo contar os fatos os deixando com todos os ingredientes necessários ao “GOSTO” do leitor, é outro grande desafio, pois se é para desenvolver uma obra com conteúdo e ao mesmo tempo com beleza, resta apenas agora aos seus criadores a competência do chamado ATRATIVO. Porque para fazer relatos secos, duros e em muitas vezes poucos emotivos, qualquer um pode fazer, não é a toa que exista dezenas e centenas de obras cinematográficas e literárias dentro dessas características e as mesmas não seguram o interesse e curiosidade de seus públicos e leitores nos primeiros cinco minutos ou nas cinco primeiras páginas, com isso as obras tornam-se entediantes.

 

O INÍCIO

Em Jambocks o autor percorreu um caminho incomum, mas não inédito! Ou seja, começar uma história por uma cena ou circunstância aparentemente deslocada do assunto em questão, a 2ª Grande Guerra.

Uma cena a qual se evidencia o que há mais de comum no nordeste (Vila Mosqueiro – Sergipe), uma festa. Uma festa numa vila marítima e num momento o qual um casal desfruta da natureza exuberante e noturna a liberdade que ambos tinham de curtir suas vidas.

E “BUM” !…No momento mais emocionante para o casal, eles descobrem que a guerra já chegou até eles.

Foi assim o início da primeira edição de Jambocks – Parte 1_Prelúdio para a Guerra.

Claro que há muitas formas de se começar uma história, há tantas técnicas, porém a pergunta que alguém conhecedor da área deve ou deveria se perguntar, seria; Qual a intenção do autor?

Também sabemos que uma obra não existe para ser avaliada ou apreciada só para os PROFISSIONAIS da área, mas sim para todo aquele que se sinta atraído a obtê-la. E é esse mesmo suposto “LEIGO” que irá saborear e vivenciar na obra todas as emoções ali passadas.

Numa resposta bem simples, seria a SURPRESA, afinal de contas, só porque alguém diz que para fazer um trabalho ser famoso rendoso e admirado só se deve fazer de uma forma.

Só existe uma técnica?…Penso que não!

Afinal onde estaria o senso criativo e a liberdade de experimentar essa ou aquela técnica, ou essa ou aquela emoção.

 

O ARGUMENTO SEGUE

A princípio, a sensação que temos no argumento é que o personagem principal seja o Max, rapazote com ideias pacifistas e com sonho de ser escritor. Talvez aí esteja uma personificação do próprio Celso Menezes, ao criar o Max com essas características.

Falando da Passagem Temporal (mudança de cenas), só achei que a legenda (Rio de Janeiro, 31 de Julho de 1943. 8H30 da manhã.) cena a qual há o combate entre o hidro avião e o submarino nazista poderia estar na parte de cima da página.

Pois no local que foi posta a mesma deu uma sensação estranha ao passar da página anterior para a seguinte de estar montada errada ou de ser um sonho do Max.

Uma crítica que faço esta na questão das páginas não serem numeradas, o que também atrapalha ao leitor em manter um seguimento lógico sobre as cenas seguintes, já que não houve o uso da Técnica da Passagem Temporal e também há possibilidade do mesmo pensar que houve um erro de montagem da revista.

O que na verdade obras literárias não numeradas ou que não utilizem algum tipo de indicação do avanço de suas páginas podem em sua linha de produção e montagem nas gráficas, ocasionar grandes erros, mesmo quando os profissionais responsáveis possuem uma “Boneca(o) ou Protótipo” em mãos.

O argumento revela algumas cenas verídicas históricas e um misto da ficção sobre as mesmas de forma a qual o leitor possa curtir o desenrolar dos acontecimentos sem se sentir entediado. Detalhes imagináveis sobre momentos os quais o autor não esteve presente, mostra a versatilidade do mesmo de forma tal que podemos dizer que a arte imita a vida real e vice-versa.

Assim são as cenas dentro do Palácio do Catete, entre o Pres. Getúlio Vargas e todos aqueles personagens históricos que com ele viveram aquela realidade.

Realidade aquela que até hoje nos afetou, seja par ao BEM ou para o MAL, onde acordos foram feitos, barganhas executadas e como moeda corrente as VIDAS de nossos pracinhas, numa guerra que a princípio já estava sendo travada aqui no Brasil, mesmo antes dela começar para o mundo.

Uma guerra de interesses e desejos, como vemos nas cenas do personagem do Max ao desafiar o próprio pai que apesar de não se ter muitas referências sobre a personalidade do mesmo, aparenta ser uma pessoa soberba ou até mesmo agressivo, porque não dizer que talvez o mesmo sofre-se do mesmo mal que tantos sofria naquela época a qual a falta de empregos e os baixos salários e alta exploração de empresas transformavam as pessoas em pessoas deprimidas e sem sonhos e que daí entravam no vício do álcool.

Apesar do Max, ser jovem e não ter emprego o mesmo tem um sonho, quer lutar na guerra ou contra ela a sua maneira. Como escritor, pacificador e homem livre ao qual descobrirá que a insensatez humana ultrapassa as fronteiras da lógica.

Em sua narrativa ao descobrir que estava alistado, graças a seu “AMIGO” sem nome, o mesmo percebe que com toda a estratégia usada por ele e seu amigo, não podemos esquecer que a vida é cheia de surpresas e imprevistos e num devido momento o qual se vê só e RESPONSÁVEL pelas vidas de seus compatriotas, ele percebe que ter responsabilidade não é só uma palavra comum, é algo que esta conosco em todos os momentos.

Pois mais que apontar uma falha, o melhor é orientar para a solução e assim fez o Max ao narrar à emoção que foi ver seus amigos pilotos voarem num aeroplano consertado por ele.

Assim foi o PRELÚDIO que Celso Menezes idealizou para Jambocks, uma narrativa a qual o sentimento de um jovem sonhador, venha nos mostrar que mesmo que façamos parte da insanidade de uma guerra, não significa devemos nos tornamos insanos.

 

TÉCNICAS

Na produção de algum trabalho, sempre por precaução devemos antes estudar que técnica usar.

Assim começo, ao mencionar algo que considero interessante na obra do Jambocks.

Interessante sim, mas não inédito, porém com motivos que para alguns podem ser banal e para outros importantíssimos.

A obra em alguns momentos (cenas) utiliza a técnica de cenários ABSTRATOS e em outro o de ELEMENTOS UNITÁRIOS esse ultima para não deixar os quadros vazios e com isso o leitor se situar no ambiente e não ficar se sentindo num nada.

Claro que é muito bom vermos uma HQ com grandes cenários e bem feitos e detalhados, mas isso depende da questão do ponto de vista dos autores e principalmente do desenhista, como também depende do prazo o qual foi estipulado para a obra.

E se tratando de Jambocks e acompanhando a história de levar esse projeto a frente e os prazos que foram passados para seus autores, os mesmo pelo que vi acabaram utilizando as duas técnicas de cenários acima mencionadas.

Algo que considerei fantástico nesta obra, foi o trocadinho da anunciada 2ª Parte a qual se intitula TREINAMENTO e ao passarmos as páginas, realmente percebemos o treinamento sério que foi o desempenho do Felipe Massafera ao nos agraciar com os ensaios da próxima edição.

E para o deleito dos leitores e apreciadores da História Mundial e principalmente no quesito Segunda Grande Guerra Mundial, as ultimas páginas da edição nos dá uma visão ampla da cronologia de todo o evento vivido pelo mundo.

Agora como leitor e quadrinhista resta vermos como serão as próximas batalhas do Celso Menezes e do Felipe Massafera, na segunda edição de Jambocks.

 

Jambocks – Parte 1: Prelúdio para a Guerra está disponível para venda

 

Colaborador: Marco Marins, 44 anos, Recife – Pernambuco, nascido em 22/09/1967.

Quadrinhista, Ilustrador e Designer Gráfico, um dos fundadores do grupo PADA – Produtora Artística de Desenhistas Associados.

Pela PADA

Editou a revista Prismarte, realizou o primeiro evento de História em Quadrinhos em Pernambuco, realizado na Biblioteca Pública Presidente Castelo Branco – Recife – PE em Janeiro de 1992, evento com duração de cinco dias, nesse mesmo ano esse mesmo evento foi realizado na Biblioteca Central da UFPE, em Março de 1992 ,também com duração de cinco dias.

Participou de eventos, como, Bienal do Livro e Bienal do Livro Infantil, ambos realizados pela Biblioteca Pública Presidente Castelo Branco.

Coordenou e realizou a Oficina de Quadrinhos, na semana da Criança a convite da Biblioteca Pública Presidente Castelo Branco no ano de 1993

Coordenou e realizou a convite do SESC – Recife o evento da Semana do Livro Infantil, evento ao ar-livre, no Parque da Jaqueira, tendo como participantes Escolas da Rede Pública Municipal de Ensino do Recife no ano de 1994.

Coordenou e realizou Mini-curso de Histórias em Quadrinhos, no primeiro ano do ProJovem em Recife.

Participou do 12 Horas em Quadrinhos pela loja Elemental, também editando a Prismarte Especial – 12Hs em Quadrinhos (vencedores do evento).

Participou do evento em homenagem ao final da trilogia Star War do diretor George Lucas, evento esse realizado pela agência de publicidade Tsimitakis e também editou a Prismarte Especial – Guerra nas Estrelas (com todas as obras  do evento em homenagem a trilogia Star War)

Realizou juntamente com toda a equipe da PADA o evento Melhores da Prismarte, evento esse que homenageava todos os artistas participantes das edições da Prismarte, sendo os mesmos de vários estados do Brasil.

Como Designer Gráfico

Fundou a Ícone-Grafica, Express Embalagens de Papel e Festa Infantil e Publicidade, trabalhou em várias empresas, como:

Stampa Outdoor e Stampa Back-Light, Gráfica e Editora Raiz, SóCartaz, Sócolégios – Gráfica e Editora, MM-Cozinhas e Armários (como designer de móveis e decorador), Casa das Placas, Mídia Arte, Gráfica Amália, MasterPrint, Editora de Pernambuco (Diário Oficcial (Diagramador), Dimensional Ltda (Pisei), Clicheria Blumenau (Ruplast).

Recentemente fundou a Arte’D – Estúdio, estúdio votlado a criação e produção de artes no campo de impressões em Off-Set, Silk, Grandes Formatos, Literários, Propaganda/Publicidade e Multimída.

Cursos Realizados:

Desenho Animado pelo estúdio Felix Fullinear na TV Universitária;

Curso de Desenho de Estrutura – Colégio Ginásio Pernambucano;

CTG – Unibratec;

Autodesk – Recife – 3D – Studio Max_Mannuel Brito

SINAPSE/SAGA – 3D Studio Max

Prestou Serviço para:

EBGE – Guia de catálogos Especiais

Folha de Pernambuco

Aporte (Agência de Publicidade)

Tsimitakis (Agência de Publicidade)

Morya – Recife (Agência de Publicidade)

FILOSOFIA PROFISSIONAL

Como profissional em minha área, tenho a responsabilidade de dar o melhor de minha criatividade, sem abandonar meu ponto de vista.

Levar em todos os meus trabalhos em todos os seguimentos a clareza na comunicação, a disciplina e qualidade seja ela visual ou textual.

Causar polêmica, não é um DOM, mas se faz importante saber que polêmicas só existem quando há controvérsias no entendimento de ambos os lados de quem faz e quem assiste o trabalho dirigido e sendo assim mais importante, achar a solução e não criar o CAOS apenas.

Contato: marco_marins2003@hotmail.com


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7 comentários

  1. belíssimo trabalho!

  2. gostaria de ter este filme no nosso canal da F.E.B
    http://pt-br.justin.tv/shamballah2012/videos
    meu email e shambruno@yahoo.com
    muito obrigado fiquem com deus

  3. Mário Viana da Silva Botelho /

    Perfeito!

  4. não é um filme.

  5. Boa tarde.
    Sou de Goiânia, como faço comprar essa HQ!!!???
    Obrigado pela atenção.

  6. Talvez no link “Jambocks – Parte 1: Prelúdio para a Guerra está disponível para venda”

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