II Festival de Cinema de História Militar – MILITUM 2018

Em sua segunda edição, no ano de 2018, o MILITUM – Festival de Cinema de História Militar recebeu a inscrição de 29 filmes, sendo 17 documentários, 11 ficções e 01 animação, provenientes de 11 estados do Brasil (BA, CE, DF, ES, MG, PR, RJ, RR, RS, SC e SP), abrangendo as cinco regiões nacionais e totalizando mais de 15 horas de material audiovisual. Destacamos que duas obras foram produzidas especificamente para participarem do Festival Militum, reforçando o nosso ideal de, além de exibir, fazer produzir a memória nacional na cinematografia.
Os filmes, produzidos entre 1958 e 2018, trouxeram como tema a Força Expedicionária Brasileira (com destaque para a atuação das oficiais-enfermeiras e para a reexibição do primeiro longa-metragem produzido sobre a FEB), a atuação da Marinha do Brasil na Ilha da Trindade, a Missão de Paz da ONU no Haiti, a história da Aviação Naval no Brasil, a Segunda Guerra Mundial, a Revolução Constitucionalista de 1932, a Guerra de Independência do Brasil e a atual Operação Acolhida das Forças Armadas na fronteira do estado de Roraima com a Venezuela.
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De todo esse valioso material, a Comissão Organizadora selecionou 15 obras para serem exibidas ao público durante os quatro dias do Festival, concorrendo às premiações concedidas pelo Júri Popular e pelo Júri Oficial, que entregará aos melhores filmes das diversas categorias o troféu Apollo no último dia da programação.
Confira AQUI a Programação Oficial do Evento
 
FILMES SELECIONADOS


A Casa – Memória dos Expedicionários em Curitiba (DOC – BRA – 28′ – 2016), de Daniele Vieira
 
Em 15 de novembro de 1951 foi inaugurada, em Curitiba, a primeira “Casa do Expedicionário”, local que auxiliava os ex-combatentes brasileiros que haviam lutado na Segunda Guerra Mundial a retornar à vida civil. Esquecidos pelo governo e pela nação, mas unidos para sobreviver aos percalços deixados pelo conflito, a Casa tornou-se o refúgio desses soldados. Este documentário conta a história de esforço e luta dos expedicionários e seus descendentes desde a fundação da Casa até os dias atuais, em que trabalham para manter viva essa parte quase esquecida da história brasileira. “A Casa – Memória dos Expedicionários em Curitiba” trata-se de um documentário realizado por Daniele Vieira e Victória Pagnozzi como Trabalho de Conclusão de Curso em Jornalismo, sob a orientação de Sandra Nodari, no ano de 2016.
 
A Montanha do Mar (DOC – BRA – 30′ – 2018), de Rafael Duarte e Ítalo Yure
 
A 1.200km da costa do Brasil, a cerca de um terço do caminho para a África, ergue-se no azul profundo do Atlântico Sul o cume de uma montanha submersa de cerca de 6.000m de altura: a Ilha da Trindade. O documentário, com direção de Rafael Duarte e Ítalo Yure, com produção de Jaime Portas Vilaseca e Rafael Duarte (29’) conta a história da jornada da equipe de expedições Miramundos à ilha em um navio de guerra da Marinha do Brasil e que teve a missão de desembarcar na ilha para revelar alguns de seus mistérios e encantos deste lugar que é praticamente desconhecida da população e quase impossível de ser visitado. O filme mostra como os integrantes da equipe fizeram para percorrer os principais pontos da ilha em apenas 45h após terem feito uma viagem de 4 dias em alto mar convivendo com os militares e acompanhando seus treinamentos a bordo.
 
Além dos Fronts – Relatos da Segunda Guerra no Sul de SC (DOC – BRA – 10′ – 2018), de Leonardo Caprara e Érik Behenck
 
Perseguidos, presos e humilhados, os descendentes e imigrantes das comunidades ítalo-germânicas do sul de Santa Catarina tiveram de conviver com o medo durante a Segunda Guerra Mundial. Produzido por Leonardo Caprara, Érik Behenck e Elton L. Gonçalves, o documentário “Além dos Fronts – Relatos da Segunda Guerra no sul de SC” é o primeiro lançamento de uma série de produções sobre o contexto da Guerra na região sul de Santa Catarina.
 
Bombagai – 13 anos do Brasil no Haiti (DOC – BRA – 51′ – 2018), de Eduardo François
 
Haiti é uma peça de conteúdo humanitário e histórico, tendo como principal fio condutor depoimentos de militares que participaram da missão desde 2004, de autoridades brasileiras, de representantes das Nações Unidas e de personagens locais, que abordaram de forma sensível as mudanças que a presença das tropas brasileira promoveu na rotina da população daquele país, bem como as transformações ocorridas no Haiti ao longo da MINUSTAH. A Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (MINUSTAH) foi criada por Resolução do Conselho de Segurança da ONU, em fevereiro 2004, para restabelecer a segurança e normalidade institucional do país após sucessivos episódios de turbulência política e violência, que culminaram com a partida do então presidente, Jean Bertrand Aristide, para o exílio. Ao longo de 50 minutos, o filme mostra, por meio de imagens e depoimentos, como a missão estabilizou o país e melhorou a vida das pessoas. De assistência médica e social a construção de escolas, a participação brasileira na missão vai além do que normalmente acontece em uma Missão de Paz. Isso porque haitianos e brasileiros possuem uma relação de confiança e amizade, com laços que serão eternamente lembrados. Nosso principal objetivo foi demonstrar que, após 13 anos, a MINUSTAH cumpriu sua missão e hoje entrega um Haiti melhor. Um Haiti que avançou na segurança, na educação, na infraestrutura. Um Haiti ainda tem muitos desafios para consolidar a sua democracia, mas que retomou a alegria e esperança ser novamente uma nação em paz. Um Haiti que voltou a sorrir, que tem música, cor, arte, dança, diversão, vida noturna, comércio, oportunidade de emprego, entre outros aspectos.
 
Fibra de Heróis: O caminho dos filhos de Amalivaca (DOC – BRA – 3′ – 2018), de Marcelo Gazzaneu
 
Em uma realidade de novas oportunidades além fronteira, fugindo da fome e da falta de oportunidades presentes em seu país, os filhos de Amalivaca (venezuelanos) decidem deixar tudo o que tem para tentar a vida em outros países. O Brasil é um desses refúgios para milhares de imigrantes oriundos da Venezuela, no entanto a vida nas ruas do estado de Roraima não é fácil. Antes da operação, famílias se amontoavam em barracas montadas nas praças da cidade de Boa Vista, causando o caos e a desordem na pacata cidade. Foi em março deste ano de 2018 que, após a assinatura de um decreto presidencial, as Forças Armadas foram acionadas para mais uma vez marcarem sua história de glória. Baseadas nas conquistas de seu passado glorioso, envaidecidas com a alta performance conquistada principalmente na Segunda Guerra Mundial, nas batalhas lá travadas, as Forças, em conjunto mais uma vez, convocam militares de várias regiões do Brasil para se concentrarem no estado de Roraima e juntos atuarem na Força-Tarefa logística e humanitária. Hoje as condições de quase cinco mil venezuelanos estão bem melhores graças a esta operação e a interiorização dentro de nosso país é uma alternativa para dias melhores para eles que, tecnicamente, perderam tudo. Há muita coisa a ser feita, mas a diferença de antes e depois da Força-Tarefa é notável, um grande exemplo de eficiência e eficácia mais uma vez na história de nossas gloriosas Forças Armadas.
 
Homens da Pátria (FIC – BRA – 82′ – 2015), de Gastão Coimbra
 
Por meio de um projetor 16 milímetros e latas de filme que herdou de seu pai, jovem descobre a aventura de seu avô, que lutou na Segunda Guerra Mundial, quando o Brasil enviou 25.000 soldados para lutar com os EUA, contra o avanço nazista na Europa.
 
Luz verde no convoo – 100 anos da Aviação Naval Brasileira (DOC – BRA – 70′ – 2016), de Rafael Miranda
 
Panorama sobre os 100 primeiros anos de história da Aviação Naval brasileira, narrado pelos militares que ajudaram a construir esse legado.
 
O Destino do Changri-lá (DOC – BRA – 56′ – 2015), de Flávio Cândido
 
Na madrugada do dia 4 de julho de 1943, um pequeno pesqueiro deixa o porto de Arraial do Cabo, no litoral do Rio de Janeiro com dez pescadores e desaparece no Oceano Atlântico. Quase seis décadas de sofrimento já haviam se passado quando um historiador autodidata, Elísio Gomes Filho, consegue provar que o pesqueiro Changri-lá fora afundado pelo submarino alemão U-199. Entre vivas, abraços e choro, em 31 de julho de 2001 o Tribunal Marítimo do Brasil reconheceu o ataque. A partir daquele momento, os dez caiçaras de Arraial são considerados heróis de guerra do Brasil, tendo seus nomes inscritos no Monumento aos Mortos da Segunda Guerra Mundial, no Rio de Janeiro.
 
O Grupamento Feminino de Enfermagem da FEB (DOC – BRA – 22′ – 2003), de Margarida Bernardes
 
O Grupamento Feminino de Enfermagem do Exército na Força Expedicionária Brasileira durante a 2ª Guerra Mundial: uma abordagem sob o olhar fotográfico (1942-1945).
 
Os Heróis do Brasil – Independência da Bahia (DOC – BRA – 29′ – 2013), de André Sobral e Fabrício Mendieta
 
Maria Quitéria foi uma Joana D’Arc da Bahia. Abandonou o noivo, fugiu da casa dos pais, se vestiu de homem e lutou pela Independência do Brasil sob o nome de soldado Medeiros. O grito de Dom Pedro foi dado às margens do Ipiranga, mas não foi ouvido na Bahia. Os portugueses insistiam em manter o Norte e o Nordeste como Colônia e só foram derrotados em 02 de julho de 1823. Após a guerra, Maria Quitéria recebeu pelas mãos do próprio Dom Pedro a condecoração de “Cavaleiro da Ordem Imperial do Cruzeiro”. Sua história é narrada por Maria Graham, cidadã irlandesa que morava na Bahia na época.
 
Os Melhores Amantes Bebem Café (ANI – BRA – 14′ – 1998), de Wilson Lazaretti
 
Um gaúcho, um paulista, um mineiro e um nordestino (ex-combatentes) comentam a Revolução Constitucionalista de 1932.
 
Pelos Olhos de Aracy (DOC – BRA – 18′ – 2018), de Ruyter Curvello Duarte
 
As linhas que compõem um diário contam histórias reais, relatam as vivências do autor. Através das palavras escritas no diário de Aracy Sampaio, conheceremos como foi a vida desta extraordinária mulher, que durante a II guerra mundial, umas das maiores tragédias da humanidade, foi voluntária como enfermeira da Força Expedicionária Brasileira (FEB). O filme trás a luz a história, até então pouco conhecida, do corpo de enfermagem da FEB. Pelos Olhos de Aracy, conheceremos a valorosa participação feminina brasileira na guerra, e poderemos entender o importante papel das mulheres que bravamente cuidaram dos militares durante os conflitos e trouxeram grande honra e reconhecimento ao nosso país.
 
Sangue, amor e neve (FIC – BRA – 65′ – 1958), de Jerônimo Jeberllotti
 
O primeiro filme brasileiro sobre a atuação da FEB na Segunda Guerra Mundial, filmado em 1957 e lançado no ano seguinte, baseado no livro homônimo do Veterano Major Waldir Magalhães Pires. Neste ano de 2018, a estreia deste pioneiro filme completa 60 anos. Dramático e impressionante, com cenas vivas das batalhas na Itália (imagens de arquivo e reconstituição histórica filmada com o apoio do Exército Brasileiro em Gericinó), demonstrando o heroísmo e a fé do pracinha brasileiro.
 
Você Sabe de Onde Eu Venho? – Memórias brasileiras na II Guerra Mundial (DOC – BRA – 23′ – 2017), de Adilson Junior, Felipe Siqueira e Gabriel Russini
 
Cleir de Carvalho, Ewaldo Meyer, Gerd Emil Brunckhorst e Miguel Garofalo foram pracinhas da Força Expedicionária Brasileira (FEB) e lutaram pelo País na II Guerra Mundial. Acompanhe os relatos destes ex-combatentes. Desde as dificuldades enfrentadas, com o frio europeu e falta de equipamentos, até as vitórias mais emblemáticas da FEB, como a rendição do exército alemão aos brasileiros.
 
Virgínia – uma enfermeira brasileira na Segunda Guerra Mundial (DOC – BRA – 16′ – 2016), de Alexandre de Oliveira
 
Filme documentário que retrata a história de vida de Virgínia Maria de Niemeyer Portocarrero, umas das 67 enfermeiras que integraram o primeiro grupamento feminino de Enfermagem do Exército Brasileiro, que atuou no Teatro de Operações Italiano junto ao Serviço de Saúde da Força Expedicionária Brasileira durante a II Guerra Mundial.
 
COMISSÃO ORGANIZADORA
Daniel Mata Roque, diretor do Festival Militum e da Pátria Filmes
 
Breno Amorim, presidente da Associação Nacional dos Veteranos da FEB – Direção Central
 
Israel Blajberg, presidente da Academia de História Militar Terrestre do Brasil – Seção Rio de Janeiro
 
JÚRI OFICIAL
 
Alexandre Naval, professor de Cinema e TV, diretor de “O Peso da Guerra” (Apollo de Melhor Montagem no Festival Militum 2017)
 
Antônio Seixas, advogado e historiador, pós-graduando em História Militar (UNISUL)
 
Caio Plessmann de Castro, cineasta e cineclubista, diretor de “São Paulo Cidade Aberta” (selecionado no Festival Militum 2017)
 
Carmen Rigoni, doutora em História, professora da UFPR, presidente da ANVFEB-Curitiba
 
Cássio Martin, membro do Instituto Histórico Militar (SP), cineasta, diretor de “SP 32″ (selecionado no Festival Militum 2017)
 
Cláudio Rosty, Coronel R/1 do Exército Brasileiro, pesquisador da Seção de Pesquisas Históricas do CEPHiMEx
 
Derek Destito Vertino, historiador militar e administrador do Portal da FEB
 
Fátima Inhan, filha do Veterano da FEB Antônio Inhan, administradora da ANVFEB-Juiz de Fora
 
Francisco Gondar, Capitão-de-Longo-Curso da Marinha Mercante Brasileira, diretor da Soamar-Rio
 
Gisele Barreto, jornalista e coordenadora do Curso de Cinema da Universidade Estácio de Sá – Campus Tom Jobim
 
Max Feldman, Coronel Médico R/1 da Força Aérea Brasileira, serviu em missões brasileiras na Antártica, em Angola e no Haiti
 
Roberto Becman, Contra-Almirante Médico RM/1 da Marinha do Brasil, antigo diretor do Hospital Naval de Salvador
 
Rui Santos Vargas, engenheiro mecânico, delegado em Portugal da FAHIMTB, membro da Academia Falerística de Portugal.

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