HQ 1942 – O CONFLITO: A Guerra que Vivi

NOTICIÁRIO

(Clique no Rádio)

Portal FEB: Qual é a sua formação e principais influências?

R: A princípio minha ligação com desenho é autodidata. Fiz meus primeiros desenhos quando eu tinha 3 anos. Aos 10 anos formei a primeira equipe para produção de Histórias em Quadrinhos que durou seis meses. Aos 15 anos, mais uma vez junto com meu irmão (Milson Marins), formei a segunda equipe para produzir quadrinhos que depois foi batizada de PADA – Produtora Artística de Desenhistas Associados, já tem 29 anos. Porém hoje me encontro afastado e criei a Arte’D – Estúdio, a qual atuo como designer gráfico, ilustrador e consultor gráfico. Fiz curso de desenho animado com o estúdio Felix Fullinear que foi realizado na estação de TV Universitária no Recife – PE. Fiz depois um curso de Estrutura (Ginásio Pernambucano), Desenho Arquitetônico (Liceu de Artes e Ofício),mas que depois ingressei na UNIBRATEC no curso de CTG e por fim fiz um curso de 3D com duração de 2 anos na antiga AIS (atual SAGA).

Portal FEB: Quais são os seus principais trabalhos como Ilustrador e Designer Gráfico?

R: Até o momento de seu contato, eu já havia participado da criação de um Guimic (Mascote) da empresa Arclod/Crock Snak dos Salgadinhos Crokaditos. Havia preparado outro mascote para uma empresa alimentícia. Na Unibratec desenvolvi uma marca detinada a Inclusão Social, também desenvolvi a logo do Instituto ANINHAR em Recife, a edição Especial da Revista PRISMARTE com o tema Guerra nas Estrela, onde produzi a capa, e a diagramação das páginas, como também executei arte-final dos desenhos de Paulo Pires e Arnaldo Luiz nas páginas dessa mesma revista. Também desenvolvi e reproduzi embalagens para a Clicheria Blumenau e Ruplast e alguns outros serviços para agências (Morya) e Gráficas.

Portal FEB: Quando surgiu seu interesse pela Segunda Guerra Mundial?

R: Eu contava com 16 anos quando para mim era muito comum frequentar a Biblioteca Pública Presidente Castelo Branco em Recife. Na verdade a biblioteca era minha segunda casa, pois quando largava da escola ia direto prá lá, chegava as 11 Hs /12Hs e só saia por volta das 15Hs/17Hs. Foi nessa idade que vi pela primeira vez a edição do Globo Expedicionário, na verdade eu estava pesquisando alguns livros para a produção de um personagem em quadrinhos meu (Tebas) e aí encontrei vários livros falando do Continente Perdido de Atlântida, até que me deparei com o Globo Expedicionário.

O li todo! Na verdade devorei! E algum tempo depois numa aula de história (eu estudava no município de Paulista-PE, na escola Fernando Ferrari), num trabalho de história moderna surgiu um debate, sobre a presença do Brasil (a FEB) na 2ª Grande Guerra, quando a minha professora de história levantou dúvidas da atuação do Brasil nesse evento, como também se o mesmo teria tido algum “peso” nos fatos históricos.

Fiquei indignado com a situação, principalmente depois de tudo que eu havia lido.

Portal FEB: Como foi a iniciativa em elaborar uma HQ sobre as Forças Armadas do Brasil no maior conflito armado da História?

R: A iniciativa sobre o projeto nasceu ainda por volta de 16 aos 18 anos, quando ingressei na Aeronáutica. Aí estive mais perto do ambiente o qual me sentia favorecido e lá a vontade de realizar o projeto cresceu.

Alguns anos passaram e por várias vezes tentei executá-lo, porém sempre alguma coisa acontecia e impedia de realizá-lo, até que no final de 2011 comecei a realizar novas pesquisas e acabei encontrando o Portal da FEB onde adquiri uma edição do livro DA GLÓRIA AO ESQUECIMENTO, livro esse que me deu além de um bom suporte ao que eu já tinha iniciado do projeto, como também a introdução de personagens novos os quais de acordo com seu autor, tratava-se de cidadãos da cidade de Socorro – SP que haviam servido na FEB, no palco da guerra e que hoje estavam esquecidos.

Outros personagens desse evento surgiram e aí o projeto começou a mudar algumas características.

Como também foi a influência do JAMBOCKS do Celso Meneses e Felipe Massafera, ao qual quando vim descobrir esse trabalho dos dois, passei a usá-lo como livro de cabeceira, dormia e acordo com ele do lado, pois vejo nesse projeto, uma previa do meu. Curtir a edição número 01 e 02 e a performance do projeto deles me serviu para ver se eu estava no caminho certo.

Portal FEB: Como foi escolhido o título e a equipe do projeto?

R: Essa é uma pergunta difícil de responder! Primeiro porque passei muito tempo tentando pensar num título que pudesse servir para uma edição de quadrinhos que terá requinte de livro (Obra Literária). É difícil formular um título para algo com essas características, pois temos que formular algo para dois tipos distintos de público (leitores), os de quadrinhos que buscam a aventura e a força visual das cenas e os leitores de literatura convencional (livros) que além da emoção da aventura buscam uma linguagem séria e verdadeira para algo que tem como assunto a 2ª Guerra Mundial.

De tantos títulos por mim já vistos, fossem eles para filmes, documentários, livros e eventos deixava-me com menos possibilidades, até que no convite a primeira matéria a respeito do evento. Fiquei numa situação difícil, pois para falar do projeto eu sempre usada um título provisório (Brasil na 2ª Guerra), título esse que nunca pensei em utilizar como oficial porque já havia visto ser usado por outras pessoas, mesmo depois que eu já havia começado o projeto.

Daí aconteceu que precisei parar por alguns instantes e começar a rever tudo que havia acontecido e que estava acontecendo para que eu pudesse definir o título, já que a matéria ao qual fui convidado sairia em poucas horas.

Em tão o título oficial ficou 1942 – O CONFLITO – A Guerra que Vivi! Para deixar bem esclarecido sobre o mesmo, foquei no seguinte; o ano “1942” é o ponto de partida para o Brasil entrar na guerra. O “CONFLITO” é o substantivo ao qual relata o maior evento mundial daquela década, ou seja, a Guerra. E “A Guerra que Vivi” é a frase que representa a vivência de cada personagem envolvido nesse evento, até que depois tomei conta que eu apesar de não ter vivido aquele momento, também estou relatando através de meu trabalho a batalha que é realizar o próprio projeto.

Quanto a equipe, é outra situação difícil de responder, pois no Brasil não é fácil de alguém executar um projeto ao qual você ainda não tem uma previsão de retorno financeiro e principalmente quando o assunto muitas vezes parece tão deslocado dos atuais modismo da sociedade.

Daí que para você encontrar pessoas que queiram entrar nessa empreitada, vivenciar esse desafio é algo quase impossível, pois a pergunta principal é “QUANTO VOU GANHAR?”. Daí vem algo que se torna muito importante, o fato de se encontrar pessoas que tenham o mesmo objetivo que você e que estejam dispostos a vivenciar todo o trajeto da produção do projeto.

Sendo assim, foi que surgiram o Gerson Borges (quadrinhista e ilustrador) o Thiago Savona (profissional em 3D) e o Wamberto Nicomedes (Conhecido como Wanick – quadrinhista e ilustrador), o Paulo Santos Pires (ilustrador e quadrinhsita) o André Gomes Torres (ilustrador e quadirnhista) e o Jaidelson Maurício de Souza (JaiMouryci), ilustrador e quadirnhista). No momento são apenas esses esses que compõe a equipe!

Claro que o espaço esta aberto a quem queira encarar esse desafio. Por isso as portas ficam sempre abertas a quem estiver interessado.

Convite fiz a vários e até hoje ainda procuro mais pessoas, porém não é fácil, na verdade as pessoas só acabam se interessando quando a coisa já esta quase pronta e aí como diriam alguns amigos meus “Pegam o bonde andando” e querem as glórias.

Sei que muitos já passaram pelo que já passei como é o caso de levarem “Calote” ou depois de todo o trabalho pronto a dificuldade de encontrar quem apoie. Porém se você não agiliza não toma a iniciativa, não tem como realizar seus objetivos, pois é só com trabalho que as coisas acontecem.

Confira AQUI a biografia dos membros da equipe.

Portal FEB: A HQ é direcionada para qual público-alvo?

R: A princípio eu diria para o Brasil em geral, já que um dos motivos de produzir esse projeto era de fazer o brasileiro, mesmo àqueles que não viveram aquela época saber e manter de geração para geração esse FATO, e que os ensinamentos também sejam passados de geração para geração, pois o resultado de todo aquele evento é que a Guerra não leva a nada que não seja a destruição.

Mas para ser mais inciso posso afirmar que o público alvo será o mundo, todos os cidadãos do mundo os quais verão que mesmo sendo um momento de luta e selvageria, de irracionalidade por parte do ser humano a Força Expedicionária Brasileira em vários momentos como estão nos relatos, não só da FEB más também de outros povos que participaram desse conflito que o cidadão brasileiro, mesmo soldado era e ainda o é SOLIDÁRIO.


Portal FEB: Como está divido o projeto? Será publicação única ou em série?

R: O projeto esta formulado da seguinte forma: 04 Edições, cada edição com 06 Capítulos. O formato a princípio é 21,5cm x 28,5cm / 124 páginas / Papel coche e reciclado e duas capas (uma em polietileno e outra convencional), ou talvez ainda uma capa dura com corte especial e com lombada quadrada.


Portal FEB: O preço será acessível ao público ou pretende lançar a publicação com alta qualidade de impressão?

R: A ideia é que seja um tipo Graphic Novel, porém com uma qualidade acima do já visto no mercado comum de quadrinhos, a não ser pelas edições de luxo que são vistas nas livrarias e bancas especializadas.

Mas pela pesquisa realizada de acordo com a capacidade e qualidade da obra o valor de venda seja bom para o público.


Portal FEB: Quem são os parceiros do projeto?

R: Por em quanto não há parceiro no apoio financeiro o que na verdade estamos em busca. Há parceiros no apoio moral e de facilidades a informações e articulações ao desenvolvimento do projeto.

Tem também aqueles parceiros, ou diria pessoas que nem tem nada haver com o projeto, mas que se sentem tocadas com o esforço de pessoas que querem ver o país mudar seu comportamento cívico perante os Verdadeiros Valores Morais e de Respeito a Cidadania Brasileira.

Portal FEB: Qual é a previsão de lançamento?

R: Essa é outra pergunta difícil de responde., O objetivo é ter a 1ª edição em Setembro de 2013 e a 2ª em Dezembro, pois no planejamento que venho tomando, a ideia é de uma equipe de 04 artistas por edição, de foram tal que ao desenvolvimento de uma edição, a outra seja já começada, assim conseguimos manter o tempo de produção em dia.

Portal FEB: Quais são as suas expectativas após o lançamento do HQ?

R: Penso o mesmo que o Celso Meneses numa de suas declarações…! Espero que a obra sirva para acorda o povo brasileiro de seu valor e do mesmo respeitar suas origens e que desse projeto surjam outras pessoas incentivadas a também fazer algo de bom para o país e humanidade a respeito desse assunto, Guerra!

Para uma visão profissional, caso as coisa andem como estou pensando que possam andar (acontecer) tenho um “Plano B”, para por em andamento o qual garanto que será tão emocionante quanto deverá ser o 1942 – O CONFLITO – A Guerra que Vivi.

Portal FEB: Deixe suas considerações finais.

R: Sou do tipo de pessoa que respira arte e vive arte, pois a vida é uma realização do maior artista do universo, DEUS! E tudo que ele fez e faz sempre tem um motivo e significado e penso que toda a arte realizada pelos artistas devem sempre dizer algo a alguém, sejam esse algo suas emoções ou ideias.

E que desperdiçar talento desenvolvendo obras que no seu conteúdo final só queiram mostrar a violência desenfreada.

Não digo só a violência das aventuras SANGRENTAS e cheias de ABERRAÇÕES sem sentido, só para exaltar a cólera das pessoas doentes de espírito que buscam sempre na falsa ilusão do Poder Soberano de um personagem ou história agressiva a forma de se divertir e assim contaminar-se com sentimentos tão degradantes que ao longo de suas vidas tornam-se pessoas doentes de corpo e alma.

Penso que toda obra artística deva ser um instrumento de sabedoria, de crescimento e não algo que revelará que nossa sociedade (nossa civilização), “É” ou “ERA” habitada por seres bestiais e não inteligentes.

Clique na foto para conferir o video de agradecimento

Contatos:

marcomarinshq@gmail.com

marcomarins@walla.com

artedestudio@gmail

kenparker@hotmail.com.br


COMPARTILHE ESSE ARTIGO!

Facebook Twitter Email Plusone



VEJA ALGUNS ARTIGOS QUE POSSAM LHE INTERESSAR!

8 comentários

  1. isalete leal /

    Parabéns ao Portal por divulgar mais uma obra de um brasileiro.
    E ao autor da obra 1942 – O CONFLITO: A Guerra que Vivi.
    Mais uma obra para acordar o brasileiro dos valores da nossa história.

  2. Parabéns ao “Portal da Força Expedicionária Brasileira” pela publicação deste grande profissional, Marco Marins, que tenho o privilégio de compartilhar seu talento.
    Paulo Moreira
    CEO Grupo AGN

  3. Thiago Maia /

    Como sempre o portal feb trazendo excelentes matérias!
    “O Cachimbo da Vitória jamais se apagará!”
    BRASIL!!!

  4. como e que eu faco para comprar este gibi?shambruno@yahoo.com

  5. roberto silva (barata ) /

    olá , rapaziada udo isso , gostei muito do tudo, as matérias , os projetos entre outros abraço a todos ! parabéns !!!

  6. Parabéns amigo e + sucessos!!!

  7. Marco Marins /

    Finalmente depois de tanto tempo, o projeto 19942 – O CONFLITO_A Guerra que Vivi, poderá ser concluído.

    Apenas gostaríamos de avisar que desenhistas interessados é só entrar em contato.

    marcomarinshq@gmail.com

  8. Marco Marins /

    Finalmente depois de tanto tempo, o projeto 1942 – O CONFLITO_A Guerra que Vivi, poderá ser concluído.

    Apenas gostaríamos de avisar que desenhistas interessados é só entrar em contato.

    marcomarinshq@gmail.com

Deixar um comentário

Free WordPress Theme