Histórias dos Pracinhas ganham vida nas mãos de jornalistas paranaenses

helton costaA participação do Brasil na II Guerra Mundial é o tema de dois livros de jornalistas paranaenses. Helton Costa, de Ponta Grossa e Diego Antonelli, de Curitiba estão produzindo livros que contam algumas das várias histórias dos paranaenses que lutaram como membros da Força Expedicionária Brasileira – FEB. Casos curiosos, como por exemplo, o do soldado Müller, descendente de alemães que dominava a língua materna e que na batalha urbana de Montese, a mais sangrenta dos brasileiros, escutou os inimigos conversando.  

Em alemão ele pediu para que saíssem porque os febianos já haviam partido. Quando abriram o alçapão da casa, os germânicos foram surpreendidos pelo soldado e seus colegas que os esperavam com fuzis apontados. Müller morava em Curitiba. “O Paraná tinha em suas fileiras, descendentes de alemães, poloneses, italianos, ucranianos, negros, indígenas, uma diversidade tipicamente brasileira. Foram bons combatentes e queremos contar um pouco dessas narrativas, até porque o partido nazista tinha bases por esses lados também. É um resgate das boas histórias que o nosso Estado tem naquele conflito que é ao mesmo tempo tão longe e tão perto da nossa geração”, explica Diego, que é mestre em Comunicação pela Universidade Federal do Paraná – UFPR . 

diego antonelliO nome escolhido para o livro foi “Dias de luta: soldados paranaenses na II Guerra Mundial” e deverá ser publicado em breve, pois está em fase de revisão. 

Outra obra interessante 

Em trabalho solo, Helton Costa escreveu o livro “Crônicas de sangue: jornalistas brasileiros na II Guerra Mundial”, que fala sobre os correspondentes que acompanharam a FEB no front italiano. “Tive contato com as obras desses jornalistas, seus textos publicados e alguns dos censurados, conversei com parentes deles e estive na Itália para tentar entender a logística da produção de notícias. O resultado é a imersão do leitor, como se ele estivesse junto do grupo naqueles dias de 1944-45”, comenta o autor, que é doutor em Comunicação e pós-doutor em História pela UFPR.  

O livro de Helton está em negociação com editoras e deverá estar disponível ao público em 2018. 

Documentário da FEB 

Já em parceria com a TV Educativa de Ponta Grossa, Diego e Helton assinam “V de Vitória”, gravado com depoimentos de ex-soldados da FEB que já são nonagenários e com a participação de filhos de ex-combatentes e de italianos que eram crianças na época do conflito e que foram ajudadas pelos brasileiros com comida e proteção.  

Serão três episódios de meia hora cada um. Historiadores de destaque na área também foram entrevistados. A projeção é que em maio a obra seja exibida no canal, que é sintonizado nos Campos Gerais do Paraná. Após o período na TV, o documentário será disponibilizado na Internet.

Quero ajudar 

Para quem quiser ajudar a contar essas histórias, há espaço para patrocínios, tanto nos livros quanto em outras mídias, como por exemplo, redes sociais e no site do projeto. Para enviar propostas basta enviar e-mail para jornalismodeguerra@gmail.com ou entrar em contato pelas redes sociais na página www.facebook.com/vdevitoriabr. Há valores diferenciados e acessíveis para cada tipo de mídia.  

Todos os dias há atualizações na página com fotos inéditas do Brasil na II Guerra e com dicas de livros e filmes sobre o tema.  

O Brasil na II Guerra 

Foram mandados 25 mil soldados para a guerra, dos quais, mais de 1.500 paranaenses. Em 239 dias de ação, a FEB fez mais de 20 mil prisioneiros alemães, mas perdeu mais de 451 soldados mortos em combate e aproximadamente 1,6 mil feridos, acidentados e desaparecidos em combate. O front foi o norte da Itália, nas proximidades de Bolonha. 


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