Flores ao Mar – In Memoriam dos Mortos da Marinha

A Sociedade Amigos da Marinha (SOAMAR-Brasil), promoveu uma Cerimônia In Memoriam dos Mortos da Marinha nas Guerras, realizada no último 17 Jullho no Monumento Nacional dos Mortos na Segunda Guerra Mundial, no Aterro do Flamengo, Rio de Janeiro.

A SOAMAR-RIO se fez presente, representada pelo Presidente Dr José Antônio de Souza Batista, Presidente do Conselho Vet Ten Melchisedech Afonso de Carvalho, além de Diretores, Sócios e Amigos da Marinha.

Flores ao Mar

No friozinho da manhã uma neblina suave se estende pela Baia de Guanabara. Já se passaram mais de 70 anos dos ataques traiçoeiros de submarinos nazistas que vitimaram quase 1.500 brasileiros. Mais de 30 navios foram torpedeados.  A cada mês de julho a Marinha cumpre o ritual das flores ao mar, a homenagem aos bravos que honraram o juramento de ao prestar o serviço a Pátria, defendê-la se for preciso com o sacrifício da própria vida, desde Greenhalgh e Marcílio Dias, o Imperial Marinheiro, até os bravos da CORVETA CAMAQUÃ, DO NAVIO-AUXILIAR VITAL DE OLIVEIRA E DO CRUZADOR BAHIA.

Ao mesmo tempo, no Monumento aos Mortos da Segunda Guerra Mundial, os corações dos velhos marinheiros batem mais forte, na cerimônia simultânea que acontece em terra. Antigos Ministros e CMs, o Almirantado em peso, Oficiais Generais das 3 armas, ex-combatentes, oficiais, praças,  escoteiros, SOAMARinos, todos irmanados na singela e tocante homenagem.

Recordar a epopeia naval deste pais tão ligado ao mar, por onde chegaram seus descobridores, navegando pelo mar português sob a orientação da Escola de Sagres, e os imigrantes que aos poucos construiram esta nação. História de lutas onde no tempo da Colônia abundaram as ameaças que também vinham do mar, sempre rechaçadas.  O tempo passa, é a Marinha Imperial que se destaca na Guerra da Tríplice Aliança, aportando a sua cota de dor e de sangue. Os Sinais de Barroso entram para a história. Desponta  a Republica, a DNOG escreve um capitulo de heroísmo durante a 1ª. Guerra Mundial.   Segue-se a ascensão de uma ideologia equivocada na Europa, cujos tentáculos vitimam brasileiros em nosso litoral. Na Batalha do Atlântico a Marinha faz frente à brutal agressão, com a Força Naval do Nordeste e o Grupamento de Patrulha do Sul. Nossos comboios mercantes recebem a escolta protetora contra a ameaça submarina. assim como navios de transporte de tropas que conduziram a FEB para combater na Europa em chamas.

O dever de memória é cumprido diante da tropa formada, no mausoléu onde repousam quase 500 bravos soldados brasileiros, ao lado de muito poucos heroicos marinheiros, não mais que cinco, que tiveram uma sepultura. Mais de 1500 homens não tiveram essa sorte, desaparecendo nas profundezas do mar, que é o túmulo do marinheiro.  Nas paredes revestidas pelo mármore frio, seus nomes estão inscritos em letras de fogo, como ultima homenagem aos que não voltaram a um porto seguro.

A cerimônia vai terminando. Em sua honra, um Pelotão Fúnebre do Corpo de Fuzileiros Navais efetua 3 descargas de fuzilaria.  Preparar !  Carregar !   Apontar !   1ª. Descarga !   Fogo !   Por breves momentos os sons da guerra chegam até os presentes, até que as gaitas de fole executam Amazing Grace, seguindo-se os toque de Alvorada e Vitória.

No mar, os espíritos dos que partiram durante a batalha sobrepairam diafanamente. Eles se manifestam. Tentam nos enviar uma mensagem, reforçando que seu sacrifício não tenha sido em vão, que o entendimento prevaleça para todas as nações.  Apenas as formas variam… pode ser a alma de um velho marinheiro solitário, que reaparece a beira do cais…ou um antigo navio que naufragou, com a tripulação acenando ao longe …

AVANTE A TODO PANO!
VIVA A MARINHA!
VIVA O BRASIL!

Prof Israel Blajberg
1º. Diretor de Divulgação
Sociedade dos Amigos da Marinha do Rio de Janeiro


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