Estrela de David Inaugurada no Monumento aos Pracinhas

 Estrela de David Inaugurada no Monumento aos Pracinhas com  Tocante Mensagem do Ministro da Defesa Embaixador Celso Amorim

Domingo, 5 de agosto de 2012.  A data de hoje revestiu-se de  relevante significado para a memória da participação nacional na Segunda Guerra Mundial, com a inauguração pelo Ministro da Defesa, Embaixador Celso Amorim, da Estrela de David no Monumento aos Pracinhas, trazendo  tocante Mensagem que sensibilizou o grande publico presente ao Mausoléu do Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra Mundial, no Parque do Flamengo, Rio de Janeiro. Foi um ato breve e singelo, mas altamente significativo, recordando o ano de 1942, quando navios brasileiros foram torpedeados o que motivou a entrada do Brasil na guerra.

Dentre o numeroso publico presente encontravam-se destacados militares, como o Almirante de Esquadra Gilberto Max Roffé Hirschfeld, Comandante de Operações Navais, General de Exercito Tulio Cherem, Comandante da Escola Superior de Guerra, General de Exército Adriano Pereira Junior, Comandante Militar do Leste – CML, General  de Exercito Ueliton José Montezano Vaz Montezano, Chefe do Departamento de Educação e Cultural do Exercito – DECEX, General de Divisão Geraldo Antônio Miotto, Chefe do Estado Maior do CML, General de Divisão ANTONIO HAMILTON MARTINS Mourão, Vice Chefe do DECEX, Gen Eduardo Jose Barbosa – Diretor do Patrimônio Histórico e Cultural do Exercito, Vice Almirante Ellis Treidler Oberg, Comandante do 1º. Distrito Naval, Major Brigadeiro Rafael Rodrigues, Comandante do 3º. Comando Aéreo Regional, General de Brigada Sergio José Pereira, Comandante da Escola de Comando e Estado Maior do Exercito – ECEME, General de Brigada Faillace, Comandante da Artilharia Divisionária da 1ª. DE, General de Brigada Fernando Vasconcellos  Pereira, Diretor de Formação e Aperfeiçoamento, Gen Luis Antônio Silva dos Santos, Diretor do Ensino Preparatório e Assistencial, Coronel Eduardo Pazuello, Assistente do DECEX, Coronel R/1 Aron Felberg, Tenente Coronel Tufic Nissan Cohen, Tenente Bianca Chigner Cramer Balassiano, do 1º. Depósito de Suprimento, Coronel R/1 Roberto Mascarenhas, neto do Marechal Mascarenhas e Moraes, Comandante da FEB e idealizador do Monumento aos Pracinhas, Coronel Gerson Gomes, Chefe de Planejamento do CML, Coronel Atílio, do CML, General de Divisão R/1 Marcio Rosendo de Melo, Presidente da Casa da FEB e 2º. Vice-Presidente do Clube Militar, General Geraldo Luiz Nery da Silva, Secretario da Ordem dos Velhos Artilheiros, Desembargador Egas Moniz Barreto de Aragão Daquer (ex-aluno do CPOR/RJ), Tenente Dalvaro Jose de Oliveira, 94, Veterano de Guerra e ex-Presidente das Casa da FEB, sobrevivente de 2 naufrágios consecutivos de navios torpedeados pelo submarino nazista U-507, Major Antônio André, 94, Veterano de Guerra e Presidente do Conselho Deliberativo da Casa da FEB, Tenente R/2 Dr Israel Rosenthal, 92,  Veterano de Guerra e Vice Presidente do Conselho Deliberativo da Casa da FEB, Tenente Coronel Capelão Militar Evangélico Ivan Xavier, Chefe do Serviço de Assistência Religiosa do Comando Militar do Leste, Coronel  Germano Américo dos Santos, Diretor do Monumento aos Pracinhas, João Mortera, da Liga de Defesa Nacional, Tenente R/2 Sergio Pinto Monteiro, Presidente do CNOR – Conselho Nacional dos Oficiais da Reserva, Capitão de Longo Curso Francisco Gondar, Vice Presidente do Clube dos capitães da Marinha Mercante, Representantes da Associação dos Integrantes do Batalhão Suez, Representação da Federação Nacional dos Integrantes das Forças de Paz e FAIBRAS – Forças de Paz na Republica Dominicana, Veterano de Guerra Tenente da Marinha Melchisedec Affonso de Carvalho, Diretor Secretario da Associação dos Ex-Combatentes do Brasil, Inspetor Idnei Teixeira, representando o Comandante Geral da Guarda Municipal – RIO.

A Estrela está instalada no Mausoléu do subsolo que abriga os túmulos de 467 soldados que tombaram na Itália em 1944/45, e os nomes gravados no mármore  de mais de 1400 civis e militares desaparecidos no mar, em consequência da blitz submarina que atingiu 33 navios mercantes nacionais. Apenas em agosto de 1942 seis navios foram torpedeados em quatro dias,  desaparecendo no mar 600 patrícios inocentes, quando diante do clamor popular, em 31 de agosto de 1942 o Governo  Vargas reconheceu o estado de beligerância com as Potências do Eixo.

O projeto foi uma realização da Diretoria de Cidadania da FIERJ, comandada na Gestão Sarita Schaffel (2011-2012) por Israel Blajberg, que desenvolveu a ideia em parceria com o Diretor do Monumento,  Coronel Germano Américo dos Santos, agregando a Estrela de David ao profundo ambiente de religiosidade do Mausoléu.

A iniciativa mereceu o apoio da DPHCEX – Diretoria do Patrimônio Histórico e Cultural do Exercito, pelo seu titular,  General de Divisão Eduardo José Barbosa.

Há exatos 52 anos, aos 5 de agosto de 1960, com a presença do Presidente da República Juscelino Kubitschek realizou-se a entrega deste Monumento ao Povo Brasileiro, na presença do seu idealizador Marechal João Baptista Mascarenhas de Moraes, inesquecível Comandante  da FEB – Força Expedicionária Brasileira.

Graças ao esforço e dedicação do Marechal, o sonho de trasladar de Pistoia os heróis imolados nos Campos de Batalha da Itália transformou-se em preciosa realidade.

Monumento pleno de significados, guarda a memória daquela historia fantástica  vivida pelos heroicos combatentes de Terra, Mar e Ar, suas linhas arrojadas o situando entre  os mais grandiosos monumentos militares do mundo – tão imponente e  marcante quanto elegante e singelo,  ajustado magnifico ao belo entorno natural do parque, e às aguas e montanhas que emolduram nossa cidade.

A placa inaugurada juntamente com a Estrela traz gravada esta mensagem:

1942 – 2012

Há setenta anos preciosas vidas brasileiras se perderam no litoral, pela ação perversa de uma ideologia inaceitável para a Humanidade.

O mar as recebeu e conduziu para os braços do Criador, abrindo caminhos para bravos combatentes, a lutar pela honra da Pátria e na defesa da dignidade humana

Homenagem da CONIB – Confederação Israelita do Brasil

FIERJ – Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro

Oito de Maio de 2012 – 67º aniversario do Dia da Vitoria Aliada na Europa

A Estrela de Davi em metal amarelo foi idealizada pela artista plástica Ruth Kac, com 72 cm, sinal de relevante capital  simbólico por ser múltiplo de 18, cuja representação numérica hebraica forma a palavra Chai (vida). A artista guarda ainda ligação sentimental com a obra, como filha do Tenente R/2 Abrahão David Bregman (CPOR/RJ 1942), do 3º/1º. Regimento de Artilharia Anti Aérea, integrante da defesa de Natal, o Trampolim da Vitória, uma das mais  importantes bases estratégicas da época.

Assim, a partir de hoje, a Estrela de David irradiará suas bênçãos aos nossos heroicos combatentes que repousam no Monumento. Eles fizeram o sacrifício supremo no campo de batalha, para que nunca mais pudesse ressurgir a intolerância, a discriminação.

Unido as demais Nações Aliadas, o Brasil participou da conquista da liberdade e da  democracia. Cabe a todos os brasileiros jamais olvidar esta memória de lutas e de sacrifício. 

Prof. Israel Blajberg

Diretor de Cidadania – FIERJ

05 ago 2012 – MNMSGM

iblaj@telecom.uff.br


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9 comentários

  1. Não entendi. Como assim ” agregando a Estrela de David ao profundo ambiente de religiosidade do Mausoléu”? Também não entendi “a Estrela de David irradiará suas bênçãos aos nossos heroicos combatentes que repousam no Monumento”?? Na origem pretenderam colocar uma estátua evocativa da Virgem Maria no exterior do monumento, mas o compromisso das forças armadas com a laicização vetou essa abordagem. Estranho muitíssimo a iniciativa porque todos os mortos da FEB eram cristãos. Nenhum judeu morreu na FEB.

  2. Maru Tawada /

    Então, o monumento deveria ser laico! No máximo constar os ícones de todas as religiões dos febianos. Desaprovo!!!

  3. Aaron Etiel /

    Concordo que poderia haver outros símbolos que possam expressar a pluralidade humana em suas fés. Por que não? Afinal de contas ali repousam os restos mortais de vários seres humanos que tiveram uma história, uma família e suas fés. Agora querer dizer que a Magen David (Estrela de David) é apenas um símbolo religioso é, no mínimo, não conhecer a complexidade da História dos Judeus. A Estrela de David ultrapassa a dimensão religiosa que possa ter, ela tornou-se historicamente um símbolo do povo judeu, dos seres humanos israelitas. Talvez o nosso maior símbolo religioso seja a Menorá (candelabro de 7 velas) e não a Magen David.

  4. os aliados combateram para liberar os judeus dos campos de concentramento na serie band of brothers mostrou a historia
    viva israel a polonia a inglaterra e os aliados
    shalom jesus e judeu tenham um pouco de respeito viva israel shalom sou mais um mano judeu polones do brasil
    gloria a deus nas alturas comentarios idiotas de vcs
    tomem vergonha na cara se vc e nazi fuja de volta pra europa
    ou para o sul do brasil

  5. Agora é que não entendi msm. A participação judaica na FEB foi irrisória, insignificante, pífia, desprezível. Somando tudo dá duas dúzias de indivíduos, metade dos quais Sacos “B”. Lógico que tem três ou quatro heróis judeus – mas é só. É uma vergonha que uma comunidade que somava dezenas de milhares de indivíduos tenha contribuído de forma tão minúscula num conflito em que era a maior interessada no resultado. O mais bizarro de tudo é que NENHUM deles morreu, o que torna completamente sem sentido a colocação da estrela de Davi no cemitério dos pracinhas. A tal estrela de Davi é uma homenagem aos judeus. Se a comunidade judaica quisesse mesmo homenagear aos pracinhas e não a si própria não teria cometido essa afronta contra um cemitério cristão. Agora experimente tentar colocar uma cruz de Cristo num cemitério judaico pra ver o que te acontece…

  6. Ten R/2 Ney /

    “a Estrela de David irradiará suas bênçãos aos nossos heroicos combatentes que repousam no Monumento.”

    Se considerarmos que Jesus Cristo é o Filho de David por excelência, tudo acaba bem. Os símbolos judaicos assumem no cristianismo outros significados: A Estrela de David é símbolo do Cristo, Rei dos Judeus, um selo de realeza representativo do reinado de David sobre a Terra: “Eu sou a Raiz e a Geração de David”

  7. Sr. Dennison,
    Me lembro de ter visto pela TV de uma matéria sobre seu livro. Na ocasião, você estava sentado junto com Norberto Toedter, um assumido nazista. Por qual motivo naquela ocasião, não ocorreu discórdia? Como é possível e não se indignar com a presença de um senhor, que no fundo “rosna” para os pracinhas da FEB?

  8. Desaprovo totalmente este procedimento. No mínimo é um desrespeito aos heróis que lá repousam!!!

  9. Carmen Lúcia Rigoni /

    O doutor e professor Dennison de Oliveira é uma das mais proeminentes personagens da nossa UFPR e profundo conhecedor dos assuntos pertinentes à 2ª guerra mundial, respeitadíssimo entre os historiadores que trilham pela memória da nossa Força Expedicionária Brasileira. Como historiadora vejo também grande estranhesa nestas manifestações que estão ocorrendo no Monumento aos soldados da FEB, por ocasião de diversas cerimonias que lá estão ocorrendo. No projeto de criação do Monumento aos mortos seguiu-se até recentemente os objetivos traçados pelo projeto original, ou seja, homenagear aos mortos que deram suas vidas pela pátria. Se o Exército hoje tenta ser laico, isto é perceptível nas cerimonias que ocorrem nas unidades militares, é necessário perceber o espaço do Monumento como uma homenagem a todos os mortos, sejam eles de uma multiplicidade de credos. Se abrirmos espaço para uns, será de direito dos demais também se fazerem representar. Chamamos a atenção para o local, lá não é um templo, mas deveria inspirar o ecumenismo que está presente em todos nós. É um local histórico senhores e como tal deveria permanecer!

    Carmen Lúcia Rigoni.

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