Casa da FEB: 50 anos depois

Israel Blajberg (*)

A cada 16 de julho nossos pensamentos voltam-se para aqueles bravos.

Transcorridos 69 anos daquele distante 1944, a memória dos seus feitos continua ainda atual. O Brasil, pais pacifico e ainda rural, fora covardemente agredido. Navios mercantes torpedeados, 600 tripulantes e passageiros desaparecidos em apenas uma semana, preciosas vidas brasileiras.

O povo nas ruas exigiu que a nação reagisse, uma história fantástica, que começou com os estudantes à frente, naquela época ainda sem as caras pintadas, tomando as ruas a exigir uma resposta à altura.

O Brasil inteiro se mobilizou, formando o lado das demais 18 Nações Aliadas.

Nossas matérias primas e materiais estratégicos foram fundamentais para apoiar a luta contra o nazi-fascismo.

Aos 16 de julho de 1944 desembarcou na Itália o primeiro dos cinco Escalões da FEB. Uma façanha impressionante, que até nos dias atuais seria digna de nota. Um motivo de orgulho para a nacionalidade, os pracinhas, que enfrentaram os nazistas na neve da Itália.

Mas o exemplo de sacrifício pela Pátria, tão necessário nos dias de hoje, ficou na história como o maior legado da FEB para todos os brasileiros ???

Pelo menos não é isso que a imprensa costuma lembrar, mesmo nas datas marcantes como Tomada de Monte Castello e Dia da Vitória.

As manifestações de junho de 2013 mostram que o povo quer educação, saúde, moradia, combate a corrupção, enfim, somente quando tivermos atendimento a estas necessidades básicas da população, poderá a sociedade lembrar da FEB e do exemplo que ela deixou para as futuras gerações. Custa a crer que em 1942 e 1945, manifestações muito maiores ocorreram, até chegamos ao ponto em que a população nos dias que correm não tem siquer ideia de que o Brasil participou da II Guerra Mundial.

Enquanto isso, os poucos abnegados que insistem em manter viva a memória FEBiana terão que redobrar esforços para que a pátina do tempo que tudo encobre poupe esta história fantástica. O histórico dos anos recentes vem provando que precisamos contar com muito mais voluntários e sócios, além de mais filhos, netos e agora já bisnetos dos veteranos, para que apoiem a Casa da FEB.

E esperar que empresas e governos dediquem sua atenção, seguindo o exemplo da empresa TECNOLACH, na pessoa do seu Diretor Dr Breno Amorim, que num momento difícil aportou uma importantíssima e substancial colaboração, permitindo que a ANVFEB continuasse existindo, além da POUPEX e CAPEMISA, que tem apoiado nossos eventos.

(*) iblajberg@poli.ufrj.br

Créditos da imagem: Clube Militar


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