Anjos de Branco – 2º Tenente Enfermeira Ondina Miranda

Avaliar o trabalho das enfermeiras da Força Expedicionária Brasileira, na Itália, não é uma tarefa nada fácil. Talvez, assistindo os filmes que retratam a segunda grande guerra mundial, possamos ter uma pequena noção do que essas mulheres viveram no front. Ondina Miranda de Souza, é uma dessas heróicas pessoas que deixaram o Brasil para dar sua parcela de contribuição no continente europeu.

No dia da exclusão do efetivo da Força Expedicionária Brasileira, o Major Chefe da S.B.H, Ary Duarte Nunes, expressou o seguinte elogio em boletim: “Enfermeira ONDINA MIRANDA DE SOUZA,  trabalhou com muita dedicação e carinho em exaustivos plantões noturnos, demonstrando sempre dedicação e desvelo para com seus pacientes. Voluntária, impôs-se pelos conhecimentos adquiridos e magníficos serviços, demonstrando sempre espírito de sacrifício e boa vontade. Representou dignamente a mulher brasileira neste teatro de operações. Louvo-a e agradeço todos os serviços prestados não só a esta secção como ao Brasil”.

Certamente, encarar exaustivos plantões noturnos em hospitais com intenso fluxo de chegada de feridos exige preparo profissional e psicológico. Os conhecimentos adquiridos na Escola Alfredo Pinto, no Curso de Emergência de Enfermeiras da Reserva do Exército (CEERE), e sua disposição voluntária para atuar na guerra, permitiram que Ondina fosse convocada para o teatro de operações. A oficialização e confirmação do embarque veio através da portaria 6.382 do Diário Oficial, publicada no dia 22 de abril de 1944.

Dia 29 de outubro de 1944, foi a data da partida rumo à Itália. Depois de cruzar, via aérea, o oceano atlântico, Ondina Miranda de Souza, apresentou-se pronta para o serviço no dia 17 de novembro de 1944, no 7th Station Hospital, em Livorno. O Serviço de Saúde entendeu que o trabalho da enfermeira seria necessário também no 16th Evacuation Hospital, em Pistóia; 15th Evacuation Hospital, em Corvela e no 38th Evacuation Hospital, na região de Marzabotto e Parolla.

Para se ter idéia da força de vontade desta enfermeira, apesar de ter baixado em duas oportunidades, Ondina fez questão de retornar ao serviço. Em solo brasileiro o Exército Brasileiro reconheceu e condecorou a carioca filha de Luiz Lopes de Souza e Adélia Miranda de Souza, com a Medalha de Guerra e a Medalha de Campanha. Ondina foi licenciada pela Portaria 8.411, de 23 de junho de 1945, publicada no Diário Oficial.

Fonte:

VALADARES, Altamira Pereira. Álbum Biográfico das Febianas. Batatais – SP: Centro de Documentação Histórica do Brasil. 1976. 116p.

Colaborador:  Vanderley Santos Vieira, é Jornalista, especialista em Comunicação, Oficial R2 (Infantaria) do Exército Brasileiro, Tecnólogo em Administração de Empresas, Escritor, Pós-graduado em Planejamento Estratégico e possui o Curso de Política e Estratégia da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra. Atualmente desempenha a função de Gerente em uma Multinacional, Voluntário da Defesa Civil de Campo Grande – MS e Sócio Especial da ANVFEB/MS.

Possui as seguintes honrarias: Medalhas: de Serviço Amazônico; Mérito da Força Expedicionária Brasileira; Marechal Machado Lopes; Medalha Cruz da Paz; Marechal Cordeiro de Farias; Mérito da Força Expedicionária Brasileira da Câmara dos Vereadores de Campo Grande – MS; Mérito Legislativo de Campo Grande e Mérito Rondon – Academia de Estudo de Assuntos Históricos – MS.

E-mail: vandsav@hotmail.com


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