Anjos de Branco – 2º Tenente Enfermeira Ocimara Moura Ribeiro

Nenhum obstáculo é tão grande, se sua vontade de vencer for maior. 

Até onde vai sua vontade de vencer?

Sabe como mensurá-la?

Sabe como suportar as adversidades que se apresentam?

Qual a origem de sua motivação?

Um pensamento filosófico ensina que o pensamento cria, o desejo atrai e a fé realiza. Entretanto, o que define o êxito é a habilidade de transformar essas lições em ações praticas.

Algumas pessoas vêm ao mundo com o dom de superar grandes desafios. Gandhi, Jesus, Mandela, Você e uma carioca nascida no então Distrito Federal, chamada OCIMARA MOURA RIBEIRO, são exemplos clássicos e atuais que fizeram e fazem acontecer.

Dizem que a decisão do passado é a arquiteta do futuro. No dia 21 de abril de 1920, D. Assidália Moura Ribeiro trouxe ao mundo uma menininha predestinada a se tornar uma célebre personagem da história. Para isso, ela precisava vencer algumas etapas. Seus pensamentos criativos aliados ao seu desejo de servir ao próximo conduziram-na a profissão de enfermeira. Para atingir seu objetivo ela não precisava vencer ninguém, apenas superar a si mesma.

Querer é poder.

Tinha 24 anos quando se apresentou as forças armadas. Era tempo de guerra. E guerra exigia uma habilidade extra que foi aprimorada nos Cursos da Escola “Ana Nery” do Quadro Especial do Ministério da Educação e Saúde – Serviço Hospitalar e Nursing Air Evacuation da Base Aérea de MITCHEL Field, em New York United States of America.

No dia 16 de outubro de 1944, Ocimara desembarcava no porto de Livorno. O antigo Navio Francês Columbia a transportou numa viagem que demorou 16 dias. O grande prazer da vida é fazer o impossível. Apresentou-se ao comando e foi designada para trabalhar nos hospitais no 154th Station Hospital / 105th entre Cevitavecchia e Tarquinia e no 12th General Hospital, em Livorno. Serviu com disposição exemplar. Não se incomodou com os percalços. Estava ali para cuidar de pessoas que necessitavam de sua ajuda.

Partiu de Nápoles em 20 de junho 1945. Chegou em casa no dia 3 de julho de 1945. Trouxe consigo a experiência única de ter participado de um evento que marcaria para sempre a história da humanidade. Recebeu uma justa homenagem do Ministério da Aeronáutica que foi materializada no Diploma de Medalha de Campanha na Itália.

Dizer que a vida é fácil seria uma hipocrisia. Mas a capacidade do espírito humano de suportar qualquer provação, por mais aterrorizante que pareça, transcende a nossa percepção. Ocimara viveu numa época em que uma simples decisão poderia ser interpretada como insana. Passou ilesa por uma guerra e voltou para o Brasil com a consciência do dever cumprido.

Na teoria, ela venceu os desafios impostos a ela.

Na prática mostrou que o amor e a vontade de fazer o bem ao próximo trouxe a vitória que sempre desejou para sua vida: a de servir ao próximo.

 

 

Fonte de apoio e consulta:

VALADARES, Altamira Pereira. Álbum Biográfico das Febianas. Batatais – SP: Centro de Documentação Histórica do Brasil. 1976. 116p.

 

 

Colaborador:  Vanderley Santos Vieira, é Jornalista, especialista em Comunicação, Oficial R2 (Infantaria) do Exército Brasileiro, Tecnólogo em Administração de Empresas, Escritor, Pós-graduado em Planejamento Estratégico e possui o Curso de Política e Estratégia da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra. Atualmente desempenha a função de Gerente em uma Multinacional, Voluntário da Defesa Civil de Campo Grande – MS e Sócio Especial da ANVFEB/MS.

Possui as seguintes honrarias: Medalhas: de Serviço Amazônico; Mérito da Força Expedicionária Brasileira; Marechal Machado Lopes; Medalha Cruz da Paz; Marechal Cordeiro de Farias; Mérito da Força Expedicionária Brasileira da Câmara dos Vereadores de Campo Grande – MS; Mérito Legislativo de Campo Grande e Mérito Rondon – Academia de Estudo de Assuntos Históricos – MS.


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3 comentários

  1. HENRIQUE MARINHO /

    Caro Amigo,
    Após publicar uma matéria no meu blog sobre as enfermeiras da FEB, uma senhora de nome Edméia Reis do museu de enfermagem de salvador entrou em contato dizendo que já havia encontrado a enfermeira Maria Diva Campos na Casa Gerontológica Brigadeiro Eduardo Gomes (CGABEG). Após, me questionou sobre o paradeiro da enfermeira Ocimara Moura Ribeiro que estava vivendo em Poços de Caldas.
    Gostaria de dar-lhe uma resposta. Sendo assim peço sua ajuda caso tenha alguma notícia.
    Desde já, meu muito obrigado,
    Henrique Falcão.

  2. HENRIQUE MARINHO /

    Ainda não obtive resposta. Sabe informar se está viva e onde?

  3. HENRIQUE MARINHO /

    Acho que está difícil de achá-la, pois seu nome foi alterado para Ocimara Ribeiro Moura.

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