Anjos de Branco – 2º Tenente Enfermeira Helena Ramos

  Helena Ramos          Era 25 de Abril de 1944, quando a enfermeira carioca Helena Ramos, prestou compromisso em frente a Bandeira Brasileira, jurando solenemente servir a Pátria. Sua promessa logo seria colocada à prova. No dia 02 de junho de 1944, Helena passaria a disposição do primeiro escalão da Força Expedicionária Brasileira.

O calendário marcava 09 de agosto, dia em que a filha do Almirante Carlos Ramos e Maria da Conceição Nheco Ramos, embarcou junto com o 4º Grupo rumo ao Teatro de Operações na Itália. No front os conhecimentos adquiridos no Curso de Voluntária Socorrista da Cruz Vermelha Brasileira e no Curso de Emergência de Enfermeiras da Reserva do Exército (CEERE), seriam testados arduamente.

Na prática, a enfermeira tanto provou seu valor que dois meses depois recebeu seu primeiro elogio do Major Médico Ernestino Gomes de Oliveira, chefe da S.B.H anexa do 38th Evacuation Hospital. O oficial assim se expressou:

É como exemplo digno de ser seguido por todos os que se sacrificaram pela causa da liberdade e serviço do Brasil, tenho muita satisfação, em elogiar e louvar, nominalmente, a Enfermeira HELENA RAMOS, calma e prestimosa, muito colaborou nos trabalhos de salvamento, contribuindo assim para o completo êxito do serviço”.

Na ocasião acima mencionada o 38th Evacuation Hospital, em Cecina (Santa Luce), Florença e Pisa, sofreu com uma inesperada inundação. A atuação da enfermeira foi heroica.

 Classificada nas Enfermarias de Clínicas Médicas, Helena, serviu ainda nos seguintes Hospitais de Sangue Norte-Americanos: 45th General Hospital, em Nápoles; 24th General Hospital, em Marzabotto e Parola; 16th Evacuation Hospital, em Pistóia e no 15th Evacuation Hospital, em Corvella.

No dia 11 de Junho de 1945, Helena apresentou-se pronta para o serviço no Brasil, procedente do front italiano. Sua missão estava quase cumprida. A 25 do mês das festas juninas foi licenciada do Serviço Ativo do Exército. Os feitos da enfermeira veterana foram reconhecidos e materializados através de duas condecorações: Medalha de Guerra e a Medalha de Campanha.

Fonte de apoio:

VALADARES, Altamira Pereira. Álbum Biográfico das Febianas. Batatais – SP: Centro de Documentação Histórica do Brasil. 1976. 116p.

Foto: Daniel Mata Roque

Colaborador:  Vanderley Santos Vieira, é Jornalista, especialista em Comunicação, Oficial R2 (Infantaria) do Exército Brasileiro, Tecnólogo em Administração de Empresas, Escritor, Pós-graduado em Planejamento Estratégico e possui o Curso de Política e Estratégia da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra. Atualmente desempenha a função de Gerente em uma Multinacional, instrutor, Voluntário da Defesa Civil de Campo Grande – MS e Sócio Especial da ANVFEB/MS.

Possui as seguintes honrarias: Medalhas: de Serviço Amazônico; Mérito da Força Expedicionária Brasileira; Marechal Machado Lopes; Medalha Cruz da Paz; Marechal Cordeiro de Farias; Mérito da Força Expedicionária Brasileira da Câmara dos Vereadores de Campo Grande – MS; Mérito Legislativo de Campo Grande; Mérito Rondon – Academia de Estudo de Assuntos Históricos – MS e Distinção Emblema de Oro – Instituto Técnico “Promoción Profesional Del Ejército” Bolívia.


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1 comentário

  1. Maria do Socorro Sampaio /

    Helena Ramos apesar de estatura diferenciada da maioria das enfermeiras,essa “grande mulher” era carinhosamente chamada de Heleninha por seu fino trato no relacionamento com todos.
    “O grupo de enfermeiras brasileiras que integrou a SBH do 16th Evacuation Hospital, em numero de 16, era procedente do 38th Evacuation Hospital, de Pisa, que instalado num acampamento no Vale do Rio Arno, foi completamente inundado, ficando com sua área transformada em imenso lodaçal. No 16th Ev. Hosp., essas 16 enfermeiras foram assim distribuídas: 4 para a sala de Operações – Antonieta, Bertha, Silvia Barros e Belém; 6 para as Enfermarias de Cirurgia – Silvinha, Virgínia,
    Elzinha, Maria José, Elita e Lurdinha; estas atendiam, também, na Enfermaria de Choque e na Triagem; 6 para a Clínica médica – Dóris, Ondina,Heleninha, Novembrina, Carmita e Wanda.”
    Trecho do depoimento de Virginia Maria de Niemeyer Portocarrero no livro A Mulher Brasileira na Segunda Guerra Mundial, de Olímpia Camerino.

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