Anjos de Branco – 2º Ten Enfermeira Novembrina Augusta Cavallero

No dia da exclusão do efetivo da Força Expedicionária Brasileira, o Major Chefe da S.B.h, Ary Duarte Nunes, expressou o seguinte elogio em boletim, à Enfermeira Novembrina Augusta Cavallero:

“Enfermeira Novembrina, trabalhou com muita dedicação e carinho para com os seus pacientes. Voluntária, impôs-se pelos conhecimentos adquiridos e magníficos serviços, demonstrando sempre espírito de sacrifício e boa vontade. Representou dignamente a mulher brasileira neste teatro de operações. Louvo-a e agradeço todos os serviços prestados não só ao Brasil como a esta secção”.

A conquista deste elogio, dentre outros publicados nas folhas de alterações, começou no dia 25 de agosto de 1944, dia do embarque de Novembrina para Itália. Antes de cruzar o atlântico, a enfermeira colaborou de maneira eficiente com o Serviço de Saúde do Exército, nas Juntas Militares de seleção, no período de 25 de outubro a 20 de dezembro de 1943.

Três coisas contribuíram para abrir a porta da convocação para o Teatro de Operações da Itália. Os conhecimentos adquiridos no Curso de Enfermagem Samaritana, as habilidades recicladas no Curso de Emergência de Enfermeiras da Reserva do Exército (CEERE) e a atuação na Junta Militar de Seleção. A portaria 6.280 do Diário Oficial, do dia 06 de abril de 1944, publicou a nomeação da enfermeira e, duas semanas depois, a portaria 6.382 publicava a convocação para o front.

Já em solo italiano Novembrina, foi classificada para trabalhar na Enfermaria de Clínica Médica, em diversos Hospitais de Sangue Norte-Americanos, sendo eles os seguintes: 15th Evacuation Hospital, em Corvela; 16th Evacuation Hospital, em Pistóia; 38th Evacuation Hospital, em Cecina (Santa Luce), Florença e Pisa e, ainda, no 24th General Hospital, em Marzabotto e Parola.

Novembrina Augusto Cavallero, nasceu no Estado do Rio de Janeiro. A filha de Antonio Augusto Cavallero e Emilia Cavallero, foi licenciada pela Portaria 8.411, de 23 de junho de 1945, publicada no Diário Oficial. Pelos relevantes serviços prestados no front, o Exército concedeu as condecorações da Medalha de Guerra e Medalha de Campanha.

Fonte de apoio:

VALADARES, Altamira Pereira. Álbum Biográfico das Febianas. Batatais – SP: Centro de Documentação Histórica do Brasil. 1976. 116p.

Colaborador:  Vanderley Santos Vieira, é Jornalista, especialista em Comunicação, Oficial R2 (Infantaria) do Exército Brasileiro, Tecnólogo em Administração de Empresas, Escritor, Pós-graduado em Planejamento Estratégico e possui o Curso de Política e Estratégia da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra. Atualmente desempenha a função de Gerente em uma Multinacional, Voluntário da Defesa Civil de Campo Grande – MS e Sócio Especial da ANVFEB/MS.

Possui as seguintes honrarias: Medalhas: de Serviço Amazônico; Mérito da Força Expedicionária Brasileira; Marechal Machado Lopes; Medalha Cruz da Paz; Marechal Cordeiro de Farias; Mérito da Força Expedicionária Brasileira da Câmara dos Vereadores de Campo Grande – MS; Mérito Legislativo de Campo Grande e Mérito Rondon – Academia de Estudo de Assuntos Históricos – MS.

E-mail: vandsav@hotmail.com


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