Acadêmica russa é admitida na Academia de História Militar como Sócia Correspondente

liudmila e israel

Em Sessão Solene de 13 de maio de 2019, na Embaixada Brasileira em Moscou, a Profa. Dra. Liudmila Semenovna Okuneva (Instituto Estatal de Relações Internacionais de Moscou), foi admitida na Academia de História Militar Terrestre do Brasil/Rio de Janeiro, Titulo Acadêmico outorgado nos termos do Estatuto em vigor, concedido em razão dos serviços prestados em prol do intercâmbio entre as Nações Amigas do Brasil e Federação da Rússia, e trabalhos realizados sobre a participação da Força Expedicionária Brasileira na Segunda Guerra Mundial. Os seus trabalhos ganharam destaque no idioma russo em artigos publicados na Revista da Academia Soviética de Ciências, bem como extensos trabalhos sobre história, política e relações bilaterais entre a Rússia e o Brasil.

A Profa. Okuneva foi recebida em nome do Colégio Acadêmico pelo Presidente, Prof. Israel Blajberg, recebendo o Medalhão, Diploma e Distintivo do Sodalício.

Fala da Profa. Dra. Liudmila Semenovna Okuneva na Embaixada do Brasil em Moscou:

“…Para mim é uma grande honra saber que o Comitê de Admissões e Outorgas da Academia de História Militar Terrestre do Brasil resolveu o meu ingresso na Academia no grau da Sócia Correspondente.

[…]

Acho que o evento de hoje é em prol do fortalecimento dos laços acadêmicos e de amizade e cooperação entre Nações Amigas do Brasil e da Rússia. Na minha vida profissional tento trazer na Rússia o conhecimento do Brasil e do seu povo, das mais brilhantes páginas da sua história, como foi a atuação da Força Expedicionária Brasileira na Segunda Guerra Mundial. Neste sentido tenho orgulho que os meus trabalhos sobre a participação da FEB na 2ª. Guerra Mundial podam servir para a melhor compreensão mútua e amizade dos nossos povos. E, sobretudo, neste ano – o do 75 aniversario do desembarque da FEB na Itália. A FEB foi comandada pelo General, depois Marechal João Baptista Mascarenhas de Moraes. E o símbolo muito forte foi a cobra fumando. Na propaganda contra a FEB (no Brasil e no exterior) se falava do que “é mais fácil uma cobra fumar que a FEB embarcar”, porque foi incrível a FEB combater nas frentes da guerra – assim como é incrível a cobra fumar. Mas a FEB sim, entrou em combate, matando os nazistas. Então se tomou como seu emblema uma cobra fumando. Foi a melhor resposta aos nazistas e fascistas brasileiros e alemães.

[…]

Antes se sabia pouco sobre a participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial. O Brasil foi até nomeado “O Aliado esquecido”. Mas devemos saber – e eu sempre falo disso aos meus alunos, aos jovens, aos colegas-historiadores – que o Brasil foi o único país do continente latino-americano que enviou na Europa a Força Expedicionária com 25 mil homens para combater o nazismo e nazi-fascismo.

Sem duvida nenhuma, a URSS deu a contribuição principal na derrota do fascismo, pagando a Grande Vitória com 27 milhões de vidas de nossos compatriotas, soldados, cidadãos. Mas não podemos esquecer nenhum participante da coalizão anti-hitleriana, prestamos homenagem a todos que sacrificaram as suas vidas para a Vitória e, sobretudo aos brasileiros que estando tão longe dos campos de batalha fizeram a sua opção histórica e atravessando o Atlântico chegaram ao outro continente para trazer a sua ajuda para a luta comum contra o maior inimigo da humanidade que foi o nazi-fascismo.

[…]

Eu queria também agradecer e enfatizar o trabalho absolutamente exemplar que fazem na parceria conjunta as destacadas organizações veteranas brasileiras e a Embaixada russa no Brasil e o Consulado Geral da Rússia no Rio de Janeiro para comemorar juntos os grandes acontecimentos da história da Segunda Guerra Mundial […]

 


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