A FEB, FAB, Marinha Brasileira e a industrialização do Brasil

Nos dias de hoje, são motivos de orgulho as nossas indústrias mas para que todos saibam a verdadeira história da industrialização no Brasil é importante recordar.

Após o covarde torpedeamento dos navios brasileiros iniciado em 1941, o Brasil declara estado de beligerância às nações do eixo: Alemanha, Itália e Japão, em nota do Ministro das Relações Exteriores do Brasil, assinada por Oswaldo Aranha em 21 de agosto de 1942, mas não entrou em combate de imediato.

Nesses dias, a guerra atingira um ponto crucial, os aliados precisavam de mais homens, e os Estados Unidos necessitava do apoio efetivo do Brasil.

Além das pressões populares e das articulações dos aliados para a construção do aeroporto estratégico de Natal, os Estados Unidos, usou vários artifícios para que induzir o Brasil a entrar em guerra. Com inteligente trabalho de marketing apoiou a música brasileira, mandou cineastas para a nossa terra, criou o Zé Carioca, na figura de um papagaio malandro e irresponsável.

Getúlio Vargas, então ditador do Brasil no período chamado de estado novo, aceitou o embarque das tropas brasileiras para a Europa mas, em troca, Roosevelt, presidente dos americanos, financiaria a construção de uma usina siderúrgica para fornecer aço para os aliados durante a Segunda Guerra Mundial.

Getúlio Vargas e Roosevelt

Esse mecanismo político econômico denominado Acordos de Washington, possibilitou, a princípio, um empréstimo feito pelos Estados Unidos ao Brasil no valor de 100 milhões de dólares para a modernização e implantação do projeto siderúrgico brasileiro, que deu condições para a criação da Companhia Siderúrgica Nacional e da Companhia Vale do Rio Doce

É importante relembrar estes fatos históricos para lembrar que o catalizador para a existência da indústria pesada em nossa pátria foi ingresso do Brasil na Segunda Grande Guerra com heroico sacrifício de militares brasileiros da Força Expedicionária Brasileira, FEB, da Força Aérea Brasileira, FAB e da Marinha Brasileira (Mercante e de Guerra), que participaram do terrível teatro das operações de guerra na Europa e das suas famílias que aqui ficaram na expectativa de notícias e o retorno de seus entes queridos.

As ditaduras nazifascistas foram derrotadas, a aspiração de Getúlio Vargas foi satisfeita, e a semente da indústria estava lançada garantindo a prosperidade para as gerações futuras.

Nossos soldados que tombaram e os que retornaram trouxeram consigo a VITÓRIA e o sabor do dever cumprido. São personagens daquele momento da História Universal merecedores da eterna gratidão de toda humanidade e dos brasileiros em particular.

Hoje, é preciso que esse fato histórico seja relembrado para que todos saibam que a implantação do invejável parque industrial brasileiro que gera empregos e o equilíbrio na balança comercial, se deve aos bravos brasileiros que participaram e escreveram com sangue na Europa a história da libertação das nações do Velho Continente.

 

 Colaborador

Luiz Renato de Castro e Silva

E-mail: nato@sentandoapua.com.br


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4 comentários

  1. Em uma nação que gosta de relembrar a história nacional apenas pela ótica negativa, essa matéria é uma ótima e saudável exceção. Meus parabéns!

  2. Complimenti, avete sempre della cose speciali da fare sapere.
    tante nazioni hanno combattuto in italia e in europa,mà la
    vostra determinazione del ricordo dei vostri soldati caduti per la libertà di altri popoli e molto bella.

  3. o querido presidente getulio vargas creador da industria brasileira, o primeiro passo do brasil para a modernidade

  4. Dorival Menon /

    Boa recordação onde foi pésquisado essa história?

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