A Casa das Laranjas: Crônica dos Bragantinos na FEB

“A Segunda Guerra Mundial persiste, até hoje, como um dos mais fascinantes períodos de nossa história. A idéia de países se unindo para derrotar um inimigo em comum, por si só, já é um tema capaz de conquistar a atenção e o interesse do leitor comum. Mas quando nos são oferecidas as pequenas histórias, isoladas pela memória de um ou dois protagonistas, singelas aventuras que jamais ganharam as páginas dos jornais ou de livros de história, então ganhamos algo mais do que um relato duro e objetivo do que foi o conflito mundial – passamos a sentir o sabor de cada experiência, entendemos as emoções que motivaram cada gesto, absorvemos um pouco do orgulho e medo contido no coração de cada soldado, arquivamos em nossas próprias memórias  as recordações que não são nossas, mas que aceitamos como se fossem.

Este livro, A Casa das Laranjas, faz exatamente isso. Embora com as necessárias pinceladas sobre o Exército Brasileiro aceitou a missão imposta pelo presidente Getúlio Vargas e enviou a Força Expedicionária Brasileira para a Itália, o quadro aqui pintado prima pelos detalhes, pelos episódios narrados – de forma simples e humana – por quem os viveu. Transporta-nos de tal maneira para o cotidiano dos pracinhas de Bragança Paulista desde o momento de suas convocações até o momento esperado no retorno às suas famílias, que fica difícil não marejar os olhos no final de cada capítulo.

Sendo assim, não resista. Mergulhe nas páginas internas e se deixe envolver por esse relato sobre essa época que jamais foi abordada sobre o prisma escolhido pelo autor: a Segunda Guerra vista pelos bragantinos”.

Marcos Ramos

Jornalista

 

SINOPSE

Na noite de 28 para 29 de junho de 1944, Moura, Bonventi, Raul Rosa, João Léo e mais trinta e quatro bragantinos estavam entre os milhares de recrutas que jogavam o saco A nas costas e caminharam para os vagões sem luz e com janelas cerradas, pilheriando e se queixando do peso da bagagem, enquanto o saco B era despachado com peças de roupa e equipamento de reposição. Mas, ainda que caçoassem ou fizessem pouco, um pensamento os incomodava: “será hoje?”

Quando o trem parou no Cais do Porto, nas proximidades da Praça Mauá, se encaminharam para a área de embarque, totalmente isolada, e tentavam ler no rosto dos policiais militares que os cercavam a resposta para a dúvida que os afligia.

A visão do enorme navio de transporte, com suas escadinhas estreitas que pareciam levar a um patíbulo, só aumentou o mal-estar. Um vazio no estômago, misturado a uma estranha excitação, foi acometendo a todos ao se darem conta do quanto era precário o domínio da própria vida.

O Autor:

Márcio José Celestino Faria nasceu em São Paulo, em 1967, e cresceu em Bragança Paulista. Foi atirador 112 do Tiro de Guerra, quando serviu em 1985. Sempre interessado nas guerras ao longo da história, fez do tema um de seus objetos de estudo prediletos.

A Casa das Laranjas é o seu primeiro livro.

 

Contato:

celestinofaria@bol.com.br

contato@acasadaslaranjas.com.br


COMPARTILHE ESSE ARTIGO!

Facebook Twitter Email Plusone



VEJA ALGUNS ARTIGOS QUE POSSAM LHE INTERESSAR!

5 comentários

  1. Já tenho o meu exemplar autografado :)

  2. Adorei!
    Uma história pouco conhecida mas muito interessante, para os brasileiros e italianos!

  3. grande historia

  4. grande historia, conheço, o senhor Luis caetano de moura, GRANDE LUIS TAUBATÉ e o senhor Moacir Pinheiro, hoje felizmente, ainda ESTÃO em nosso convívio, pena que nossos pseudos “como queiram dizer assim estão pouco se linchando, com estes heróis, e que já não estão entre nós, isto é o Brasil.

  5. Li seu livro, grande obra de pesquisa, muita coisa eu sabia que meu pai me dizia quando era pequeno, ele era amigo de muitos ex combatentes, no final da sua vida ele ficou amigo do sr. LUIZ TAUBATÉ, grande abraço DU

Deixar um comentário

Free WordPress Theme